Inês posta em desassossego


Pedro Correia,

 

Inês de Medeiros tomou uma atitude que merece aplauso: prescinde do pagamento das viagens semanais Lisboa-Paris-Lisboa que o Parlamento, por despacho de Jaime Gama, lhe havia autorizado em termos muito controversos, como aqui critiquei na altura. O despacho foi redigido à contre-coeur pelo presidente da Assembleia da República – a tal ponto que Gama chegou a especificar, no seu próprio articulado, que não constituiria jurisprudência destinada a balizar casos futuros. A deputada independente eleita na lista do PS por Lisboa percebeu bem as entrelinhas deste despacho, que devolve agora ao remetente esclarecendo que pretendeu ver esclarecida a situação mas não necessita de favores. Foi pena que o Parlamento tenha perdido seis meses neste folhetim que desgastou inutilmente Inês de Medeiros e voltou a dar uma péssima imagem dos nossos deputados, incapazes de tomar decisões em tempo útil sobre questões do seu foro exclusivo.

E afinal até já havia doutrina estabelecida sobre o assunto, como José Medeiros Ferreira recorda no seu blogue, Córtex Frontal: “Fui deputado [do PS] pelos Açores durante cerca de dez anos. Como resido em Lisboa, e assim o declarei aos serviços da Assembleia da República, só tinha direito a duas viagens por mês ao meu círculo eleitoral.”
Conclui Medeiros Ferreira: “Há muitas maneiras de fazer contas e de tratar de assuntos delicados.” Pois há, como os dois casos comprovam. Dentro da própria bancada socialista. Bastaria um pouco mais de memória parlamentar para o mais recente nunca ter chegado a assumir as proporções que assumiu, pondo Inês em tão grande desassossego. Já ensinava Camões, n’ Os Lusíadas: ” (…) essas honras vãs, esse ouro puro / Verdadeiro valor não dão à gente; / Melhor é merecê-los sem os ter, / Que possuí-los sem os merecer.”

Nada mais certo.

 

280 comentários em “Inês posta em desassossego”

    1. Ao contrário do que diz o Sr. João Carvalho, a Inês nunca ficará bem na fotografia,é quase como o Carteirista que tentou roubar uma carteira e não conseguiu.

    2. Ao contrário do que diz o Sr. João Carvalho, a Inês nunca ficará bem na fotografia,é quase como o Carteirista que tentou roubar uma carteira e não conseguiu.

    3. Inês está numa cidade que provavelmente é a cidade com mais Portugueses do mundo, Paris. Se o deputado açoriano tinha 2 viagens por mês para ir e vir, acho que ela tambem deveria ter pelo menos a mesma coisa.
      Acho que há viagens para Paris bem baratas , e que no fim ficam mais baratas que os carrões pagos a alguns membros do governo.

    1. Inês de Medeiros abdicou do que lhe foi atribuído no meio de uma polémica. Conclusão: V. merece aplauso por não ver e já conseguir escrever sem erros. Só falta saber escrever o seu nome e não só as iniciais.

      1. Penso que o problema reside no facto de ser-mos uma sociedade sem vergonha. Então a senhora vive em Paris e é eleita por Lisboa!!!!!! O problema está na base e é por atitudes deste tipo que o país está como está.

    1. Com o devido respeito: não acho que se tenha saído bem. Saiu-se mal, levada pela indignação de um país falido e tão prostituído que tem deputados por um círculo que vivem num país estrangeiro, a perto de 2000 km de distância.

        1. Com o devido respeito, quem é o Sr. para estar sempre, a corrigir quem quer que seja?
          Se a longo de todos estes anos, não se gastasse tanto dinheiro com Senhores e Senhoras como esta Senhora a que se refere a notícia, talvez se tivesse investido mais neste campo da Educação. Mas não é preferível gastar 150 mil euros por um carro, do que dar formação ás pessoas.
          Agora pode corrigir os erros que entender, além da educação que recebemos, devemos também ser humildes quando criticamos os que não a têm.

  1. Pela missiva que enviou ao presidente da AR, compreende-se que que a sra. Deputada não teve um serôdio ataque de bom senso.
    O seu súbito desprendimento parece aliás claramente extemporâneo – ao contrário do que inculcam as suas palavras, se quisesse marcar uma posição eticamente inatacável, há meses que deveria ter renunciado a tão inadmissível mordomia.
    Assim, ficamos com a sensação de que “atirou o barro à parede” e quando ele estava prestes a cair, resolveu tirá-lo de lá, para não ficar mal na fotografia.

    1. Estou inteiramente de acordo… se tinha intenção em não receber o tal do pagamento das deslocações Paris-Lisboa (compensações/suplementos), porque não o fez logo e deixou alimentar polémicas e perder tempo….
      Percebo a estratégia…. se ninguém desse conta do subsídiozinho “, ele seria muito bem vindo! Ah pois é!
      Já agora, porque é que muitos dos trabalhadores que são colocados a desempenhar as suas funções a 200 ou 300 km de casa não podem também receber umas coroas de ajuda? Não recebe. Mas são obrigados a andar de “mala e cuia ” e/ou mudar completamente toda a organização de uma família e uma vida.

  2. Não resisto a comparar este episódio a um inolvidável concerto do Marco Paulo, na Queima das Fitas, em Coimbra, nos meus tempos de estudante.
    O tipo entrou em palco, deu dois berros (Uh! Ah!) enquanto pulava para a ponta do palco.
    Começaram então a chover peças de fruta, ovos, hortaliça, ….todo o “armamento” que uma série de malandros tinham levado.
    Cantou uma canção encostado ao fundo do palco, enquanto se desviava dos “projectéis”.
    Simultanemanete, as fãs que tinham ido ver o Marco batiam nos malandros que lhe iam atirando porcarias.
    A meio da segunda canção destaou num choro convulsivo, disse que nunca tinha sido tratado daquela maneira, e que se ia embora.
    Ao meu lado, um puto, sentado nos ombros de um marmanjo que jogava râguebi na Académica, grita indignado – “Vai embora o c@#$lho!! O que é que faço a isto?!” – gritava o puto enquanto mostrava uma saco de plástico cheio de ovos podres.
    Dá-me vontade de perguntar algo de semelhante – Então se a Inês recusa o subsídio, a gente agora vai dizer mal de quem?
    Assim não vale, caramba!

  3. Desculpem-me meus Senhores, mas rectidão e lisura de procedimentos não é nada disto!

    Das duas uma:

    Ou a Senhora Deputada tem direito a que a Asembleia da República lhe pague os bilhetes das viagens para o domicílio que indicou depois de eleita, ou não tem.

    – Se tem (e aí é que o tautológico despacho “mete o pé na argola”), aplique-se a regra;
    – Se não tem, denegue-se a pretensão à Requerente.

    As hipocrisia pessoal tem limite, contíguo à vergonha pública. Vejamos:

    – Depois de meses de discussão na A.R. por causa de uns bilhetes de avião, em a Deputada fez tudo para reivindicar o seu alegado direito (só faltou pedir um Parecer Administrativo ao Prof. Freitas do Amaral);
    – Depois de, finalmente, ter sido proferido Despacho favorável sobre tão espúria dúvida;
    – Depois da interessada ter rejubilado por lhe ter sido feita justiça;

    Vir agora Inês de Medeiros renunciar ao que lhe fora atribuído por quem competia decidir é escarnecer do Órgão de Soberania que integra.
    A Assembleia da República deve dar-se ao respeito, não jamais podendo admitir que um deputado lhe “cuspa na cara”.
    Se Inês de Medeiros achava que tinha direito antes do direito lhe ser reconhecido, não pode agora vir dizer, “afinal, pensando bem, não aceito a esmola”.

    Resultado:

    Agora, e com a devida vénia aos nossos Ilustres Administrativistas, só vejo uma “saída” para a A.R. – que não pode, de todo, ficar em tão vulnerável e indigna situação.

    Aqui fica um esboço do que deve ser determinado:

    Determina-se que:
    1. Para efeitos de abonos, despesas de representação e outras subvenções a que tenham direito no exercício do seu madato, o domicílio do deputado presume-se o do Círculo Eleitoral por onde é eleito, salvo quando venha requerer, fundamentadamente, que lhe seja atribuído outro dentro do território nacional.
    2. O pedido de alteração do domicílio depende de autorização expressa da Assembleia da República.
    3. Exceptua-se do disposto nos números anteriores os casos dos deputados eleitos pelos Círculos Eleitorais da Europa e Resto do Mundo.

    Da próxima, os Chefes (ou Capatazes encarregues das diligências) que metam Inês de Medeiros pelo Círculo do Resto do Mundo…
    Mas atenção.
    Não vale trocar milhas por viagens em benefício pessoal… agências “Cosmos” eram nos tempos dourados, em que vivíamos num período de fartura. Agora, o PEC há-de impõr que as milhas acumuladas em vôo revertam para o cartão «Star Alliance» do Estado, que assim poderá emitir alguns bilhetes mais conta, onerando menos a tesouraria.

    1. Obrigada Sr. Ricardo Alves Gomes, até que enfim que a classe culta, corajosa,educada,bem informada,competente,crítica, e com a cabeça fresca, neste caso, estou a referir o SENHOR Ricardo Alves Gomes e outros personagens ilustres que escreveram todos estes belíssimos comentários,estão todos de parabéns. TÍTULO PARA ESTA NOTÍCIA VERGONHOSA: MANIFESTO DE DEPUTADA EMIGRANTE. ( Inês Medeiros -eleitata por circulo eleitoral em portugal e em França!…)

        1. O “senhor” é um lírico, desde quando o sr. (Anónimo a 4 de Maio de 2010 às 10:51) faltou à educação, a não ser que Vª Exª. consiga captar infra-sons ou ultrasons… ou então isto é apenas um uma revista de B.D.(Banda desenhada)… que é cada vez o que este país mais se parece!!!! E existem sempre os lacaios do poder como o Senhor, se não é parece!!!!
          A Dª Inês nem parecem ser filha do maestro, pessoa que admiro imenso, pela sabedoria contrastante com uma postura simples, que não lhe deve ter transmitido estes valores, devem ser más companhias. Por ventura, considera razoável que a srª deputada, num país miserável como o nosso, ainda se ofereçam mordomias destas… Os crânios do partido, ou a Srª não sabiam que a mesma morava em Paris, eu já sabia e sou só um estúpido…. Felizmente não morava na Austráulia!!!! Senão, lá estavam os alarves (desculpe-me a gíria mais popular), que trabalham mais de 40 horas semanais e ganham apenas o ordenado mínimo, felizmente não é o meu caso, enquanto a “nobreza” esbanja…. O tempo de Maria Antonieta ficou esquecido, o povo tem a memória curta, mas …. a História, às vezes repete-se, mudam é os personagens!!!!

