18 comentários em “Recortes do passado – O respeitinho”
Se fosse hoje o puto estaria feito por ter atacado um sacrossanto ciclista (que provavelmente seria um activista anti-transeuntes do bloco ou um monhé da glovo)
Provavelmente não. Pelo que tenho observado, que não é pouco, esses conduzem com grande cuidado, bem ao contrário de muitos outros. Eles lá sabem por quê: é o seu trabalho e a sua saúde que está em causa, se atropelarem alguém podem ter sérios problemas.
Não discordo totalmente de si, mas eles também fazem muitas asneiras. Sinais vermelhos não existem, andam nas pistas ao contrário, sei lá, já vi um pouco de tudo. Mas sim, nota-se que não querem sarilhos.
Comprovadamente, as maiores bestas em cima das bicicletas são mesmo os portugueses: estúpidos, arrogantes e cheios de direitos que acabaram de inventar mesmo ali. Só à chapada.
Tem razão, fazem muitas mas não querem sarilhos, até porque a grande maioria não fala português, é complicado para eles. E quando chamados à atenção pedem desculpa e seguem. As bicicletas vêm pelo passeio e depois atravessam nas passagens de peões, obedecendo assim a um Código da Estrada muito particular. E quando chamados à atenção mostram o dedo do meio. E estou a falar como peão.
Sim. Toda a gente faz. Mas os condutores da Glovo têm consciência daquilo que estão a fazer, e sabem travar quando é necessário. Digo isto por experiência própria!
as maiores bestas em cima das bicicletas são mesmo os portugueses
Exatamente. Não todos, claro, longe disso. Mas alguns são umas verdadeiras bestas.
Parece que atualmente começa a haver muitos problemas similares, atropelamentos não por bicicletas mas sim por trotinetas. Que, ao que parece, provocam danos físicos muito substanciais, que não se curam com meia dúzia de pontos – alguns parece mesmo que totalmente incuráveis.
Y es que todas las preocupaciones provienen del miedo a morir o a vivir. Todo: el trabajo, la duda vital, el amor, el sexo… Todos los temores aparecen cuando eres consciente de tu propia mortalidad.
Claro que há danos físicos incuráveis. Se você tiver uma certa idade e fôr atropelado por uma trotinete, tem boas hipóteses de partir uma anca, por exemplo, ou de dar um golpe forte com a cabeça no chão. Qualquer dessas coisas pode muito bem não o matar, mas deixar-lhe sequelas físicas e/ou mentais irrecuperáveis. Exemplos abundam.
Morre-se atropelado por uma trotinete. Só quem não faz a mínima ideia do peso daquilo com uma pessoa (ou duas) em cima, lançado a uns bons kms/hora numa recta ou, pior ainda, numa descida, é que acha que só se fica com umas nódoas negras E então se a pessoa tiver 70 ou 80 anos e tiver osteoporose não sobra nada.
E em Portugal já há pessoas tetraplégicas, conheci uma turista inglesa, por acaso com vinte e poucos anos. Desejo-lhe assim boa sorte quando sair à rua na cidade pois, pelos vistos, sai pouco.
Em 1927, em plena ditadura militar, uma notícia com quinze dias de atraso, em que entra um atropelamento dum filhinho de um major dá que pensar. Dá que pensar não haver notícia da prisão do ciclista que provocou os ferimentos na criança, e a polícia é acusada de deixar os ciclistas andar em excesso de velocidade. Naquele ano no Largo do Terreiro não haveria muitos ciclistas, comparado com a Holanda que até a Rainha andava de bicicleta, o que não seria difícil apontar o sprinter ciclista.
Não havia telemóveis a filmar. Nem gente naquela rua, mesmo agora que há ninguém se quer chatear como testemunha, ninguém viu nada e quem viu pira-se antes de chegar a policia. E se calhar ninguém gostava do major lá em Leiria
Se fosse hoje o puto estaria feito por ter atacado um sacrossanto ciclista (que provavelmente seria um activista anti-transeuntes do bloco ou um monhé da glovo)
ou um monhé da glovo
Provavelmente não. Pelo que tenho observado, que não é pouco, esses conduzem com grande cuidado, bem ao contrário de muitos outros. Eles lá sabem por quê: é o seu trabalho e a sua saúde que está em causa, se atropelarem alguém podem ter sérios problemas.
