É preciso enterrar el-rei Sebastião
À hora a que escrevo, ignora-se ainda quem será o vencedor na corrida à presidência do PSD. Mas sabe-se já quem será um dos derrotados. O D. Sebastião. Esse mesmo, que ainda há uma semana o nosso “jornalismo político” garantia, numa ensurdecedora algazarra mediática, que seria o grande regenerador da social-democracia agonizante.
Esse ou outro Sebastião, tanto faz. Como escreveu Manuel Alegre, “É preciso enterrar el-rei Sebastião / é preciso dizer a toda a gente / que o Desejado já não pode vir. / É preciso quebrar na ideia e na canção / a guitarra fantástica e doente / que alguém trouxe de Alcácer Quibir.”


Nao faça já o funeral ao homem!
Ele próprio cavará a sua sepultura.
Be, isto lembra-me um comentário que vi há semanas num blogue: “Paulo Rangel julga-se um São Sebastião”…Confesso que a ideia de Rangel preso a um poste, seminu e crivado de flechas não é das coisas que mais me entusiasma.