Continuação do País


jmmcc,

Portugal em recessão. «(…) As dificuldades que esta situação representa são dificuldades que continuam. Os sinais neste início de 2009 continuam a ser sinais de que a economia portuguesa continua a sofrer (…)» Esta eloquente explicação é do ministro das Finanças e da continuidade.

As palavras de Teixeira dos Santos permitem tirar outra conclusão: o primeiro-ministro que temos é um primeiro-ministro que continua e as medidas deste governo continuam a ser as medidas de um governo que continua a ser um governo continuado.

6 comentários em “Continuação do País”

  1. I Acto

    As bandeiras de perplexidades
    são coloridas e numerosas,
    à superfície restam ambiguidades
    nestas águas inundadas de rosas.

    O mexilhão endividado,
    e com o desemprego a aumentar,
    vê o rendimento mirrado
    e o laço da corda a apertar!

    II Acto

    A recessão é brutal
    com estes números a comprovar,
    o desastre governamental
    é mau demais para acreditar!

    O meu primo mexilhão
    não acredita nestes “socialistas”,
    pois, vendem um mundo de ilusão
    com políticas irrealistas!

    Epílogo

    O descalabro é tremendo
    com a economia a definhar,
    neste (des)Governo sem remendo
    não podemos confiar.

    O mexilhão está mesmo lixado
    com o tamanho da derrocada,
    ficará mais desgraçado
    com esta política cor rosada!

  2. Continuemos pois………….
    As dificuldades que esta situação representa são dificuldades que continuam a ser dificuldades cada vez mais difceis de superar e continuamente continuadas.

    Os sinais neste início de 2009 continuam a ser sinais e continuarão a ser sinais de que é sinal que há sinais de que a economia portuguesa continua a sofrer e a sofrer e a sofrer…(…)»

    Apetrecharam a CRISE com pulhas Duracel!!
    Digo, UPS! Pilhas duracel!

  3. Agora virou moda desejar às pessoas “Continuação”, à laia de despedida. É uma palavra sem sentido, dita assim sozinha, que não percebo muito bem. Continuação de quê? Do que se estava a fazer? Do que se espera da vida? De outra coisa qualquer? Gostava de saber porque pegam estas modas idiotas.

    1. Tal e qual, Ana. O linguajar está, hoje mais do que nunca, carregado de modas completamente descabidas. Boa parte delas surge por via dos políticos e parece ter um significado muito curioso: palavras escusadas, redundâncias, ideias repetidas como se fossem duas, adjectivos e advérbios com imensas sílabas a substituir os adequados e já existentes, etc., creio serem modos básicos de ocupar tempos de antena e mais nada.

      A culpa dos tratos de polé de que sofre a nossa língua tem nome, como dizia em tempos um prestigiado Prof. de Letras: o excesso de tempo de antena dado aos dirigentes desportivos e o excesso de tempo de antena dado aos políticos. Realmente, um dos primeiros neologismos lamentáveis de que me lembro surgiu na política logo em 1974: ‘desestabilização’! Foi por via dos políticos ou dos militares armados em políticos.

      Subscrevo o que disse atrás: dirigentes desportivos e políticos têm contribuído para este deplorável cenário asneirento que a Educação (o ensino e respectivos programas) tem agravado. E isto é coisa que não devíamos desculpar. Ou ‘desculpabilizar’…

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