Li numa rede que Ricardo Araújo Pereira gozou largo na Sic com as medidinhas de apoio aos jovens e fui ver. Boas malhas, ainda que o PM tenha ajudado por desta vez ter sido ainda mais cómico do que de costume. Já que estava com a mão na massa aproveitei e vi a Circulatura do Quadrado, cujo prato de resistência era a reunião do Conselho de Estado, as fugas e o mutismo de Costa. Pacheco latinizou com umas tretas jesuíticas para desculpar Costa, Alexandra falou, como habitual, pelos cotovelos, e, como habitual, não disse nada, e Lobo Xavier acertou tudo na mouche se admitíssemos, como ele, que este Presidente respeita a instituição e por isso o órgão Conselho, a que preside, não pode ser menoscabado.
Sucede que o Conselho existe para aconselhar o Presidente e o inteirar de pontos de vista porventura diferentes de pessoas com perfis, responsabilidades e experiências de vida muito diversas. Ora, Marcelo não precisa que o aconselhem porque de estratégia económica para o país não tem na cabeça modelo nenhum que preste, ou o que tem é insusceptível de mudança que não seja pilotada pela popularidade, e sobre questões sociais ou de política externa tem pelo menos três ideias concorrentes, consoante de onde soprar o vento. Nenhuma todavia que vá para além daquilo de que realmente sabe, e que é rodilhice, manipulação, disse-que-disse, fulanizações, arraiais e popularices – o que, no conjunto, constitui o que julga ser a política, e com ele boa parte das pessoas que lhe ouvem os discursos e as declarações, uns e outras gravados na areia.
Houve “mentiras” sobre o que lá se passou (segundo o PM), fugas, e uma perrice; e vai na imprensa e no comentariado uma perplexidade que deve durar pelo menos três dias.
É pouco provável que venhamos a saber quem dos que estavam (além do PM, que lá não disse nada e à comunicação social o que não devia), ofendeu a dignidade do órgão, traindo as suas regras ao dar com a língua nos dentes.
Mas Marcelo preside. E, fatal como o destino, uma reunião do Conselho de Estado teria de se parecer com uma assembleia de condóminos.

Um “Conselho de ” estado” que incorpora anacletos e césares…lembra uma criação de Groucho Marx…
JSP
JSP então quem é que seriam os do Conselho de Estado?
Aqueles que nos apetecesse ou haver uma eleição conjunta das eleições gerais, com lista A,B,C,D conforme as várias tendências do proponentes?
E, já agora, Cavacos….
Conselho do triste estado a que chegámos.
Marcelo, o pior Presidente da nossa História.
Costa, o pior primeiro-ministro da nossa História.
Merecíamos melhor sorte.
O expendido nas duas primeiras frases está certíssimo.
Quanto a merecermos melhor sorte… Eu merecia, porque não votei nele. Portanto, terá de haver castigo para quem nele votou. Agora toda a gente diz que não votou nele. Mas a verdade é que não foram os espanhóis que vieram cá votar. OLG
O conselho de estado desta vez fez um bom retrato do estado do concelho. Ao menos não temos de esperar 30 e não sei quantos anos. Coitado do historiador que tenha de fazer o relato, ou se dê a si mesmo a incumbência de o fazer, do que esta gentinha desqualificada que nesta era destrata o país e os portugueses pensa e diz.
A Marcelo, que precisa que o aconselhem, pois não tem modelo económico nenhum na cabeça que valha a pena como estratégia para o país. Porém, o que faz a economia na cabeça dum PR senão ocupar espaço? Nada. Faz ele muito bem em o preencher com o seu ego. Não é novidade, lembrando o mergulho no Tejo. E resultou. As águas estão mais limpas para as corvinas o subirem e fazerem o seu parto descansadas. Acontece que, ainda com os filhotes dentro da barriga, elas são caçadas sem piedade por predadores que falam para exibir o seu ego. Um dia não haverá corvinas. Marcelo também já cá não está, mas continuará a haver Conselhos de Estado onde se faz mais necessário que um PR aconselhe do que seja aconselhado. Afinal, o que faz um modelo e uma estratégia económica na cabeça de um PR? Tudo, perante os deslumbramentos egocêntricos de PM com maiorias absolutas. Serão assim as popularices do PR tão nefastas? Ah… quem precisa de corvinas quando temos o turismo para encher os bolsos, destruir a orla marítima e idosos conselheiros de Estado. Já escrevia Kant que todo o conhecimento começa com a experiência, mas nem todo deriva dela. Só Deus na causa para este país, pelo menos como postulado como defendia o ilustre filósofo.
Ao início muita gente achava piada ao facto de o PR botar faladura sobre tudo e mais alguma coisa – e continua – agora não é tanto assim. Será que esqueceu o provérbio: “Quem muito, fala pouco acerta”?
Papagaios, incompetentes e parasitas.