Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Nathaniel Hawthorn, ” A Letra Escarlate”

Passagem a L-Azular: “Ela tinha vagueado, sem regra ou orientação num deserto moral… O seu intelecto e o seu coração tinham o seu próprio lar, por assim dizer, em lugares desertos, onde ela vagava tão livremente como o índio selvagem, livre, nas suas florestas… A letra escarlate era o seu passaporte para regiões onde as outras mulheres não ousavam pisar. A ergonha, o desespero e a solidão foram seus professores — severos e selvagens — e fortaleceram-na, mas ensinaram-lhe também muitas coisas erradas.”

Que entenderá o autor por “coisas erradas”? Por falar o que pensava? Por desdenhar do puritanismo? Por dar asas à sua sexualidade? Por engravidar de um ” homem de Deus” que retribuía os seus sentimentos? Por não ser escrava do um macho que não amava? Valha-a Deus, criatura! Bem haja por demonstrar fibra,  trilhar o caminho das silvas e vencer, um amargo e solitário triunfo, mas sempre uma vitória. 

(Imagem Google)

13 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. A mulher começou a errar logo no Paraíso quando deu a dentada na maçã, não devia. E depois foi toda uma sucessão de erros até aos nossos dias.

      1. Adão e Eva, sozinhos no Paraíso, ele todo nu e ela, marota, põe-se a dar dentadinhas na fruta. É claro que estava mesmo a pedi-las, e por causa desse erro agora somos quase 8 biliões.

          1. Como é que você sabe que ele tinha uma parra? Viu por acaso? Se calhar até era uma folha de palmeira que ele tinha a tapar as partes pudibundas, sabe-se lá. Sabe-se é que eles estavam os dois sozinhos e a Eva é que começou com o farrobódó, depois apareceu a serpente e deu-se a metamorfose. E é o que se sabe até hoje.

          2. Quer dizer que no seu tempo de catequese mostravam-lhe o frouxo nu?! Uau! Era a parra homem, tudo com muita parra e pouca uva. Essa da palmeira faz-me lembrar a velha anedota do chinês. E sabe lá você a quem encantava a serpente. Não seria seguramente a Eva que descartou logo a maçã, mas garantidamente quem ficou para todo o sempre com ela entalada na garganta. Assim rezam as escrituras. Só não sei se o partido tem escrituras destas ou só de imóveis.

        1. Somos oito mil milhões — 8.000.000.000 — mil milhões, 9 zeros
          Oito biliões é — 8.000.000.000.000 — 1 milhão de milhões, 12 zeros

          1. Ó V tem calma, informa-te lá melhor porque parece que não é assim tão claro. Nos Estados Unidos da América, no Reino Unido e no Brasil é assim está correcto.

  2. Eu também achava que a mulher, soprada de uma costela do homem, tinha sido um erro, pelo menos um lapso, de Deus. Ou apenas a prova da Sua fadiga, após a Criação. Mas depois de ler o comentário de Carlos Sousa, tenho de admitir que devem ter alguma coisa de certo e bom.

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