
Ana Lima: «É um facto que as ideias não são novas. Mas é bom que, nestes tempos em que a Economia e a sua linguagem imperam, possamos encontrar quem chame a atenção para outras formas de ver. E que lucidez, a deste autor!»
Fernando Sousa: «Goste-se ou não dele é um português que não se engasga: António Marinho Pinto. Não há muito disto. A última entrevista dele como bastonário foi hoje para o ar na Antena 1. Nos seus dois mandatos meteu muitas vezes o pé na argola, outras chamou os bois pelos nomes. Mas que deu vida à Ordem dos Advogados, isso parece-me que sim.»
João André: «De uma penada vejo um certo tipo de mentalidade: uma cristã preocupação pelo sofrimento no mundo e um muito prático aproveitamento das oportunidades geradas. Pedro Passos Coelho tinha de facto razão: a crise e o desemprego são oportunidades. Para os outros países.»
Eu: «Trabalho, palavra bíblica. “Bem basta a cada dia o seu trabalho”, diz Jesus no Sermão da Montanha. Reescrita à luz da novilíngua dominante, quem trabalha deixou de ser trabalhador: é “funcionário” ou, de modo ainda mais eufemístico, “colaborador”. Pela mesma lógica, não pode ser despedido mas “dispensado”. Ou, de modo ainda mais eufemístico, alguma Alta Entidade da corporação empresarial “prescinde” dos seus serviços. Ou da sua colaboração.»
