– António Luis, vem já aqui!
– Sim, mãe!
– O pacote dos biscoitos está vazio. Quem foi que os comeu?
– Foi o mano.
– Disseste que foi o teu irmão? Então como é que és tu quem está com a camisola cheia de migalhas e com a cara e os dentes todos esborratados de chocolate?
– Ah!… Olha, expressei-me mal.

Ou já ficou chalupa como o Marcelo…
Nacionalizámos para Privatizar… Nova Teoria Económica Socialista.
Costumo dizer que Costa não tem um projecto político, mas talvez eu esteja, afinal, errado. Talvez Costa tenha, como projecto político – reverter. Primeiro, reverteu o que Passos Coelho deixou feito; agora, reverte as suas próprias reversões.
Ou seja, é uma besta.
Redonda e não quadrada – cada dia mais redonda.
É uma expressão que pode vir a fazer escola. Os tribunais que se ponham finos.
Já tivemos os erros de percepção mútuos de Centeno, agora temos os erros de expressão de Costa.
Cá em casa mais uma vez a embalagem do dentífrico apareceu destapada. Fui confrontado e, entre a espada a parede, dei por mim a balbuciar, expressei-me mal… o que é que eu fui dizer!!
Só com um destinatário palerma é que a frase só funciona.
O que preocupa não é a má expressão, o que preocupa é a má governação.
O que quer dizer? Costa governa maravilhosamente, esplendidamente, espectacularmente bem: a realidade, essa invejosa, é que insiste em boicotá-lo.
Faz porque pode. E o que é que lhe acontece? Nada.
Costa, por estar num determinado lado do espectro político e por descender de uma certa burguesia política, sempre se permitiu fazer tudo sem receber escrutínio.