
Ana Lima: «Nada tenho contra os antigos alunos do Colégio Militar, nem contra os actuais ou os futuros, nem mesmo contra a instituição em si. Não conheço bem as razões do protesto, para além do que se tem sabido através da comunicação social (por exemplo, aqui). Suponho até que a “acção de luto” poderá ter sido bem pensada e, com os meios de que dispõem, chegará a muitas pessoas (eu própria contribuo para tal com este post). Mas a verdade é que não gostei de ver isto.»
Teresa Ribeiro: «A honestidade que deriva da falta de habilidade para mentir não é uma qualidade, é uma limitação.»
Eu: «O mundo de Patricia Highsmith (1921-1995), como justamente assinalou Graham Greene em prefácio destinado a esta edição, é “irracional e claustrofóbico”. Entramos nele sempre »com uma sensação de perigo pessoal” e raramente adivinhamos o seu desfecho. Os norte-americanos, que adoram etiquetas e rótulos, apressaram-se a catalogar esta sua compatriota que optou por morar os últimos 32 anos de vida na Europa entre os autores de “suspense e mistério”. Puro logro: ela é muito mais que isso. Qualquer tentativa de definição precisa da sua obra dentro dos parâmetros clássicos está condenada ao fracasso.»