    2. «Aqui fica um esboço do que deve ser determinado:

      Determina-se que:
      1. Para efeitos de abonos, despesas de representação e outras subvenções a que tenham direito no exercício do seu madato, o domicílio do deputado presume-se o do Círculo Eleitoral por onde é eleito, salvo quando venha requerer, fundamentadamente, que lhe seja atribuído outro dentro do território nacional.
      2. O pedido de alteração do domicílio depende de autorização expressa da Assembleia da República.
      3. Exceptua-se do disposto nos números anteriores os casos dos deputados eleitos pelos Círculos Eleitorais da Europa e Resto do Mundo.»

      Transcrevo propositadamente estas suas sugestões. Estou de acordo com elas. Bem faria a Assembleia da República em adoptá-las de imediato, impedindo que surgissem novos focos de polémica.

  4. Parece-me que a menina acabou por não se sair nada bem deste caso, para o qual, aliás, já não existia nenhuma saída airosa, em minha opinião. Depois de todas as declarações que fez acerca desta matéria e, especialmente, pelo tom empertigado em que as produziu, IM acaba por ficar muito mal na fotografia. E a AR também não andou melhor, ao deixar que este caso se arrastasse durante tanto tempo para acabar por lhe dar uma ‘solução’, no mínimo, insólita. O caso de MF citado, não tem comparação com este, pois MF embora não residindo no seu círculo eleitoral, vivia contudo em território nacional, o que não era o caso de IM.

    1. Não sou fã da Inês, mas não sei se concordo, Luís. Ela é deputada porque o PS a foi buscar. Já tinha morada em Paris e quis esclarecido o seu caso, no que às deslocações respeita, o que parece razoável.
      O que é que aconteceu? A decisão, a que ela tinha óbvio direito (fosse contra ou a favor), arrastou-se e a polémica instalou-se. E ela? Ela é protagonista de um filme que não é seu.
      Finalmente decidido o caso, tarde e a más horas, em moldes que não estão previstos e sentindo-se alvo de tratamento especial, recusou. Por isso é que digo: o filme não é dela; se não se saiu bem, a realização que aprenda a lição.

        1. Pois é, Maria do Sol, só se fala da Inês. Ainda não vi aqui falar do PS, que foi buscar uma deputada a Paris para ser eleita por Lisboa, sem querer saber como ia ser. E ainda não vi aqui falar do arrastamento do assunto e de continuar por existir uma regra que passe a prever casos idênticos no futuro.

          1. Pois é João, é muito mais fácil atirar a Inês aos cães. Infelizmente é a nossa especialidade.

  5. E lá vai a bela Inês começar a viajar em “Lacoste”.
    Sim, porque sair do seu bolso o pagamento das princepescas viagens não é o mesmo que sair do bolso cá dos pacóvios; a não ser que haja agora um ‘encapuzado’… a seu tempo veremos se o gato não deixou o rabo de fora…

  6. Não acho que a querida Inês mereça qualquer aplauso, pelo contrário. Alimentou o arrastamento deste processo durante tanto tempo, e no fim disse que não queria. Podia tê-lo feito logo no inicio e isso sim, seria digno de registo e do meu aplauso.

    1. Trabalho a 120Km de casa e não tenho subsídios. Os deputados porque tem?
      Cada um vá a casa por sua conta….Isso eles não querem. Querem é dar shou ….mais nada

        1. Voto neste seu comentário, João, para o “comentário da semana” e vou mais longe e pergunto: Por que é que eu não sou deputada, se há um tipo que também mora na minha rua e é deputado?

  7. Pois é, enquanto alimentarmos estas(es) e outras(os) meninas(os) com esta não vamos muito longe…mesmo que pagassemos as viagens (não concordo minimamente que se elegam deputados que não vivam no seu circulo eleitoral ou lá BEM perto), porque raio tinha a gaja que viajar em primeira classe??? Com viagens de 1000€++++?? Ao menos que viajassem em classe economica porra!!! Mais uma pouca vergonha do que se passa neste país…mas a culpa também é nossa que nada fazemos e deixamos andar, porque se de vez em quando lhes dessemos um apertãozinho quando eles andam a cagar fora do penico, talvez isto não tivesse chegado a esta situação…

    Para aqueles que ainda acham que está tudo bem e coitadinha da gaja…procurem no youtube uma reportagem de uma tv brasuca sobre o parlamento sueco e depois pode ser que corem de vergonha!!

    1. Deixem a Srª Deputada em paz. Só sabem criticar, mas fazer acções ficam quietos. Portugal está assim por causa dos portugueses, se o que está acontecer aqui se fosse noutro país, já tinha havido outro 25 de Abril.

      Joaquim Elias

      1. Chiiiiiiiça , mais um? Um não chegou? Acho que nem Portugal aguentava mais uma Abrilada. Já ter de aguentar aqueles Srs. todos os anos nas comemorações do 25/5 me dá vómitos ..! É que agora a televisão é a cores….

        1. Caro menino, sim porque só um menino tenrinho diria que o 25 de Abril é uma estopada, pois quando nasceste já tinha a liberdade por garantida, com os teus pais a não terem tantas dificuldades como antes. E não, não nasci na classe operária, mas meu burro devias prestar atenção que quem te despeja o lixo merece respeito. Eu admiro quem se sujeita a andar a limpar a porcaria dos outros ( como exemplo), mas tu deves ter barriga de grande e cabeça sem nada.
          Mas concordo que as pessoas não estavam preparadas para assumir a liberdade, é pena mas não conto contigo para levar este Pais por diante, és de pensamento retrógrado.

          1. Caro camarada folgo em perceber que o camarada não só é um velho como também é mal educado e não percebe nada de animais, porque se a sua intenção era insultar-me, fique sabendo que o burro até é um animal muito inteligente, já o mesmo não posso dizer de si. Fazendo de conta que estou sendo entrevistado pelo esquerdista Baptista Bastos posso-lhe garantir que vi a pouca vergonha que foi a Abrilada, lembro-me dos carritos de assalto a passarem na zona dos Comandos da Amadora e da cena ridícula dos cravos na ponta da G3 , do Otelo a passar mandatos de captura em branco, das intensões de fuzilamento no Campo Pequeno e do “outro” a dizer ” pá… não gosto de ser raptado…, é uma coisa que me chateia…” em fim só rir, aliás este país é mesmo só rir, no antes e no depois, porque no fundo, este país é composto por gente ignorante, estúpida, pretensiosa como o meu amigo e por isso merecemos aquilo que sempre fomos como povo, ao contrário daquilo que nos ensinavam, sim, ensinavam, porque hoje já nem se ensina, mas, dizia eu, sempre fomos uma nulidade como povo, tal qual o meu camarada.

      2. Pois é, por causa do 25/4 é que isto está como está.
        os politicos que continuem , pois estão a fazer um belissimo trabalho.
        GANHEM VERGONHA…..

          1. E uma vergonha do que se estava a passar anda o povo a trabalhar e outros (milhares no desemprego) e não tem direito a nada e essa cambada de parasitas ainda quer que lhe pagam viagens já não chega o que chulam essa mimada se quer ir para casa que pague o transporte porque eu tambem o pago. Mas ela não é a culpada a culpa foi de quem a aceitou para deputada com residencia no estrangeiros ou foi para pagar favores e o povo é que pague viva a democracia da AR

          2. Imperou o bom senso. Só é pena é que o legislador não veja bem todos os ângulos, no acto de legislar.
            É que infelizmente, há logo quem se queira aproveitar destas lacunas da lei, sem olhar para a miséria que vai ao lado e que era suposto ajudar a combater.
            É que isto não é só como dizia o outro. “É a vida”!
            O que se sabe é que tudo isto toca no bolso a cada um de nós!
            Vamos lá ser racionais e acabar com este estado de coisas, em ordem ao futuro.
            Por estas e por outras é que cada vez mais o povo se desinteressa da “coisa política”
            Tenho dito!.

  8. Também gosto da forma como o caso termina. Parece-me que Inês de Medeiros não precisa do parlamento para se promover e estaria muito melhor se não se tivesse metido nestas andanças. é fácil optar por ficar em casa ao abrigo das tormentas. Independentemente do juízo que cada um possa fazer da ida dela nas listas do PS, a verdade é que os comentários que aqui vejo espelham muito mais as simpatias ou antipatias partidárias de cada um, e muito menos uma análise desapaixonada da ocorrência dos factos. Enfim, talvez não consigamos ser melhores que isto.

    1. Eu diria antes, do mal o menos… Mas, não é assim tão digna de realce a forma como termina, porque efectivamente com um pouco de bom senso e de sentido de responsabilidade política (de todos os intervenientes) nem teria sequer começado. Por outro lado, (no campo dos princípios) parece-me inadequado falar em autopromoção pela via da participação política, ingresso nas listas do PS e subsequente eleição como deputada, uma vez que à partida estaremos a proceder a uma análise desvirtuada, porque viciada e assente numa suposta necessidade de promoção que não se coaduna de todo com a prossecução do interesse público…

  9. Bom texto.
    De facto, melhor teria sido, se a Inês tivesse antecipado a recusa em receber exigindo, apesar de tudo, se tem ou não direito a.
    Quanto ao resto é o parlamento que temos e também não merecemos melhor.
    Aquela gente é povo, representa o povo, foi eleita pelo povo. Aquela gente é mesmo Portugal no seu pior.

