
Não há dúvida de que o país está mal. Muitos sectores descontentes, médicos, militares, professores, trabalhadores de todas as profissões, agricultores, classe média. A maioria sente que não há dinheiro para nada, rendas proibitivas, comida caríssima, salários estagnados, empresas em dificuldades. Depois, os ricos andam numa festa que ninguém entende, há sinais exteriores de riqueza e bolha de satisfação, mas é só para clientelas. Os socialistas estão a desperdiçar o último grande pacote comunitário em ilusões de energias não testadas. Não se fala muito disso, mas não haverá mais abundância de fundos. Depende do que irá acontecer na Ucrânia, mas as elites europeias já decidiram que vão financiar outro grande alargamento, o que significa que Portugal será a curto prazo contribuinte líquido da UE. Os socialistas criaram um sistema de pensamento mágico que consumiu os recursos escassos do país. As sucessivas crises da III República desperdiçaram as poupanças da população, depois o capital, agora estão a gastar o derradeiro dinheiro europeu. Estoiraram com a habitação e com as pequenas empresas, não há indústrias e os jovens não têm perspectivas. Este será um país de velhos, com painéis solares nas marquises e a vergar a mola no turismo.
imagem: IA, Bing image creator

Desta vez estamos de acordo. Mas o Luís devia publicar todos os comentários no outro post sobre a Rússia.
A mim causa-me muita confusão que, dentro do quadro constitucional ou dentro do quadro legislativo europeu, não haja maneira de impedir o PS de usar o PRR como orçamento de estado paralelo, que tanto quanto sei (ou não sei) até era para ter sido utilizado no período da pandemia como instrumento de aplicação directa na economia, dado às famílias e às empresas, para compensar ou evitar o afundamento do PIB.
Ah! ganda Naves, melhor qu’isto nem na farmácia.
E nem sequer levanta a voz a esbracejar ou bate de punho fechado na mesa, faz bem a diferença dum populista.
O Regime Socialista viveu as duas primeiras décadas ás custas da baixa dívida da Ditadura Salazarenta e Marcelista. depois de ter se dedicado a destruir industrias, empresas e cultura capitalista nos seus primeiros 5 anos .
15% de Dívida Publica vindos da Ditadura rápidamente transformados em 60% , que com Sócrates demos o salto para os 120%.
O que eu quero dizer com isto é que os Portugueses estão mais mal habituados do que o que indica no seu texto. Os Portugueses não foram só mal habituados pelas ajudas Europeias, foram também pela baixa dívida da Ditadura. O Regime Socialista comprou o votos e a sua legitimidade com dinheiro não com qualidade de gestão.
Portugal tem para começar um grande defice de capitalismo e os Governos começando neste 2 ultimos do PS com ataques à iniciativa,dos portugueses, a mais relevante de todas contra o Alojamento Local mostrou bem que não aprendeu nada sobre criação de riqueza, porque sempre tiveram milhões para esbanjar quer da CEE/UE, quer da venda de Divida.
lucklucky, os portugueses sempre foram daqueles “do que está a dar”.
E até deu para alguns, que logo outros copiaram.
Veja-se na cidade de Lisboa nestes últimos 50 anos. Começou com a abertura das agências bancárias em cada praça, avenida ou rua, as sapatarias foram a seguir com duas e três encostadas umas à outras por todo o lado, depois vieram os restaurantes/marisqueiras de trespasses até às lojas de escada, ultimamente as esplanadas a ocupar as ruas, passeios, escadinhas, praças e largos, e para acabar os hoteis, hostels e AL até em prédios das avenidas de Alvalade, os carrinhos para turistas e lojas de souvenirs.
É no que está a dar, vem uma pandemia, uma crise económica ou qualquer coisa e lá vai o que está a dar pro boneco.
A rua Augusta mais valia se chamar Rua de Pasto.
Mas, em todos os países é assim, não? As pessoas já não são as mesmas do tempo do Eça de Queiróz, que compravam um fato preto e um chapéu e umas calças de fazenda e três camisas e aquilo dava para 30 anos. Mas não é pela cultura do desperdício que quero entrar — é pelo facto de que em todo o lado as lojas seguem modas e hábitos e isso não é uma característica dos “portugueses”. A Baixa, precisamente, por ter chegado à primeira década deste século ainda com lojas de fancaria e tascas manhosas e sapatarias dos anos 80, deixou-se ficar para trás e agora que os preços são exorbitantes os únicos que se chegam à frente são os asiáticos das sandes e do fast-food e coisas do género — tudo pago pelo príncipe Aga Khan, um dos conhecidos promotores da “grande substituição” e com elevada condecoração de S. Exª o Presidente da República. E uma grande falta de capacidade de gestão da CML, que mete sempre sempre a ideologia à frente de tudo.
A culpa, consabidamente, será do Passos Coelho. E, quando necessário um reforço de responsáveis, do Cavaco Silva e do Salazar. Haverá mesmo, no limite, sempre a possibilidade de invocar a monarquia. E, antes de tão extremo recurso, o imperialismo americano, o neoliberalismo e o capitalismo selvagem (o que para abundante número de almas parece ser uma redundância).
