
José António Abreu: «É claro que hoje em dia a assunção de Nossa Senhora seria imediatamente travada por um míssil Patriot.»
Teresa Ribeiro: «Não pretendo discorrer sobre o machismo da hierarquia católica, pois estou ciente de que não acrescentaria nada de novo à discussão. Permitam-me antes que exponha a perplexidade que este assunto desperta na minha alma protestante. Quando medito nele pergunto-me sempre como é que o culto mariano, que nós não praticamos e que a nossos olhos se revela como uma incompreensível subalternização de Jesus Cristo, pode conviver com esta teimosa exclusão das mulheres.»
Eu: «Amélia Mingas, ex-directora executiva do Instituto Internacional de Língua Portuguesa: “Há um acordo que não tem razão de ser. Porque o que se nota são alterações tendo em conta o desenvolvimento da língua portuguesa no Brasil.”»

Pegando nas palavras da Teresa:
O culto mariano é profundamente machista. Aliás, ele foi criado pelos “patriarcas” da Igreja Católica. Em que é que se baseia esse culto? Numa mulher que deu à luz virgem e que simboliza a docilidade materna. Um exemplo de virtude e pureza. Nada disso vem expresso no Novo Testamento. Aliás, Maria raramente aparece, nos Evangelhos, e quando o faz, o próprio filho é bastante brusco com ela (nem sequer a denomina de mãe). A Virgem Maria, tal como a conhecemos, é uma fabricação da machista Igreja Católica. Assim como a arrependida, ex-prostituta, Maria Madalena.
Só agora li, Cristina, mas ainda a tempo de dizer: “Amen” ;)))