    1. De acordo consigo. Inês de Medeiros teria andado melhor se antecipasse a recusa. No entanto, compreendo que tivesse pretendido clarificar a situação. Já não entendo que o Parlamento tivesse demorado seis meses a decidir – e só por despacho do presidente da AR, depois de o Conselho de Administração do Parlamento ter evitado pronunciar-se. Para que serve este órgão afinal?

  10. Meus Caros, é óbvio que a pobre moça fica “mal” na fotografia, mas não lhe batam mais, afinal de contas os genes de “intelectual de esquerda” são assim mesmo, a culpa não é assim tanto dela.
    Já um senhor barbudo que inspirou as maiores aberrações totalitárias do século XX tinha estas “manias”, ou se calhar foi ele mesmo o inspirador mor da falta de vergonha das ditas criaturas. À direita os lideres sempre tiveram alguma contenção, alguma vergonha na cara, mas à esquerda jamais, são tããããão superiores à populaça que se julgam no direito de viver ao nivel daquilo que eles próprios por “convicção” ( leia-se doutrina oca ) criticam!

  11. Aplauso? sinceramente sr. jornalista! Com as devidas distancias, que aplauso merece o gatuno que após vários furtos é capturado e depois vem dizer que aquilo que roubou afinal não precisava. Devolução? Esta palavra ainda existe no nosso vocabulário, com ou sem acordo ortográfico

    1. Não posso, de forma alguma, aceitar a comparação que faz. É totalmente descabida e injuriosa. Não admira que tenha mantido o anonimato: só demonstra que tem vergonha do que escreveu.

  12. O que ela queria era amealhar mais uns eurinhos à minha custa , para depois ir de férias e saír nas revistas “Inês de Medeiros de férias em lugar paradisíaco”. Vamos lá ver se somos conscenciosos.

  13. Infelizmente o nosso País está cheio de políticos desonestos, porque não é só este caso. Porque é que os políticos têm reforma ao fim de 2 mandatos como deputados?, se isto é verdade acham que é correcto. Se o País está como está é derivado à péssima governação dos dois maiores Partidos Portugueses pós 25 de Abril.

  14. Desde já as minhas desculpas, aos meus interlocutores, porque não sou tão letrado como vocês.
    Quanto à Inês, não aplaudo a sua atitude. Parece-me que é mais uma sanguessuga, que aterra no Parlamento, assim como os seus 229 pares. Se quer servir o País, este já lhe paga um lauto salário. Nos os pagantes, não temos essa sorte. Fazem que trabalham uns anitos, e saem com umas lautas reformas e subsídios, enquanto nós pagamos toda uma vida para esta gente que nada produz. Se não vejamos a MISÉRIA na produção de leis, que em nada contribuem para o desenvolvimento do País. Quer queiram quer não são essa cambada de incompetentes que nos levaram a esta situação.

  15. Bem na fotografia? Discordo, a vontade não foi muita, a vergonha também não, a pressão pouca diferença fez. Se fossem gozar com outros, se não viesse á baila, havia de se encher até puder.
    Vergonhoso, a In~es que vá pé, eu não tenho de pagar pelo muito pouco que ela lá faz. Aliás nem fui eu que a escolhi…….

  16. A deputada Inês de Medeiros nunca deveria ter solicitado as ajudas de custo. A sua atitude revela o carácter dos nossos politicos. A Senhora quando se candidatou já tinha residência em Paris.
    Não podemos aplaudir quando as pessoas resolvem, momentâneamente, ter um “ataque” de bom senso.
    Isabel

  17. Acho que o que está errado, logo à partida, é a possibilidade de se ser eleito deputado, sem ser emigrante,com residência noutro País! Paris é Lisboa??? E depois, logo que se levantou a polémica a Inês deveria ter renunciado ao valor das ditas viagens e ajudas de custo. Não lhe tinha ficado nada mal e evitava desperdicios de tempo e dinheiro, coisa que nos vai faltando muito! Parece-me mais uma birrinha de menina bem! Enfim, um amostrinha do país que temos!

    1. Numa coisa concordo consigo: “O que está errado, logo à partida, é a possibilidade de se ser eleito deputado, sem ser emigrante,com residência noutro País.” Esperemos que este episódio lamentável tenha ao menos servido de exemplo para que outros do género não se repetiam.

  18. Em fevereiro de 1971, algures no leste da Guiné, cerca de 100 jovens não comiam outra coisa a não ser arroz com estilhaços, há mais de dois meses, por vezes ao som do rebentamento de granadas de obuses, morteiros, rpg 7, e foguetes 120mm.

    Certo dia os homens grandes reuniram em assembleia debaixo de um embondeiro para decidir se deveriam apresentar queixa ao spínola pelo desaparecimento de um cabrito que um nativo teria trazido de uma tabanca situada a 15 quilómetros.

    A acusação por este crime pendia sobre uns jovens soldados a cargo deste escriba.

    Enfrentando a aludida assembleia de homens grandes o jovem, ora escriba, assumiu o ílicito em discussão e entregou ao régulo a importância de 750 pesos.

    Conclusão , a honra não se vende, nunca!

  19. Não merece aplauso. Tomou a única atitude decente, infelizmente foi preciso que o assunto tomasse proporções enormes. É pena que o exemplo não venha de cima. Comecem por cortar ao meio os ordenados dos políticos, tal como as benesses exageradas e depois peçam sacrifício ao povo. Apetece pedir-lhes: Vão trabalhar! Há perto de quase 30 anos fui à A.R . numa visita de estudo, cheio de alegria por poder assistir à face visível do poder em Portugal. Vi uma assembleia meio vazia, um “parvo” a fazer discursos que ninguém ouvia, porque os poucos que lá estavam liam o jornal e conversavam sobre assunto triviais… Hoje, parece que nada mudou. Desde que pareça está bem. Política de Fotografia maquilhada.

      1. Só tomou a iniciativa quando a coisa começou a cheirar muito mal. Não o fez por uma questão de consciência, foi por já não poder ouvir tantas críticas. Até a decência, quando tardia, perde a virtude. Mas é melhor do que nada… Agora falta que os outros senhores todos tenham vergonha e comecem a dar o exemplo.

  20. UMA ATITUDE QUE MERECE APLAUSO?
    PORQUÊ?
    LÁ VEM A VELHA HISTÓRIA DA ELEVADA ESTATURA MORAL E DIGNIDADE DOS POLITICOS.
    SÓ MESMO A RIR SE CONSEGUE ENTENDER CERTOS ILUMINADOS DA ESCRITA.

      1. Não devia evitar “escrever a gritar também?”
        Olha para o que digo e não para o que faço?!
        Cumprimentos,
        Alberto Fernandes

          1. Já não “escreveu a gritar”.
            Assim está melhor, bem melhor!
            Cumprimentos,

  21. A crescente clivagem entre eleitos e eleitores é, a um só e mesmo temo, um sintoma e a própria doença por via de cuja existência se manifesta.
    A pertença de um indivíduo ao seu círculo de eleitores -efectiva, o que pressupõe uma matriz de aferição sócio-cultural e política, que não apenas técnico-jurídica – deveria ser pressuposto da candidatura e eventual eleição. Mas não. Multiplicam-se os casos de candidatos de vocação universal, candidatos “cabeça de cartaz”. Nem quero imaginar o que aconteceria se o Cristiano Ronaldo ou o Figo, esses pensadores nacionais e esse símbolos maiores de envolvimento cívico, se candidatassem a qualquer lugar de eleito, num arco que abrangeria com igual naturalidade a junta de freguesia do meu bairro, a câmara municipal do meu concelho ou a Assembleia da República. Felizmente que os magros réditos que se auferem no exercício de tais cargos, tornam incompatível, porque economicamente ridícula, tal pretensão.
    A Inês de Medeiros engloba-se precisamente na panóplia dos tais candidatos feéricos, que o são por uma espécie de desígnio mais ou menos insindicável, sem precisarem de nada mais. Mas, infelizmente, se a alguns dão jeito as luzes da ribalta – ou porque é da sua natureza ou da sua necessidade circunstancial – a outros dão jeitos as libelinhas que batem as suas asas na imediação de tais luzes.
    É isso que em substância explica o que se passou.
    Quanto ao vil metal, como diz o Povo na sua infnita sabedoria, o hábito é que faz o Monge. Ou, se preferirem e talvez como complemento necessário, na terra do bem viver, faz como vires fazer.
    O resto, o que neste caso concreto vai para além disto, é apenas a espuma dos dias.

  22. A Inês não merece aplauso! Teria merecido aplauso se no 1º dia tivesse dito logo que as viagens eram por sua conta, mas não, primeiro faz o típico choradinho que é aceite pelo Gama e só quando vê toda a revolta e quando a oposição se preparava para revogar (ou talvez não) o que tinha sido aprovado pelo Gama é que a menina teve um ataque de consciência!

    Por mim, nem fotografia lhe tinham tirado, pois a que tiraram ficou tão mal que até estragou (ainda mais se é que isso é possível) a objectiva.

  23. Finalmente esta Senhora fez um exame de conciencia e verificou que era uma pura vergonha o que estava a exigir.
    Todos os candidatos a Deputados deveriam residir nos circulos por onde se candidatam e a morada de referencia deveria ser sempre a do local de recenciamento. Se tiverem que vir para Lisboa, então pague-se um subsidio de ajuda de custos para esse efeito e por valores razoaveis e logicos.
    Por um simples acaso esta Senhora só vive em Paris, porque se vivesse na Australia, então….
    Sejam profissionais e tenham alguma ética e por favor respeitem os Portugueses e o dinheiro que vos pagam e que é muito mal empregue.

    1. Se todos os candidatos deviam residir sempre nos círculos por onde se candidatam, um tal José Sócrates Pinto de Sousa nunca poderia ter sido deputado por Castelo Branco.

