Também detesto esta palavra, e então daqueles “causídicos com nomes sonantes na nossa praça, que andam a encher os bolsos com recursos para trás e para diante”, ninguém me fale! São mesmo detestáveis!
Difícil mesmo é fazer análises justas que se apliquem de forma abstracta a um conjunto indistinto de destinatários (no caso, o vasto universo de causídicos), partindo de particulares casos que nos causam repulsa e indignação. Acresce que o direito ao recurso é um direito que a todos os cidadãos assiste, enquanto afirmação da possibilidade de os cidadãos submeterem determinada decisão à apreciação de um tribunal superior. Prevendo a lei as situações em que ele é permitido e sendo ele interposto dentro dos limites legais definidos, estamos perante o exercício de um legítimo direito. Quanto ao recurso a manobras dilatórias, existem mecanismos legais que a isso pretendem obstar, impondo-se talvez um olhar atento do nosso legislador periclitante. No que se refere ao exercício de funções sem a seriedade e a diligência e o sentido de honestidade e rigor (com atropelo constante dos mais basilares princípios éticos) que se imporiam, certamente concluiremos que não é análise que possa aplicar-se de forma exclusiva aos causídicos, sendo antes transversal aos vários sectores profissionais de uma sociedade.
Porque não… Agrada-me na forma, uma palavra com presença forte que se faz sentir, independentemente de vontade alheia; e na substância, porque associada à ideia de causas que se perseguem com astúcia, habilidade, perspicácia, reflexão, minúcia e um raciocínio mental flexível e adaptável.
Sejam eles causídicos ou juristas ou lá o que forem, são necessários. Se não existissem , quem é que ia perceber esta linguagem duma “precatória” que recebi do do tribunal? quantia exequenda pedir a escusa motivos atinentes susto a execução mutuário precípuas depreque Ou esta linguagem foi criada para eles serem necessários?
Sílvia, ”dilatória” também é uma palavra que eu odeio, aliás todo o seu discurso é um amontoado de palavras que eu odeio. De tal maneira que obstou (cá está mais uma das odiáveis) a que conseguisse lê-lo de forma simpática.
Fiquei confusa…”junta tijolos”, “coisa”… De qualquer modo, não atribuo qualquer relevância a esse estado de confusão. Reafirmo o meu respeito pelo seu anterior comentário e entendo a ausência de simpatia como discordância. A expressão da opinião própria tem aqui lugar, assim como o respeito pela opinião do outro.
Este ano há eleições para a ordem dos causídicos. Para repor a ordem.
Ou manter. Ou consolidar.
Depende da perspectiva…
“Jurista” ainda é pior. É quase um insulto.
Expresso aqui a minha discordância.
Nem pior nem melhor, apenas diferentes, com campos de actuação próprios apesar de logicamente aproximados.
Também detesto esta palavra, e então daqueles “causídicos com nomes sonantes na nossa praça, que andam a encher os bolsos com recursos para trás e para diante”, ninguém me fale! São mesmo detestáveis!
Difícil mesmo é fazer análises justas que se apliquem de forma abstracta a um conjunto indistinto de destinatários (no caso, o vasto universo de causídicos), partindo de particulares casos que nos causam repulsa e indignação.
Acresce que o direito ao recurso é um direito que a todos os cidadãos assiste, enquanto afirmação da possibilidade de os cidadãos submeterem determinada decisão à apreciação de um tribunal superior. Prevendo a lei as situações em que ele é permitido e sendo ele interposto dentro dos limites legais definidos, estamos perante o exercício de um legítimo direito. Quanto ao recurso a manobras dilatórias, existem mecanismos legais que a isso pretendem obstar, impondo-se talvez um olhar atento do nosso legislador periclitante.
No que se refere ao exercício de funções sem a seriedade e a diligência e o sentido de honestidade e rigor (com atropelo constante dos mais basilares princípios éticos) que se imporiam, certamente concluiremos que não é análise que possa aplicar-se de forma exclusiva aos causídicos, sendo antes transversal aos vários sectores profissionais de uma sociedade.
Porque não… Agrada-me na forma, uma palavra com presença forte que se faz sentir, independentemente de vontade alheia; e na substância, porque associada à ideia de causas que se perseguem com astúcia, habilidade, perspicácia, reflexão, minúcia e um raciocínio mental flexível e adaptável.
Sejam eles causídicos ou juristas ou lá o que forem, são necessários. Se não existissem , quem é que ia perceber esta linguagem duma “precatória” que recebi do do tribunal?
quantia exequenda
pedir a escusa
motivos atinentes
susto a execução
mutuário
precípuas
depreque
Ou esta linguagem foi criada para eles serem necessários?
Precípuas é uma palavra gira, faz-me lembrar nomes com que os brasileiros às vezes baptizam os filhos.
Ó Precípuas vem jantar. – Soa bem.
Hoje tive encontrei a palavra: ”rendirização”, até me assustei.
Sílvia, ”dilatória” também é uma palavra que eu odeio, aliás todo o seu discurso é um amontoado de palavras que eu odeio. De tal maneira que obstou (cá está mais uma das odiáveis) a que conseguisse lê-lo de forma simpática.
De forma simpática, recebo o seu comentário e lamento tanto ódio amontoado. 🙂
Parece, que além de juntar palavras como quem junta tijolos, quando a coisa não é sobre ”causídico”, a suas palavras tornam-se prosaicas.
Fiquei confusa…”junta tijolos”, “coisa”… De qualquer modo, não atribuo qualquer relevância a esse estado de confusão.
Reafirmo o meu respeito pelo seu anterior comentário e entendo a ausência de simpatia como discordância. A expressão da opinião própria tem aqui lugar, assim como o respeito pela opinião do outro.