
Fernando Sousa: «”É impossível sossegar indefinidamente os cidadãos”, disse esta manhã, em entrevista à Antena 1, o sociólogo Moisés Martins, director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Sem uma mudança das políticas que são contestadas, a violência dos protestos deverá aumentar nos próximos tempos. O investigador argumenta que a classe política em geral – com a condescendência dos média – descolou do país real e dos cidadãos reais, ou seja, do sofrimento da população.»
Luís Menezes Leitão: «Miguel Macedo fez uma patética cerimónia de tomada de posse de um novo comandante da PSP, curiosamente o mesmo que não foi capaz de impedir o derrube das barreiras na escadaria do parlamento. Nessa cerimónia proclamou urbi et orbi que “a invasão da escadaria faz parte da história” e que “não pode nem vai repetir-se“. E de facto, em vez da escadaria, ontem foram invadidos quatro ministérios, tendo inclusivamente alguns governantes aproveitado para agendar audiências com os manifestantes, numa curiosa demonstração de Governo aberto.»
Patrícia Reis: «Posto isto, fiquei calada, como é bom de ver. Temos as fronteiras mais antigas da Europa. Temos escritores e escritoras maravilhosos, poetas e poetisas. Como temos músicos, actores, etc e tal. E temos empresas e um mercado que está como está. A identidade nacional é feita pela cultura, nos vários âmbitos, ou estou enganada?»
Teresa Ribeiro: «Não há democracia séria sem preocupação social – Mário Soares (citado na biografia de Joaquim Vieira “Mário Soares – Uma vida”) Pode ter exagerado na Aula Magna, mas nisto ele tem toda a razão.»