  24. Vivendo a ilustre deputada fora do território português não tem direito ao subsídio, o facto de declinar agora o apoio financeiro peca por ser tardio. berta gouveia, madeira

    1. Vivendo na Madeira, como vive, percebo bem a sua indignação. O despacho do presidente da AR poderia equiparar Paris às Selvagens. Ou Berlim, ou Estocolmo, ou Varsóvia…

  25. Vou levantar-me e aplaudir de pé no dia em que o PEC começar a sua aplicação pelos deputados:
    Cortes nos subsidios de férias e de natal.
    Corte nos ordenados chorudos
    Cortes nos automoveis da empresa(Portugal falido)
    Vou aplaudir quando estes senhores comilões decidirem dar um exemplo e mais do que meras palavras passarem à acção.
    Há pouco tempo o Paulo Portas disse que não se importava de diminuir os seus recursos que lhe eram pagos pelo Estado, mas já apresentou a proposta?
    Já se prontificaram a cortar no que recebem(ordenados e reformas) que auferem?
    Vou aplaudir quando o exemplo vier de cima e tudo não seja apenas mais do mesmo. É sempre o pequeno a pagar, sempre o trabalhador.
    É repugnante ver que os nossos poucos recursos pagam àqueles senhores. Se virmos os debates na Televisão ficamos parvos(ainda mais) com o circo que aquilo parece.
    É para alimentar aquilo que temos que votar e pagar?

  26. A Inês de Medeiros se fosse coerente, nem teria feito o que fez desde o início. Agora vem com esta atitude para tentar lavar a nódoa?!
    É tudo gente muito séria mas, comem todos do mesmo gamelo!
    Quem não se sente, não é filho de boa gente. – Já dizia o velho ditado.

  27. Estava com medo que a Inês além de desistir do pagamento das viagens, desistisse de ser deputada.
    O Povo não podia perder uma deputada de tal gabarito, com tantos conhecimentos políticos e tanta experiência da realidade do Povo português, bem como com tanta facilidade de expressão e velocidade de argumentação e contra-argumentação!
    Veja-se o alto contributo que tem dado à Assembleia da República!
    Não há dúvida que era uma grande perda para o País, perder uma tão brilhante parlamentar!

  28. Na minha opinião, a Sra. Deputada se quisesse marcar uma posição eticamente inatacável, há meses que deveria ter renunciado à inadmissível mordomia e não só agora, de forma que não vejo porque aplaudir o que quer que seja. De qualquer modo só lhe fica bem…

  29. Com que direito paagm viagens a quem quer que seja, com o dinheiro de quem trabalha??? Por acaso é funcionária pública com ordenado de 520€ ? A crise começa com todas estas despesas inconpreensíveis. Se a crise está instalada não é por acaso. Porque não ficam com o subsidio de férias dos funcionários que ganham acima de 1000€? E que tal começar pelos senhores deputados da assembleia da Républica??

  30. Felizmente cá está a decisão mais correcta.
    Não é só porque uma lei permite algo que na verdade até consideramos desajustado de devemos ser coniventes.

    Nada que moralmente não devesse ser feito, era a unica decisão razoavel.

    Bem haja…

  31. Muito mal… Ou a sr.ª aceitou inicialmente a ajuda por considerar justa e necessária e nesse caso os pressupostos mantém-se não havendo razão para agora alterar a sua convicção.. ou a sr.ª sente aqui algum problema de consciência e a sua convicção ficou abalada!…

  32. A Inês não tem culpa não, os grandes responsáveis por esta vergonhosa situação é do Sócrates e dos seus comparsas socialistas. Quando a foram convidar, já sabiam que a senhora morava em Paris, só nos resta saber foi o que lhe prometeram a troco das viagens semanais ao parlamento.

  33. DESASSOSSEGO!!! Não brinquem. Em desassossego estão milhares de portugueses que não têm dinheiro para comprar comida. Em desassossego estão os milhares de pessoas sem emprego. Em desassossego estão os milhares de trabalhadores que chegam ao fim de um mês de trabalho e não recebem o seu salário. A Sr.ª Deputada e outros em idêntica situação que se mudem para Portugal. Afinal, não é o povo (algum) deste país que representam no parlamento?

  34. A ilustre deputada não tem de que se queixar, não é bonito aquilo que se passou contrariando a opinião de alguns comentadores. Comparar a situação do outro Medeiros, o Ferreira, com a Medeiros, Inês, é comparar o incomparável, um foi eleito pelos Açores, residia em Lisboa e eram-lhe pagas viagens de 15 em 15 dias para ir ao arquipélago, a Inês foi eleita pelo círculo de Lisboa, reside em Paris e quer fins de semana pagos para ir ver a família. Não é bonito e ficava-lhe bem mudar-se de malas e bagagens para Alfama e assumir por inteiro o cargo para que foi eleita, assim como assim, nem sequer era imigrante no seu próprio país é membro de um órgão de soberania, bem paga para as nossas posses. Podia continuar, o espaço permite, mas sei que não devo expressar aquilo que sinto relativamente à classe política dirigente, sem correr sérios riscos de ser “maltratado” pelos fiéis do regime.

      1. Pode citar e deve fazê-lo com ou sem gosto, todavia, a situação não é a mesma, Medeiros Ferreria foi eleito pelo círculo eleitoral dos Açores e residia em Lisboa, um e outro em território nacional. A D. Inês Medeiros reside em Paris e foi eleita pelo círculo de Lisboa, que se saiba a Cidade Luz é capital de França, não é território português. Neste altura parece que teria dado jeito a ocupação de Champigny pelos emigrantes, chegaram a hastear a bandeira, mas foram obrigados a arreá-la.

  35. No caso Inês de Medeiros que recentemente teve um desfecho, a Deputada foi muito criticada, e bem, pela gula que demonstrou em receber umas massas do erário público.
    Mas para além das críticas a Inês de Medeiros, há uma outra que ainda não vi e que é de crucial importância: temos um sistema político que abre a porta a todos os desmandos e a todas as batotas.
    E esse sistema é alimentado e surdamente defendido por todos, da esquerda à direita.
    Como é que se compreende que um cidadão nascido e residente em Lisboa seja Deputado por Braga ou por Faro ?
    Como é que se admite que esse cidadão depois receba ajudas de custo para ir visitar regularmente o local pelo qual foi eleito e que mal conhece ?
    Isto abarca todo o sistema, desde o Parlamento às autarquias locais.
    Em todas as eleições podemos detectar essa dança de cargos – Fulano não gosta de Fulana e por isso não aceita ser Deputado pelo mesmo círculo eleitoral da Fulana; por isso, como Fulano tem que ser Deputado, troca-se o círculo eleitoral e lá vai o dito Fulano recambiado para um círculo a 300 Km de distância.
    Beltrano não aceita ser segunda figura no círculo X – por isso é deslocado para o círculo Y e aí é colocado no primeiro lugar.
    E o povo, em nome do qual todas os Fulanos e todas as Fulanas enchem a boca, assiste impávido a esta pouca vergonha, muitas vezes sem sequer se aperceber da miséria moral e política que está na base dessa dança eleitoral.
    Há mais de 20 anos que os Fulanos e as Fulanas falam na “urgência” de mudar o sistema político – entretanto vão passando os anos que lhes permitem ter reformas fabulosas – outro escândalo que parece passar ao lado dos comentadores, eles próprios também comprometidos em jogos de influência que num país decente levariam dezenas de Fulanos e de Fulanas para o banco dos réus e provavelmente para a cadeia.
    Que raio de país ! Que tristeza de sistema !
    Parafraseando Matilde Rosa Araújo, “mas quem é que me mandou nascer nesta terra” ?

    1. Meu caro, você – e muito bem – pôs o dedo na ferida. “Além das críticas a Inês de Medeiros, há uma outra que ainda não vi e que é de crucial importância: temos um sistema político que abre a porta a todos os desmandos e a todas as batotas. E esse sistema é alimentado e surdamente defendido por todos, da esquerda à direita.”
      Tem toda a razão.

      1. Obrigado, Pedro.
        O sistema político apodrecido que temos é o causador da maior parte das distorções à democracia de que o País sofre.
        Daí, por exemplo, as ultrajantes taxas de abstenção eleitoral; mas a abstenção não conta – e cabe perguntar: não conta porquê ? a ausência de voto não é em si mesmo um voto de desconfiança no sistema?
        Já viu que as abstenções não contam sequer para o cálculo das percentagens eleitorais ?
        Porque se contassem, a classe política teria de assumir o vexame de não ter a confiança sequer de metade do eleitorado.
        E não me refiro ao partido A ou ao partido B; são todos, mesmo aqueles que dizem lutar por objectivos eminentemente éticos.
        Isto é uma “choldra” – Eça de Queirós dixit.

  36. Só isto para nos fazer rir…Pagar viagens a quem não faz nada… Andam estes senhores a fazerem do Povo Português parvos… acabem com essa gentinha e já…

  37. NÃO MERECE APLAUSO NENHUM!
    Em primeiro lugar, como ousa pedir o pagamento das passagens? Que venha para Portugal! Com tantas pessoas no país, por que colocar uma deputada que vive no estrangeiro no parlamento? Não deveria ser permitido!
    Em segundo o lugar, a senhora fez tanto alarido que queria as passagens, até fez parte de discussão na assembleia e agora recusa!!! Depois de ter-se perdido tanto tempo com isto! Mas afinal andamos a pagar aos deputados para discutirem se financiam passagens aéreas!?
    Santa paciência!!!