Não discordo totalmente de si, mas eles também fazem muitas asneiras. Sinais vermelhos não existem, andam nas pistas ao contrário, sei lá, já vi um pouco de tudo. Mas sim, nota-se que não querem sarilhos.
Comprovadamente, as maiores bestas em cima das bicicletas são mesmo os portugueses: estúpidos, arrogantes e cheios de direitos que acabaram de inventar mesmo ali. Só à chapada.
Tem razão, fazem muitas mas não querem sarilhos, até porque a grande maioria não fala português, é complicado para eles.
E quando chamados à atenção pedem desculpa e seguem.
As bicicletas vêm pelo passeio e depois atravessam nas passagens de peões, obedecendo assim a um Código da Estrada muito particular.
E quando chamados à atenção mostram o dedo do meio.
E estou a falar como peão.
eles também fazem muitas asneiras
Sim. Toda a gente faz. Mas os condutores da Glovo têm consciência daquilo que estão a fazer, e sabem travar quando é necessário. Digo isto por experiência própria!
as maiores bestas em cima das bicicletas são mesmo os portugueses
Exatamente. Não todos, claro, longe disso. Mas alguns são umas verdadeiras bestas.
Parece que atualmente começa a haver muitos problemas similares, atropelamentos não por bicicletas mas sim por trotinetas. Que, ao que parece, provocam danos físicos muito substanciais, que não se curam com meia dúzia de pontos – alguns parece mesmo que totalmente incuráveis.
Y es que todas las preocupaciones provienen del miedo a morir o a vivir.
Todo: el trabajo, la duda vital, el amor, el sexo… Todos los temores aparecen cuando eres consciente de tu propia mortalidad.
“…provocam danos físicos muito substanciais, que não se curam com meia dúzia de pontos – alguns parece mesmo que totalmente incuráveis.”
danos físicos totalmente incuráveis? Quer dizer que se morre atropelado por uma trotineta?
Claro que há danos físicos incuráveis. Se você tiver uma certa idade e fôr atropelado por uma trotinete, tem boas hipóteses de partir uma anca, por exemplo, ou de dar um golpe forte com a cabeça no chão. Qualquer dessas coisas pode muito bem não o matar, mas deixar-lhe sequelas físicas e/ou mentais irrecuperáveis. Exemplos abundam.
Morre-se atropelado por uma trotinete.
Só quem não faz a mínima ideia do peso daquilo com uma pessoa (ou duas) em cima, lançado a uns bons kms/hora numa recta ou, pior ainda, numa descida, é que acha que só se fica com umas nódoas negras
E então se a pessoa tiver 70 ou 80 anos e tiver osteoporose não sobra nada.
E em Portugal já há pessoas tetraplégicas, conheci uma turista inglesa, por acaso com vinte e poucos anos.
Desejo-lhe assim boa sorte quando sair à rua na cidade pois, pelos vistos, sai pouco.
houve detidos no Barreiro por corridas.
os governos deste pm «desperdiçaram 6,5 mil milhões de €» sem serem corridos
Realmente não se admite, em plena ditadura militar um ciclista atropelar o filhinho do sr major.
Isto sim é que eram notícias.
O Carlos Sousa não leu a notícia até ao fim.
Aliás nunca as lê.
Nem era bem um ciclista. Como foi na província, era um “popular”.
Em 1927, em plena ditadura militar, uma notícia com quinze dias de atraso, em que entra um atropelamento dum filhinho de um major dá que pensar. Dá que pensar não haver notícia da prisão do ciclista que provocou os ferimentos na criança, e a polícia é acusada de deixar os ciclistas andar em excesso de velocidade.
Naquele ano no Largo do Terreiro não haveria muitos ciclistas, comparado com a Holanda que até a Rainha andava de bicicleta, o que não seria difícil apontar o sprinter ciclista.
Não havia telemóveis a filmar.
Nem gente naquela rua, mesmo agora que há ninguém se quer chatear como testemunha, ninguém viu nada e quem viu pira-se antes de chegar a policia.
E se calhar ninguém gostava do major lá em Leiria
É impressão minha, ou o revisor de altura deixou passar a falta de um “i” no corpo da notícia?
O país ainda não tinha virado a página da austeridade.