Em último caso – e o mais certo, no momento tido por oportuno, será ser usado, mesmo por quem menos se espera; mera questão de tempo, oportunidade ou necessidade de agradar a clientelas eleitorais – haverá sempre um novo culpado, de costas larguíssimas: um tal nazi e drogado, dizem alguns. Zelensky, parece ser um seu apelido.
Mas isso de se ser contribuinte líquido de algo a que só se aderiu para sacar ad aeternum umas valentes massas (ou de surgir como o grande dirigente garante das mesmas), sem alguma vez se ter mesmo aceite que o dia do desmame acabaria fatalmente por chegar é que não pode ser.
A figura é extraordinária. Ou criada e escolhida por quem não sabe que painéis solares equivale hoje a dependência da China. Ou por quem sabe isso bem demais.
E as alternativas, admitindo a evolução da nanotecnologia em painéis solares, estão na Arábia Saudita, à cabeça, com Israel a seguir.
Estamos bem lixados.
Já sou um idoso e nunca vi o Estado português proceder, ele próprio, à construção para os seus cidadãos, em caso de necessidade. Deixou, sempre, essa tarefa aos privados.
Até aos anos setenta do século passado, os privados investiram em prédios para arrendamento.
Um senhorio era uma pessoa, no mínimo, da classe média e contentava-se com pouco.
A partir daí, apostou-se na construção de prédios para aquisição de casa própria. Até o regime fiscal mudou, com benefícios para os adquirentes. Quem contestou essa nova política? Ninguém.
A nova geração tinha como ambição ter uma casa própria e os investidores previram que ganhavam muito mais, do que se fossem senhorios. Bancos a conceder créditos a compradores e vendedores, que não tinham qualquer base financeira. Qualquer pessoa tornou.se construtor, já que não havia construtores diplomados. Mas, a oportunidade estava mesmo ali.
Mas, logo, a partir de 1980, e os serviços de finanças começaram a encher-se se processos
de execução fiscal para penhora dos imóveis dos proprietários, que deixaram se pagar os respetivos créditos Mas, também as débeis empresas de construção civil começaram a ter muitas dificuldades para pagar os seus créditos, também por muito má gestão dos seus gerentes, tendo muitas desaparecido.
E tudo estourou em 2008. Estourou, mas tornámo-nos no segundo país no mundo com o maior de proprietários.
E o que construiu o Estado, através das câmaras municipais, desde os anos 70, até hoje? Nada. Nem os privados queriam., porque seria um concorrente,
E para piorar a falta de casas, que já se estava a verificar, muitas casas, em Lisboa e Porto, que se destinavam a habitação, transformaram-se em casas não habitacionais.
E depois chegaram os chineses, que, dado o valor dos imóveis que compravam, provocaram um aumento de tudo, quanto dissesse respeito a imóveis. E os ordenados acompanharam a nova situação? Não, os empresários dizem que não aguentariam. O Estado não pode intervir nos ordenados dos privados.
Este governo, quase demissionário, foi o primeiro que fez alguma coisa. Construiu casas? Não, mas fez uma Lei. Se uma Lei, parecida com esta estivesse em vigor, a partir dos anos 70, em que não havia o problema do alojamento local, hoje, seria procedimento normal, o Estado reconverter, em habitação, edifícios seus, e as câmaras municipais construir ou recuperar edifícios adquiridos ou através de, temporária, posse administrativa.
Se se reparar, há já câmaras municipais a fazer isso.
as elites europeias já decidiram que vão financiar outro grande alargamento
Não me parece que o vão conseguir ou, sequer, que o vão tentar.
Podem alargar a UE com a Albânia, o Montenegro e a Macedónia. Será difícil, mas pelo menos esses países têm fronteiras reconhecidas.
Agora os outros países – Sérvia, Kosovo, Bósnia, Ucrânia, Moldávia e Geórgia – serão todos uns grandes bicos de obra, porque não têm fronteiras claramente reconhecidas e, potencialmente, são todos eles países que podem cair em guerra a qualquer momento.
Países muçulmanos tipo Turquia, Albânia, Bósnia e Macedónia (em boa parte), não obrigado.
Geórgia? Acho que a UE não deve quebrar a sua integridade territorial, como seria o caso se a Geórgia entrasse. Ficaria ali um exclave no meio dos russos, uma espécie de wormhole para a desgraça. Além de que tem de haver um limite para o que é e não é “Europa” e para mim aquilo já é Ásia. A Turquia, também, já é Ásia. E mais ainda quando o Presidente é da Anatólia.
Lucidez e bom senso ( coisas em que o “torrãozinho de açúucar” é históricamente avaro.
Então quando , ao “povo do caldo da portaria do convento” , se lhes acena com ” sucialismo”….
Quero crer que a sua “situação geográfica” ( horizontes e perspectivas mais amplas , o contrário do nosso atávico provincianismo ) lhe proporcione uma visão das coisas mais “cristalina” por assim dizer…
Cpmts.
JSP
cada vez menos exportações e importações.
velhos e pobres com falta de apetite.
vão comemorar com ‘pompa e circunstância’ 50 anos desperdiçados.