  38. Toda esta “estória” da Srª Deputada mais os seus subsídios de viagem cheira mal desde o principio. Ou melhor dizendo, cheira a falcatrua.
    Durante trinta anos vivi fora de Portugal. Como emigrante que era, e para efeitos de morada, só tinha duas hipóteses: ou me inscrevia no Consulado de Portugal no lugar onde me encontrava – e seria assim um “emigrante legal”, com residência oficial nesse País e com direito ao reconhecimento e acolhimento pelas autoridades locais, o que me permitia, além de votar pelo Círculo da Emigração, a protecção das autoridades Portuguesas, tendo além do mais acesso a tudo o que respeitava a actos administrativos – ou não me registava no tal Consulado, ficando assim numa situação de clandestino/ilegal, mantendo a minha morada em Lisboa, e sendo assim obrigado a deslocar-me à “ex-capital do Império” para qualquer assunto administrativo, desde a feitura do mais simples documento oficial (renovação do BI ou carta de condução, por exemplo) até a participação em actos eleitorais. Esta situação, aliás, não seria sustentável muito tempo, quanto muito uns meses, porquanto não poderia encontrar trabalho, por exemplo, ou seria, pura e simplesmente, ser posto na fronteira do País pelas autoridades locais. As excepção a esta regra são, por exemplo e como se compreende, estudantes, quer no quadro do programa “Erasmus” ou outro, funcionários de Instituições Internacionais, funcionários Portugueses a prestar serviço em Embaixadas ou/e Consulados,que gozam esses de estatutos especiais……etc.
    Até agora, perdoem-me a estupidez, não consegui compreender qual a situação em que a Srª Deputada se encontra para pretender ter direito a viagens pagas: ou mora em Paris e é emigrante, e portanto, como todo o emigrante que se “oficializou” junto ao(s) Consulados(s), tem residência oficial nessa cidade, o que fará dela, quanto muito e se eleita pelo Círculo da Emigração – como bem diz José Medeiros Ferreira no seu blogue referenciado no texto que abre este assunto – Deputada pela Emigração com direito incontestável a um X número de viagens anuais ao círculo pelo qual foi eleita, ou a Srª Deputada está “ilegal” em Paris, i.é, mantém a residência em Lisboa, círculo aliás pelo qual foi eleita, e, quanto muito, tem apenas direito a um bilhete de eléctrico – perdoem-me a “boutade”…
    Portanto o facto da Srª Deputada ter prescindido do pagamento das passagens aéreas para Paris não é, quanto a mim, uma atitude a louvar, nem faz da Srª uma pessoa de bem, mas é apenas uma saída muito estudada de “atirar poeira aos olhos” da populaça, numa atitude de “olhem-para-mim-que-sou-tão-honestinha-e-tenho-sido-tão-vilipendiada”….
    Minha Senhora, lamento desiludi-la, mas não o é, e isto desde o principio…
    Passe bem !

  39. de ‘bandida’ a ‘mocinha’ … e assim vai o país ! não fosse a indignação das pessoas de forma geral e certamente a IM continuava a desempenhar o primeiro papel . a questão é : quem aprovou na assembléia da república a autorização ? se o PS não é maioria, que outros politicos apoiaram a idéia ? votem , votem …que eles merecem estar lá ..Todos eles !

  40. Este pais e um colosso, mas so para alguns. Depois dizem que a culpa e do “pessoal da administraçao publica”. coitados… todos os dias levam na cabeça. Nem para comparar com os que decidem da nossa vida e carteira.(tao murcha) tratem de trabalhar e ser honestos em todas as decisoes.

  41. Eu estive desempregada 6 meses, sem direito a qualquer tipo de subsidios, ninguem me perguntou se eu queria um prato de sopa, ninguem da segurança social ou centro de emprego me deu a mão e sou licenciada (mestrado), não sei porque razão essa senhora não residente em Portugal faz parte da AR Portuguesa. Se o dinheiro destinado a pagar as viagens em classe executiva fossem para dar pão a quem tem, teria melhor destino. Alguem dizia assim :”…tomara que essa senhora nao se lembre de ir viver para Sidney..”. Ana Ferreira

    1. De pessoas como a Ana é que eu tenho “pena”. É vergonhoso como a classe política e não só, não têm um pingo de vergonha, quando tanta gente passa mal.
      Quanto à “amiga Inês”, que tenha uma boa viagem até Paris.

  42. Esta nova atitude por parte da Inês de Medeiros já vem tarde e agora “cheira” a uma tentativa de salvação do seu lugar na AR. Sim porque a petição online que pede a sua renuncia já vai nos 13 mil e tantos assinantes. Acho que a deputada deve ser substituída, já não há volta a dar. Ela devia ter pensado nisto muito antes de ter pedido para a AR pagar as viagens. Infelizmente essa atitude custou-lhe a sua já de si “duvidosa” carreira politica.

  43. mas que aplauso….ela só fez o que devia ter feito…e não entendo até porque havia de ter pedido isso….ou será que pensava que a assembleia da republica portuguesa era em paris…tenham dó

    1. Não era má ideia que a AR tivesse uma delegação em Paris. Reuniam lá os deputados portugueses todos de vez em quando e o zé-pagante pagava-lhes os bilhetes, ida e volta. Em primeira, claro.
      (hum, é melhor não lhes darmos ideias que ainda pegam nisto)

  44. Quando esta digna Portuguesa Sra. Inês de Medeiros se candidatou a deputada, convidada ou não, deveria ter pensado onde é que se legisla em Portugal. Como deve ser de seu conhecimento a Assembleia da Republica é em Lisboa (Portugal), não em Paris (França). A aceitação do convite deverá, logo á partida, pressupor a deslocação para o seu local de trabalho, se está longe de casa não aceitava o convite. O problema em Portugal é querer se fazer do estado, que é público e sustentado pelo dinheiro de todos os contribuintes, uma entidade privada em que se procura uma carreira profissional com as maiores regalias possiveis. A republica não é monarquia, não há lugar a feudos, embora seja a mentalidade de quem nos representa. Um deputado é um representante do povo, presta um serviço público, deveria pôr o seu interesse em ultimo lugar. Por este e outros exemplos o que vemos é a subversão do sistema. A sua atitude fica diminuida pela tentativa de pedido de “ajudas de custo” para viagens que são feitas na sua vida privada, mesmo que agora as não aceite.
    Triste nação aquela em que os seus governantes só pensam em enriquecer no poder, quando isso acontece o mais certo é vir a desaparecer rapidamente.

  45. Não compreendo como é possível um cidadão, com residência fixa fora de Portugal, possa ser eleito deputado por Lisboa (ou por qualquer outro círculo)? Como pode um deputado, vivendo fora do país, fazer parte duma lista por uma região cujos problemas desconhece? Que ligação tem este (ou esta) deputado com os seus eleitores? Pelo menos teoricamente deveria haver um elo de ligação. Sei que na prática entra-se numa lista pelo círculo mais conveniente ao partido que representa. Sabendo-se a situação financeira difícil que Portugal atravessa surpreende que quem dela tenha conhecimento não tome atitudes mais patrióticas. Aliás deveriam ser os políticos a darem o exemplo do aperto do cinto. É fácil chegar ao hemiciclo e mandar cortar aqui e ali aos cidadãos que estão mais fragilizados como sejam os funcionários públicos, os desempregados , os aposentados, enfim…
    Ora se os detentores de cargos políticos começassem por descontar desde já 10% do seu salário, fossem deputados, ministros, presidentes de câmara, directores-gerais, presidentes de fundações, gestores públicos, etc. O dinheiro que ficaria nos cofres do Estado não lhes faria falta nenhuma e começaríamos a ver toda esta gente preocupada com a situação do país quando vista de fora. Pois é, os fracos nem uso da palavra têm. Interessante é ver na televisão economistas e não só, a interpretar a crise e apresentando soluções contundentes para os que menos têm. Poderia haver até uma certa vergonha quando se sabe que há por aí mordomias incompatíveis com a situação de crise. Menos mordomias é que não. Os carros do Estado deveriam ostentar em letras bem grandes se são desta ou daquela instituição. Há por aí muita gente que se passeia em carros de grandes marcas novinhos em folha que pertencem a todos os portugueses que trabalham e pagam os seus impostos.
    Como eu gostaria que o dinheiro dos meus impostos fosse utilizado para criar riqueza para todos e não para pagar viagens desnecessárias de deputados ao estrangeiro. Não haverá muito tempo que os políticos com direito a viajar de avião em 1.ª classe poderiam levar a cara-metade se ambos viajassem em turística. Afinal se podiam viajar em turística (no meio do povo ) porque razão lhes era dado viajar em 1.ª classe? A reforma do Estado passa pela reforma das mentalidades. Só depois é que se pode pensar em modificar o resto. Só se pode avaliar depois de se avaliarem os avaliadores. Pior que não avaliar é avaliar mal, de forma injusta ou meramente economicista.
    Senhores políticos uma viagem a Paris por semana fica muito cara. Reduzam os deputados a 180 (mas deixem ficar os melhores) e vamos ver como até o parlamento discute coisas interessantes. Em momentos difíceis, de turbulência nos mercados monetários, uma série de homens válidos e em idade activa discutiam o caso PT/TVI nas salas da Assembleia. Passará pela cabeça de alguém que toda aquela verborreia conduz a algo de construtivo ou a conclusões verosímeis?

  46. Cada vez são mais os que merecem aplausos!!!!!!
    Primeiro aceitam tudo em nome do Paìs, do Povo e da democracia. Fazem o que querem, como querem, a troco de poder, laudas beneces e não só. Se o Povo reage, bem ou mal conforme for entendido, aqui d’El Rei,, vem a vitimização, e inevitavelmente o lamento, a cabala, o dito julgamento na praça pública (apenas opiniões do dito povo) a desonra. Dão-se justificações, têm tempos de antenta, aparecem na imprensa por uns tempos e depois ou acaba tudo no esquecimento, ou actuam com louvor, por abdicação, disto e daquilo, em nome da moral e da Honra. Qualquer dia temos no Parlamento, comissões de ética com inquiridos fardados à D. Egas – o honrado fidalgo português, que tanto brilho deu à nossa história e à literatura portuguesa a deporem em silêncio enquanto cá fora o povo reza, também silenciosamente, pelos injuriosos insultos e pecados que comete sempre que fala. Daria um óptimo filme. Almada Negreiros diria: “É nosso fado, é Nacional, não há portugueses há Portugal” Havia no tempo dele hoje já não sei se há, pelo menos “nós, os não louvados”, não sabemos se ainda temos País. Mais diria mas fico por aqui, até porque os folhetins sucedem-se, virá outro a seguir e eu, patetica e inutilmente, talvez dida mais qualquer coisinha.
    F. Pereira

  47. Não fez mais o que o seu dever, não vejo o porquê dos aplausos, foi eleita pelo círculo eleitoral de Lisboa (ponto) não há mais nada a dizer. Por essa ordem de ideias um dia propunham-se por um círculo eleitoral do continente e ia-se viver para a”Cochinchina”. Já se viu de tudo. Só espero que se ela já recebeu algum o devolva.

  48. Agora amuou!!!!Por que não lhe paga o PS as viagens ??
    Verdadeira deputada seria, se logo de inicio precindisse do bonus !
    Repararam os amigos na cara da menina na comissão de inquerito.Quando não lhe cheirava a conversa, o ar de desprezo com que escutava os ditos!

