Sócrates e a imprensa


josegomesandre,

Mais curioso do que os factos relatados propriamente ditos, é observar a atitude de Sócrates perante a notícia do “Público” sobre as alegadas falcatruas na Guarda. O primeiro-ministro pouco interesse tem em esclarecer, explicar ou até mesmo negar as notícias, concentrando-se, pelo contrário, na crítica ao simples facto de as mesmas terem sido transmitidas. É um truque com barbas: quando a mensagem é incómoda, bate-se no mensageiro.

15 comentários em “Sócrates e a imprensa”

  1. Que falcatruas é que são alegadas, concretamente?

    Que eu saiba, a única ilegalidade que se alega é que Sócrates terá recebido remunerações por trabalhos de engenharia efetuados enquanto estava em regime de dedicação exclusiva. Mas (1) isso dificilmente pode ser classificado como “falcatrua”, e (2) essa alegação é feita sem quaisquer provas concretas a sustentá-la.

    1. Se ilegalidade não é “falcatrua”, então o que é fuga ao fisco?. Há um ditado que diz ” Não há fumo sem fogo”. Independentemente de Sócrates ter cometido ou não uma ilegalidade , nunca justificou coisa nenhuma. Nós Zé Povo, é que não podemos cometer nenhuma, dá coimas, multas, tribunal, prisão, sei lá que mais……o mexilhão é sempre o pagador, os outros são os intocáveis .

  2. Mas tem sempre quem o defenda, até nas maiores ignomínias.
    Nem é preciso sair daqui para o comprovar.
    Antevejo para breve o dia em que certa gente terá vergonha do que anda agora a escrever. Se é que terá…

  3. Sócrates é fraude, vive da fraude, pela fraude e para a fraude. Sabe como é a sua gente. Ele é dos nossos.

    1. Realmente, basta de pulhices.
      É a licenciatura por fax, a um domingo; é a Cova da Beira; é o relatório da OCDE; é o Magalhães; é o Freeport; é a Face Oculta; é a PT/TVI; são as casinhas de Cavadoude e Valhelhas etc., etc., etc… (que ainda agora a procissão vai no adro).
      Basta mesmo!

  4. É sintomático caríssimo!
    Isto traz à colação o fulanismo luso.
    O que importa não é o que se diz, é quem diz.
    Ora tal ciência, a de saber quem diz, é do mais básico do inteligível. Supõe que os outros destinatários da comunicação se bastam com as qualidades ou os defeitos do mensageiro. Supõe que os outros querem a como realidade questionante o mundo das pessoas na sua vertente de qualidades, defeitos, vestidos às cores, com flores, ou cravos, sapatos de marca ou não, relutantes, desagradáveis, elegantes. Nada disso! Factos, sr. Primeiro Ministro, factos! A seriedade liga com factos, substantivos…

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