DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Joana Nave: «Eis a minha mesa de cabeceira. O livro que estou a ler é “A Questão Finkler” de Howard Jacobson. No que respeita a livros de ficção, os próximos a ler já estão à espreita: “A Conspiração Contra a América” de Philip Roth e “Belos e Malditos” de  F. Scott Fitzgerald. A par da ficção, gosto de ler livros práticos de Gestão, como o que me inspira de momento: “As Lições de Gestão dos Clássicos” de Thomas J. Figueira, Rachel Hall Sternberg e T. Corey Brennam. Há sempre entre as minhas leituras uma mais espiritual, que vou lendo quando preciso de me conectar com a alma: “Real Magic” de Dr. Wayne W. Dyer. Por fim, um livro do mestrado que me tem roubado a maior parte do tempo que gostaria de dedicar às outras leituras: “O Prisioneiro, o Amante e as Sereias” de Paulo Trigo Pereira.»

 

JPT: «O avanço de Obama para a presidência foi simpático, principalmente pela afronta aos preconceitos racistas, nos Estados Unidos tão misturados com o fundamentalismo cristão popularucho. Mas teve um lado oposto, mais para a minha terra, sintomático que foi da imbecilidade militante de alguma esquerda, identitarista, caída de fervores pelo obamismo. “Eu sou obamista” passou a ser um pin político, “alfinete de peito”, iman de geleira, de qualquer candidato a colunista do “Público” ou de comentarista fedorento.»

 

Luís Menezes Leitão: «Este novo Astérix entre os Pictos é uma boa notícia para os apreciadores das aventuras dos heróis da pequena aldeia gaulesa que resiste ainda e sempre ao invasor. Efectivamente a série estava a incorrer numa dolorosa decadência desde a morte de Goscinny, já que Uderzo, embora mantendo a qualidade do desenho, nunca conseguiu apresentar um argumento de jeito, exceptuando talvez O Grande Fosso. Sempre que se comprava um livro, ia-se de decepção em decepção até ao inenarrável O céu cai-lhe em cima da cabeça, que levou muita gente a proclamar: “Por Toutatis! Este Uderzo está louco!”. Felizmente ganhou algum juízo para entregar a série a outros argumentista e desenhador, que conseguiram produzir uma obra que, ainda estando longe da genialidade de Goscinny, tem finalmente uma história com graça. Podem continuar que os leitores agradecem.»

 

Eu: «Entre os norte-americanos, e além dos já mencionados, li obras de Sinclair Lewis (1930), Pearl Buck (1938), William Faulkner (1949) e Saul Bellow (1976). Autores bem diferentes, cada qual representativo de uma época e do imaginário dominante que se lhe encontra associado — o proselitismo missionário protestante em regiões remotas, sobretudo na China, no caso de Pearl Buck; a América do sul profundo, com sólidas raízes rurais, no caso de Faulkner; a América da comunidade judaica, urbana e cosmopolita, no caso de Bellow; as mudanças sociais no interior dos EUA, designadamente entre as duas guerras, no caso de Lewis.»

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