          1. O João não estará a ser demasiado minucioso a corrigir o que os outros escrevem? Não me parece que lhe fique muito bem, a não ser que os olhos tenham tímpano, coisa que eu desconhecia! Sei, obviamente, que é em sentido figurado,mas mesmo assim……

          2. Portanto, a Dina acha bem que haja quem venha para aqui escrever em maiúsculas, certo? Pois eu não acho e é até pouco polido, pelo que, com sua licença, continuarei a dizê-lo. E a chatear quem o faz (pois as minudências a que se refere mais não são do que isso; não são para corrigir de facto).

          3. Não era propriamente às maiusculas que me referia, mas à ortografia e pontuação!
            Até amanhã! vou passar a off.

  49. Ele não prescindiu. O falar muito no caso é que a obrigou a
    retirar o pedido. Que pouca vergonha?
    Vive em Paris! Que sabe ela de Lisboa?
    O caminho do aeroporto para caso do pai?

  50. Caros Bloguistas!
    Saúdo de facto a decisão da Sr.ª Deputada.
    Mas queria deixar aqui uma questão no ar.
    Será que seria necessário tanta linha escrita, tanta imagem projectada nos nossos blogs e televisões para que a Srª Deputada reconsiderasse no assunto?
    Cumprimentos a todos/as!
    José Nobre

  51. Pois, pois.
    Jaime Gama n\ao disse s]o que o caso n\ao constitu]ia precedente. Disse tamb]em que podia ser infirmado por interven;\ao do plen]ario.
    Ou seja, a senhora, depois de semanas de descarada pesporr|encia, ao ver a guerra perdida, prescindiu antes que levasse uma tunda da oposi;\ao.
    Pois pois.
    Resta saber se o PS vai ao fundo do saco buscar alguma r]estia de honestidade, e paga as viagens }a rapariga.

      1. O vosso blog não esatva a aceitar acentos, nem cedilhas, nem tils. Vejam isso com o fornecedor.

        Aqui vai o texto, devidamente emendado, a fim de não dar a V.Exª quaisquer problemas ou trabalhos:

        “Pois, pois.
        Jaime Gama não disse sá que o caso não constituía precedente. Disse também que podia ser infirmado por intervenção do plenário.
        Ou seja, a senhora, depois de semanas de descarada pesporrência, ao ver a guerra perdida, prescindiu, antes que levasse uma tunda da oposição.
        Pois pois.
        Resta saber se o PS vai ao fundo do saco buscar alguma réstia de honestidade, e paga as viagens à rapariga.

        http://www.irritado.blogs.sapo.pt

  52. Lida a carta aberta de madama, o que mais abespinha é a quantidade de erros ortográficos, gramaticais e de pontuação. A grande questão é a de como é que se chega a deputada com semelhante grau de iliteracia!!!??? Por que artes e sortilégios??? E com pretensões de opiniatria cultural??? Francamente, neste quintal, qualquer saloia com contactos em Paris se arroga (ou arrota) à captação de prebendas e mordomias! Boas tardes.

  53. Justificar o injustificável e racionalizar o absurdo, é o que penso do conteúdo deste Post.

    Na realidade a Inês e o PS tentaram enfiar as contas “à martelada” de forma a que passassem despercebidas. Nenhum deles pode sair bem de uma história de aproveitamento do dinheiro público, mesmo que agora se considerem muito acima disso e o rejeitem.
    Na altura bem o quiseram e tentaram fazer!!!

    1. Justificar o injustificável? Como assim? Não lhe pareceu bem que a deputada tenha prescindido do tratamento de excepção que o presidente da AR já lhe havia reservado?

  54. Ola a todos,

    Acho engraçado que uma pessoa como a Senhora Deputada à Segunda-feira ou ao Domingo à noite, nem sei bem, se sacrifique a fazer 2000 km até Lisboa para entrar no Comissão (circo) da Ética e rir-se descaradamente com as televisões a filmar ups , agora é sem filmagem…porque será…) a rir-se descaradamente do clubismo do Sr. Rui Pedro Soares… Dá gosto, como estamos representados, ou será que eles estão a representar mais alguém??? como diz o outro,,,tudo numa boa, afinal o País afunda e afunda, e sempre mamamos mais um pouco, e depois…não faltam países para morar

  55. Rir,rir,rir é o que faço. Como é possível estar-se a falar de uma quantia irrisória de uma pessoa que é culta e que está a trabalhar para os Portugueses para uma vida melhor porque tem realmente vocação e é merecedora do que faz e que merece o lugar que tem e vós que estais aí a comentar levantem o cuzinho da cadeira e vão para a rua olhar pelos vossos filhos e ajudar os velhinhos trabalhem descontem e devolvam o país aos portugueses.

  56. A culpa não é dessa senhorita, que se permite de fazer beicinho, bater o pé, birra e já esta!
    Muito menos dos guardadores (as) de sombras que se encontram no Parlamento a guardar a sombra do vizinho do lado… mas sim do Zé povinho que gosta de ser enrrabado, uma e muitas vezes… o que é pena, é este povo não se revoltar, e sermos nós a agarrar o touro pelos cornos de uma vez por todas, antes de sermos escornados por uma grande parte desse bando que esta no parlamento.

  57. Pois é.
    Segundo li, o Presidente da Assembleia despachou mas deixou à Assembleia a possibilidade de anular o seu despacho e, parece que se propunha mesmo fazer isso. Foi depois disso que a senhora resolveu prescindir? É assim a modos de “há mas são verdes”
    JV

  58. Parece que ninguém lê ou vê as noticias! Mergulhamos numa crise em passo de corrida e parece que não é nada connosco . Sou dos que não entendem o que se esta a passar, por mais que os nossos investigadores mais entendidos tentem explicar. Os políticos fazem o trabalho deles , os jornalistas idem , idem, idem . O que se passa afinal. Não temos ninguém que explique a natureza humana? Sou dos que não “acham” nada nem “pensam que” , sim sou daqueles que se emocionam com o melhor que temos para dar. Mais tarde ou mais cedo seremos chamados à realidade e veremos então onde anda o melhor da nossa raça.

  59. Depois de todos estes comentários, para mim, fica: a par de alguns construtivos, outros nem tanto.
    Resumindo: “parole, parole…”

          1. Talvez seja esse o mal.
            E eu também não preciso, e por esse mesmo motivo é que comentei, o que não percebo é o comentário que foi feito, ao comentário do/a A. Pinto Pais. Com Comunicação Social assim é que não vamos a lado nenhum. Há que ter respeito pelos outros. Coisa que falta aqui em muitos comentários que foram feitos.

  60. É fantástica a discussão em torno de um assunto tão “pobrezinho” como este. Já se sabe desde há muito que as regras de funcionamento da Assembleia só protegem o bem-estar dos que lá passam, ou que em alguns casos, lá “habitam”. Estas regras não têm o minímo respeito pelo esforço ou dificuldades de um povo e de um país, são injustas para com os eleitores e defraudam um direito que elementarmente deveria constar da nossa Constituição, o Direito da Igualdade. Com episódios como o da Sra. Deputada Inês de Medeiros, cada vez mais se revela a triste sina e o fado de Portugal. Somos uma Nação sem Estado, porque o Estado, esse, não acha que o bem-estar do Povo lhe diga respeito

  61. Minha Cara Deputada e colega de “Bancada” , nunca tinha ouvi falar da sua pessoa , mas acho que Doutora já foi reconhecida pelos seus eleitores , a menina do subsidio de Paris ,é obra!!!!

  62. Pergunta:

    Será que essa senhora teria a mesma atitude se não se tivesse falado do caso?

    Resposta:

    Não.

    Moral da história: Cambada de hipócritas…..

  63. Pensei que a senhora desistisse de ser deputada!!!!
    Mas não, apenas prescinde das ajudas das viagens!!!!
    Mas o importante seria saber qual é a verdadeira jogada…esta gente só pensa no próprio umbigo.. a favor da nação é claro…..

  64. Caros comentadores
    Em matéria de política não sou grande entendida. Mas pela minha experiência de vida, sei que de nada serve atirar a culpa a este ou aquele indivíduo. Somos todos culpados porque fazemos ou deixamos fazer. De facto a Inês de Medeiros aceitou o convite, logo sabia que as suas novas funções seriam em Portugal, por isso tinha duas opções, ou mudava-se para cá com a família ou assumia os gastos. Podia igualmente ter recusado, não é? Quanto aos comentários sobre o 25 de Abril, sinto que faltou uma revolução a nível de mentalidades. Continuamos preocupados com o nosso umbigo. Além de que se confundiu democracia com indisciplina, libertinagem, ausência de valores sólidos que permitam o crescimento sustentável de um país. Será que é preciso deixar ruir uma nação para nos unirmos na sua reconstrução? Espero bem que não se chegue a tanto.

  65. Quero lá saber do desassossego da senhora em causa…..o que é verdade é que ela logo desde o princípio deixou que lhe pagassem as viagens e só agora, qual acto de heroísmo, paternalmente, mas de modo hipócrita, renunciou ao que não devia ter direito sequer…. deputadas como esta, o país não precisa para nada!!!!!!!!!!!!!!!

  66. Raramente comento de forma séria no DO, mas, desta vez, depois de ler todos ou quase todos os comentários impõe-se que o faça.

    1- Os eleitores, quando votam, deviam ter a preocupação de conhecer os candidatos e as respectivas listas.
    2- Depois, antes de criticarem, deviam saber do que falam e isso implica conhecer a lei.
    3- Se conhecessem a lei, sabiam que está lá previsto que os senhores deputados tem direito a ajudas de custo para as deslocações entre a residência e o local onde exercem o cargo para que foram eleitos.
    4- Logo, as regras encontram-se definidas antes mesmo de serem eleitos.
    5- A decisão de se candidatarem a qualquer função é, presumo eu, uma decisão onde se ponderam as vantagens e desvantagens. Porque, novamente presunção minha, ninguém, ou muito raramente alguém, se candidata para perder ou sair prejudicado.
    6- Logo, sendo eu candidata a algo, tendo ponderado a decisão de sê-lo, sabendo que as regras estão previamente definidas e acabando por ser eleita, tenho obviamente direito aos “direitos” previstos na lei.
    7- Surgem dúvidas, porque resido no estrangeiro? Tenho direito a vê-las esclarecidas pelas entidades com legitimidade para se pronunciarem sobre elas.
    8- Escalrecidas as dúvidas e reconhecidos os meus direitos, tenho todo o direito de renunciar a eles.

    Onde está o problema? Não conheciam a lei? A lei está mal feita? Não devia ser candidata?
    Pois, revejam, então, o vosso alvo e direccionem as vossas críticas para o que verdadeiramente importa.

    Aliás, nas palavras do povo, diria que a atitude da Inês foi uma bofetada de “luva branca” depois de toda a celeuma gerada à volta do caso.

    1. Cara Teresinha,
      É cómodo e simples o seu raciocínio – tudo o que a Deputada IM queria está previsto na lei, pelo que não há que pôr em causa a sua pretensão.
      Mas – digo eu – o que “está previsto na lei” é, em si mesmo, um abuso, um exagero, um desmando, uma série de sinecuras absolutamente inadmissíveis.
      A lei é, pois, moral e eticamente, inaceitável.
      Daí que, ainda que legalmente prevista, a mordomia a que a Deputada se candidatou continue a ser eticamente reprovável.

      1. Caro 100anos,

        Para aferirmos da bondade do meu raciocínio, façamos então, nós os dois, um outro:

        Determinado deputado recorre ao tribunal para pedir que lhe seja reconhecido, ao brigo do Estatuto dos Eleitos Locais ou do Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Públicos ou ao abrigo de outra lei qualquer – tanto importa, o direito a X euros por isto, por aquilo e por mais aquele outro. Pedido que fundamenta de facto e de direito.

        Analisada a pretensão, conclui-se que têm razão. Ou seja, que do ponto de vista legal e factual o pedido procede. V. e eu somos, por hipótese, juízes e temos de decidir a situação prática descrita. Quid uris?

        Como vê, e sei que me entendeu, o meu raciocínio só é simples porque legal. Ou seja, estamos no domínio do puramente legal, do legalmente admissível. E nesse domínio a atitude da deputada IM é, em minha opinião, irrepreensível caso tenha reclamado – porque, entretanto, li, não sei onde, que não terá reclamado nada – os direitos inerentes ao cargo de deputada eleita.

        Há leis imorais? Eticamente inaceitáveis?
        Pois, quantas não haverá. O quê dizer, então, das indemnizações pagas às vítimas de acidentes de viação? Ou de acidente de trabalho? Ou de negligências médicas e… por aí fora?

        Chegados aqui, conseguimos recentrar novamente a questão: quem deveria ser atacado ou alvo de críticas? A deputada IM ou a lei que permite algo que, aos olhos do cidadão comum, choca e é moral e eticamente inaceitável?

        Esta, em minha opinião, deveria ser o cerne da discussão e, lamentavelmente, não foi isso que vi nesta caixa de comentários. Continuámos, portanto, sem saber discutir e resolver os problemas que nos afligem, porque, simplesmente, é mais fácil apontar o dedo censuratório.

        Centremo-nos, pois, no essencial e descuremos o superficial.

        1. Cara co-comentadora e ilustre jurista Teresinha,
          Se eu lhe digo que à partida a lei é iníqua e V. me responde que isso não é essencial, mas sim superficial, calo-me já.
          Por acaso tb. sou jurista e estou habituado a interpretar a lei, fazendo os possíveis para que a sua leitura literal não leve a resultados eticamente inaceitáveis, o que, se bem percebi, parece não colher a sua concordância.
          Fico-me, portanto, na minha superficialidade.

          1. Caro 100anos.
            Não tresleia, p.f., o que eu escrevi.

            Se reparar melhor, nos meus comentários, verá que eu coloco o acento tónico precisamente na lei que permite tais pagamentos ou situações. Consequentemente, a crítica deve ser dirigida ao nosso legislador que aprova (os deputados que votaram favoravelmente) este tipo de ajudas ou na extensão em que estão previstas.

            Igual crítica deve ser dirigida aos que, com o seu voto, ajudam a eleger pessoas em circunstâncias que consideram demasiado onerosas para o país ou injustificáveis em termos de mais valia do eleito. As pessoas têm de assumir a sua quota parte de responsabilidade. Foram co-responsáveis na eleição. Não sabiam? Desconheciam a lei? Ohhh, que chatice. Como diria Humberto “falta-nos a matéria prima”. Conhece a carta de que falo?

            Não posso é concordar que determinada pessoa, seja ela de que quadrante político for, seja atacada, humilhada, vilipendiada publicamnte no seu carácter só porque iria receber uma “mordomia”, como lhe chama, prevista na lei.
            Pergunte aos comentadores desta caixa qual é a lei ou a razão de atribuição dessa ajuda de custo. Sabe-lo-ão?

            Portanto, e para concluir de forma inequívoca: o que é superficial é meio país agarrar-se à IM, atacando-a, e deixar de discutir as razões porque teria ela direito às viagens. O que está errado é não se discutir o que prevê a lei em causa. Data de quando? Quando foi aprovada? Como alterará-la? Quem se chega à frente com a iniciativa ou proposta de alteração? Para quando uma manifestação pela redução das mordomias da elite dirigente?

            Este deveria ser, em minha opinião, o grito de ordem perante este assunto. Mais ainda: todas as leis que atribuem mordomias chocantes como subsídios avultados, reformas astronómicas, pensões principescas, etc, etc, deveriam merecer a nossa indignação, se assim o entendemos.

            Ora, tiveram aqui, nesta página pública – que até esteve em destaque, a oportunidade de fazê-lo. E o que vimos? Apedreje-se a IM porque é uma pecaminosa.
            Centrar a discussão no que é essencial, que era bom, nada!!
            Ora, já não tenho pachorra para estes falsos moralismos. É de acção que precisamos.
            Como vê, meu caro, não o chamei de superficial e não vale aqui vitimizar-se, ok?
            Eu gosto desta troca de ideias, não tenho é tempo para elas.

          2. Acho que não me expliquei bem, cara Teresinha, só isso explicará que V. não tenha compreendido realmente o sentido do meu comentário.
            Eu não me vitimizei – nem sequer conhecia o neologismo, mas se o conhecesse não o usava porque é deselegante – era só o que faltava.
            Também não creio que me tenha chamado “de superficial” – era só o que faltava, volto a dizer, é só pena que V. não tenha percebido a ironia, mas cada um é como cada qual.
            Se é jurista deve saber que quando uma lei permite várias interpretações deve o intérprete escolher aquela que lhe parecer mais conforme à ética, aos bons costumes, etc., etc.
            Como deve também saber, a situação de facto em que a Deputada IM se colocou não tinha previsão legal – nunca ninguém tinha tido a “lata” de, morando em Paris, se candidatar a Deputada pelo círculo de Lisboa.
            Não havendo previsão legal para dada situação, deve aplicar-se-lhe o regime jurídico das situações mais próximas; não havendo situações próximas, como não há, deve o intérprete criar uma norma que dentro do espírito do sistema seja a mais adequada à situação que os Profs. costumam apelidar de lacunosa.
            E é aqui que reside a minha crítica não só à lei, como à Deputada IM: embora exista um regime legal apodrecido que de alguma forma abre portas a todos os desmandos e a todas as batotas, a sra. Deputada escusava de tentar abrir essa porta.
            É que há quem não abra esse tipo de porta.
            As bandalheiras legais também podem ser ignoradas – por quem tenha o nível ético e a elevação de espírito bastantes.
            Espero que agora tenha compreendido alguma coisa do que eu pretendia dizer.
            Gosta desta troca de ideias ?
            Eu não – odeio mexer na…, digamos, naquela coisa que não cheira bem e tem um nome sonante que agora não me ocorre e do qual aliás nunca me lembro quando estou a falar com uma senhora.

          3. Olhe, caro 100anos:
            Não gosta desta troca de ideias? Pois, é pena.
            Mas não fui eu, ou fui?, que inicie esta discussão consigo?

          4. Mais uma vez, não me expliquei bem – mea culpa.
            Gosto muito de falar consigo e mesmo que não gostasse, jamais o diria, quanto mais não fosse por uma questão de educação e de elegância.
            O que eu realmente não gosto é de reflectir sobre esta podridão de sistema político, que permite as maiores poucas vergonhas a coberto de uma certa legalidade que fede por todos os lados.
            Não se zangue; o facto de vivermos rodeados de entulho volta e meia tira-nos o discernimento.
            Ofereço-lhe uma flor virtual, em sinal de e de boa vontade e em homenagem à sua paciência.
            E calo-me de vez.

          5. 100anos
            Eu acredito na sua boa intenção, acredito até que tenha enviado uma flor e que esta seja bonita, mas… os meus olhos já não são o que foram, a idade também não perdoa. Enfim, constrangimentos humanos.

          6. Sabe que mais, 100anos?

            É uma pena que não possamos continuar, porque eu estou mandatada pela gerência do DO para esticar isto até aos 300.
            E estava apostada em fazê-lo… Não é que me paguem muito, não pagam não senhor, mas, sabe?, eu “tava” a fazer-me a umas viagens à capital francesa na companhia da nossa IM.
            Sempre ambicionei uma troca de impressões com ela sobre o John Travolta. Olhe, manias de mulheres, é o que é.

          7. O John Travolta ?
            Está gordíssimo, cara Teresinha, está um batoque.
            Para mim, a Olívia Newton John é o que está a dar – continua uma beldade e canta lindamente.

          8. Não tenho nada contra os obesos.
            Eu, por exemplo, fumo. E não dei conta que o tabaco me toldasse a mente ou a inteligência.
            Presumo que se passe o mesmo com o John.

          9. “Se é jurista deve saber que quando uma lei permite várias interpretações deve o intérprete escolher aquela que lhe parecer mais conforme à ética, aos bons costumes, etc., etc.”

            Deveria ter dito:
            O intérprete escolhe a que mais lhe convém…

          10. Caro Jorge Gabriel,
            Parto do princípio de que o intérprete é uma pessoa séria – o que lhe “convém”, em última análise, é interpretar correctamente a lei, produzindo com essa interpretação um resultado credível, sério, ético e honesto.
            É assim que costumo fazer a interpretação legal.

          11. Não querendo generalizar como é óbvio, permita-me discordar e perguntar que interpretação da lei fazem juristas e advogados ao defender clientes que sabem à partida que são corruptos, pedófilos ou assassinos?
            Com o devido respeito,não acredito na interpretação da lei por si, sem olhar o espirito da lei, coisa que não tem sido feita.Não há leis perfeitas, mas o pior de tudo é que existem pessoas treinadas em decifrar os erros e tirar proveito disso.
            Mais não digo porque não sou jurista, mas sou uma pessoa atenta ao que me rodeia…
            Desculpe se o ofendi, mas cada vez acredito menos nas instituições encarregues de interpretar a lei e de a executar.
            Bom fim de semana.

          12. Não me ofendeu.
            Muitas vezes a interpretação jurídica não é feita a favor ou contra ninguém – todos os dias há milhares de juristas que interpretam a lei apenas com o objectivo de fixar uma solução jurídica razoável para um dado problema proposto, desconsiderando o facto de tal solução favorecer ou desfavorecer alguém.
            Claro que também há muitos “trambiqueiros” que tentam “torcer” a lei no sentido que mais lhes convém, mas esses exemplares são um tipo de gente que conheço mal e faço questão de continuar a conhecer mal; não posso por isso falar por eles.

          13. Ontem pela 1ª comentei no DO, pois foi a 1º vez que vi este blog, mas até já o adicionei como favorito. E comentei, não pela notícia em si, mas sim pela falta de respeito que notei, nas respostas dadas a determinados comentários, que não achei as mais apropriadas.
            Mas a Sra. vai me desculpar, e não vou comentar novamente a notícia em si.
            Não sou doutorado, tal como em determinada altura “Pergunte aos comentadores desta caixa qual é a lei ou a razão de atribuição dessa ajuda de custo. Sabe-lo-ão?”, e eu lhe respondo não sei, nem tenho obrigação de saber, mas posso dizer, que tenho meios e sei como obter essas informações, porque apesar de não ser doutorado, também andei a estudar alguns anos. Mas também não existe na lei, algo que diz que o Estado tem que prestar cuidados médicos às pessoas? Eu sei que tenho esse direito, mas chego ao Centro de Saúde e pergunto, gostaria de ir a consulta de estomatologia, ou oftalmologia, e a Sra. Muito simpática de trás do balcão responde, tem 6 meses a 1 ano de espera. E responde, mas sabe a lei tal, determina que tenho esse direito. E ela com razão manda-me guisar a lei.
            E eu digo para comigo mesmo “porra tenho mesmo de fazer um seguro de Saúde, mas não pode ser só para mim, também tenho que fazer para a minha esposa e filha, de onde vou eu tirar dinheiro do meu orçamento mensal para mais esta despesa?”
            É que já é do meu orçamento, do seu(?), e de muitas pessoas que aqui comentam, sai esse dinheiro para essas pessoas.
            Eu sei que as leis são feitas por nós próprios, pois somos nós que votamos neles, mas também temos o direito de ficar indignados.
            E tudo o que aqui escrevi, não quero faltar ao respeito a V., nem a ninguém, mas deixem desabafar um homem que ainda tem que trabalhar 30 e tal anos para saber se vai ou não ter direito a uma reforma que dê para viver condignamente, sem ter que andar a pedir uma sopa a uma filha que ainda agora começou a aprender a dizer “obrigado” por tudo e por nada.

          14. Pedro Carvalho, se está a referir-se a qualquer falta de respeito nas respostas a comentadores por parte de quem assina este blogue, está redondamente enganado (como qualquer um dos nossos muitos comentadores habituais poderá confirmar).

            Qualquer resposta menos elegante da nossa parte só encontrará perante algum tipo de insolência. E mais nada.

            Continue a aparecer, meu caro, e também o confirmará por si mesmo.

          15. Continuarei a aparecer e se possível comentar também, mas sempre de uma forma séria e correcta.

          16. Pedro Carvalho:
            O que pretendi realçar, entre outras coisas, foi a falta de informação de algumas pessoas que se arrogam no direito de criticar insultuosamente, mas do assunto em concreto percebem muito pouco. isto é, criticam só por criticar.
            Sobre a saúde, tenho mesmo sentimento e sinto o mesmo problema. Há dias fui operada ao rosto, mas aguardei por esta pequena cirurgia cerca de ano e meio.
            Sobre isso posso dizer-lhe o que um amigo meu – administrador de um hospital público – costuma dizer-me: as pessoas acumulam-se nos corredores das urgências, esperam horas por um tratamento, um exame, sofrem, estão insatisfeitas, falam mal deste e daquele médico e depois vem a inspecção, pede o livro de reclamações e verifica que está imaculado.
            Afinal, o que está mal? Nada. O serviço funciona na perfeição porque não há reclamações.
            É preciso reclamar, mostrar a insatisfação, escrever, mal ou bem, mas é necessário escrever. Mesmo quando sabemos que nada acontecerá ao visado de quem nos queixámos. mas servirá para outros efeitos, certamente. Só assim melhoramos este país.

  67. A partir de um erro ou do estado em erro de uma situação, surgem problemas que se multiplicam em muitas outras novas situações.
    Penso que o caso daquela deputada, mostra o que eu procurei dizer.
    A origem do problema não se encontra em pagar ou não pagar as suas deslocações.
    A origem está na candidatura de uma pessoa que não pode ou gosta de se afastar da residência e, decerto, apostando nas vantagens futuras, faz o seu investimento em bilhetes de passageiro.
    Não haveria outra competência com disponibilidade para ocupar aquele lugar e que não se importasse de morar perto do local de trabalho?
    Porque os deputados destacados não fixam a sua residência em Bruxelas e as viagens que entendam fazer sejam as suas custas?
    O que recebem não lhes chega?
    Porque não está antecipadamente estabelecido o número de viagens pagas pelo Estado?
    Porque não resolvem utilizar os modernos meios de comunicação, como a vídeo-conferência para evitar tantas presenças?
    O que sucede com os professores e qualquer outro trabalhador que consegue emprega a grande distância de casa?
    Penso que terão de decidir manter a habitação ou procurar outra.
    Por todas estas facilidades e excepções é que os deputados se afastam dos verdadeiros problemas da população.
    Porque estas pessoas não são tratadas como os professores que, por eles próprios, são obrigados a adaptar a vida privada às condições impostas pelo emprego?

    1. jm:

      Ora aí está uma abordagem séria e preocupada.
      Por que não impedem as pessoas de se candidatarem caso residam fora da locadidade ou cidade onde vão exercer o mandato?

      Por que não alargam os impedimentos/incompatibilidades legais aos cargos políticos?
      É simples: alteram a lei.
      Mais simples ainda: não votem em quem não reside no local.

      O Santana Lopes não foi candidato à Figueira da Foz sem residir lá?
      Há tantos, mas tantos, exemplos à direita e à esquerda.

  68. Com o nível de credibilidade que me é possível ver da parte dos políticos deste país, com p pequeno, nada me faz crer que esse dinheirinho agora “perdido”, não venha a ser recompensado por uma qualquer instituição tipo Taguspark, etc.

  69. Mais um revoltante exemplo das politicas do governo actual: As notícias que dão conta da desumanidade das juntas médicas são manifestamente exageradas. Afinal há quem não se queixe das mesmas. Ontem mesmo, em carta enviada ao Público, Paulo Teixeira Pinto indica que passou ‘à situação de reforma em função de relatório de junta médica’. Certamente ainda mal refeito da forma como foi corrido do BCP e da Opus Dei, este banqueiro de 46 anos foi considerado inapto para o trabalho, apesar de já ter arranjado um cargo numa consultora financeira. Teixeira Pinto nega ter recebido 1º milhões de euros de ‘indemnização pela rescisão do contrato’ com o BCP , garantindo que apenas recebeu a ‘remuneração total referente ao exercício de 2007’:9.732 milhões de euros em ‘compensações’ e ‘remunerações variáveis’. Estas juntas médicas são as mesmas que recusam reformas a Professores com Cancro. Mas o Governo não sabe disto ?.

  70. Desculpem a minha persistência em vos informar sobre autênticos insultos ao Povo Português que trabalha no duro. Aos 50 anos de idade e com 20 anos de descontos como Deputado, Marques Mendes acaba de requerer a Pensão a que tem direito, no valor mensal vitalício de 2.905 euros mensais. Contudo, um trabalhador normal tem de trabalhar até aos 65 anos e ter uma carreira contributiva completa durante 40 anos para obter uma reforma de 80% da remuneração média da sua carreira contributiva.

    1. Perguntem ao “Ganda Noia” onde se encontra encostado agora?
      Ele a mamar na empresa(Grupo Nut#####) e os empregados a receber tarde e más horas, mas só no fim de reclamar durante 8 dias no minimo…

  71. Dão-me licença? Obrigado! Estou há quase duas horas a ler as interessantes prosas de tão doutos comentadores na esperança de encontrar por aqui o Ameijôa Fresca. Mas não, ainda não foi desta que o vate algarvio – desaparecido por estes dias – deu o seu contributo a este assunto assaz interessante e fulcral para o equilíbrio financeiro, moral e emocional de Portugal.
    Cumprimentos

    PS: acho que a deputada Inês Medeiros esteve bem. Uns diazitos antes teria sido o ideal, mas, enfim, esteve bem.

  72. Li com atenção tudo o que foi escrito até aqui.
    O que a pequena realmente queria era passar uns anitos no Parlamento e sair com uma bela reforma para ter uma boa vida em Paris.
    Uma emigrante de classe!
    É que os subsídios para “as fitas” estão magros e há que fazer pela vida e ter uma boa reforma assegurada.

  73. acho bem que ela pague do bolso!!!
    a madame não sabe ir de 2º a???
    tinha que ser em primeira classe! pois é,
    e é o povinho que paga!!!
    bem feito!!!

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