Pensamento da Semana


Maria Dulce Fernandes,

 

images.jpeg-1.jpg

O Verão é bom. Tem luz, cor e cheiro próprios e sempre, mas sempre demasiado calor. É a altura ideal para se trancar portas e ir a banhos, desertando dos grandes centros urbanos onde se constroem as decisões, até porque no Sítio do Ócio pode-se andar leve e arejado, quase nu,  sem que haja reparo ou indecoro.

Não seria porventura esta a época propícia à execução de um golpe de estado, uma revolução, uma inversão de pólos, qualquer acção que provocasse uma reacção nos descontentes de bancada? Uma coisa em grande, que nos remeta ao movimento primaveril de 74, mas em bom, mais sísmica na escala de Méxete, para abanar bem o sarro que vai nas placas tectónicas do pensamento lusitano, porque apanhar-nos desprevenidos, quase nus e com um baldinho na mão, em verdade vos digo, já não provocaria grande abalo, viesse da esquerda, da direita, de Marte ou do centro da terra, tal é a apatia das gentes. 

Ou quem sabe bastasse apenas passar mais de duas horas pendurado de cabeça para baixo na Feira de S. Mateus para irrigar os neurónios?

(Imagem Dreamstime/Google)

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

30 comentários em “Pensamento da Semana”

  1. INTERVALO
    Marcelo, o apressado porta voz de Belém lá vai entretendo a paciente plateia na ausência furtiva e metódica do emoldurado presidente.

    1. Tenho um pensamento recirrente, sempre que o PR fala na TV. E se…
      E se houvesse uma revolução a sério, qual seria a reacção do Professor ? Dar a outra face não podia, até porque já perdeu todas as faces. Faria ele o quê? Ia para o Carmo e a Trindade? Fico curiosa, é só.

      1. Iria diligente ao quartel onde cumpriu o serviço militar pedir um atestado de amor à pátria com destaque para presença na guerra do ultramar.
        Na qualidade de emplastro não se compara ao Fernando que é puramente genuíno.

      2. A “Situação” não o permite (e sem autorização superior, do clube Bilderberg e NATO etc,nada se mexe) e até é aplaudida,a situação, pela UE e pelos fantoches ao “leme” de França e Alemanha etc,e qual cereja no topo do bolo abençoada pela “nova” Igreja Romana sem portas nem janelas. Nota importante: não sou adepto de Putin ou sequer da Russia, nem compro made in China.

        1. Muitas situações criam-se sem permissão. Infelizmente grande parte não se resolve com um aflorar delicado, como diria Sarah Bernhardt, e na maior parte dos casos, sopram com o Euro com aroma a rublos bafientos.

          1. Pensar que se pode (com sucesso tal como no século passado)fazer um golpe de Estado no actual quadro/sistema do mundo ocidental é irrealista e revelador de muito desconhecimento . Só será possivel (em tese) uma mudança (por golpe etc) com a actuação simultanea em vários países ao mesmo tempo e de forma articulada .
            https://novomundo111.blogs.sapo.pt/a-nova-ordem-estupidologica-15582

          2. Em África acontece quase todas as semanas, Ricardo. Antigamente havia uma expressão, racista e estúpida, “país de pretos” que significava deixa andar, tudo ao molho e fé em Deus. Sei que Portugal está na Europa, mas será que há no velho continente outro ” país de pretos” mais evidente do que o nosso?

          3. Tem toda a razão, nem todos os Povos em África são pretos, realmente é uma expressão racista e estúpida.

  2. Não é melhor deixar a mãe natureza de fora das nossas revoluções? É que a coitada já tem o problema das alterações climáticas, se lhe vamos adicionar as nossas revoltas então é que ela se baralha toda.
    Já imaginou? Um dia lindo, um sol maravilhoso, a gente com os tarecos todos preparados para fazer a revolução e depois cai uma carga de água, o que é que fazemos?

    1. A mãe natureza é a maior revolucionária de todos os tempos. E depois basta prnsar que quem anda à chuva, molha-se. E chover no molhado é igual ao litro, por isso assim como assim, vamos lá tomar isto de assalto! Bora!

      1. Calma, agora estou a almoçar. Lá para a tardinha tá bem, mas tem de ser uma coisa rápida que eu quero ver a novela.

          1. Qual SCAR-L qual carapuça, meia dúzia de palavras bem apontadas fazem mais estragos que um ECU.
            “A cantiga é uma arma
            E eu não sabia
            Tudo depende da bala
            E da pontaria
            Tudo depende da raiva
            E da alegria
            A cantiga é uma arma
            De pontaria
            Há cante por interesse
            Há quem cante por cantar
            Há quem faça profissão
            De combater a cantar
            E há quem cante de pantufas
            Para não perder o lugar
            A cantiga é uma arma
            E eu não sabia
            Tudo depende da bala
            E da pontaria
            Tudo depende da raiva
            E da alegria
            A cantiga é uma arma
            De pontaria
            O faduncho choradinho
            De tabernas e salões
            Semeia só desalento
            Misticismo e ilusões
            Canto mole em letra dura
            Nunca fez revoluções
            A cantiga é uma arma (contra quem?)
            Contra a burguesia
            Tudo depende da bala
            E da pontaria
            Tudo depende da raiva
            E da alegria
            A cantiga é uma arma
            De pontaria
            Se tu cantas a reboque
            Não vale a pena cantar
            Se vais à frente demais
            Bem te podes engasgar
            A cantiga só é arma
            Quando a luta acompanhar
            A cantiga é uma arma
            Contra burguesia
            Tudo depende da bala
            E da pontaria
            Tudo depende da raiva
            E da alegria
            A cantiga é uma arma
            De pontaria
            Uma arma eficiente
            Fabricada com cuidado
            Deve ter um mecanismo
            Bem perfeito e oleado
            E o canto com uma arma
            Deve ser bem fabricado
            A cantiga é uma arma (contra quem camaradas?)
            Contra a burguesia
            Tudo depende da bala
            E da pontaria
            Tudo depende da raiva
            E da alegria
            A cantiga é uma arma
            De pontaria
            A cantiga é uma arma
            Contra a burguesia
            Tudo depende da bala
            E da pontaria
            Tudo depende da raiva
            E da alegria
            A cantiga é uma arma
            Contra a burguesia.”

          2. É por termos ido em cantigas dessas, que chegámos aos fundilhos do fundo. Os GAC esses militantes da esquerda caviar, com tendências prateleirais não assumidas é que fizeram bem em não ir em mais cantigas. Deixaram o ópio para o povo. Eu disse ópio? Bolas , pah , queria dizer “o pio(r)”

          3. Depois dessas cantigas vieram outras e depois destas outras virão mas o conteúdo é sempre o mesmo enquanto deixarmos a demagogia e o populismo dominar os canais de informação.

            “Sou da geração sem remuneração
            E nem me incomoda esta condição.
            Que parva que eu sou!

            Porque isto está mal e vai continuar,
            Já é uma sorte eu poder estagiar.
            Que parva que eu sou!
            E fico a pensar,
            Que mundo tão parvo
            Que para ser escravo é preciso estudar.

            Sou da geração ‘casinha dos pais’,
            Se já tenho tudo, para quê querer mais?
            Que parva que eu sou!
            Filhos, marido, estou sempre a adiar
            E ainda me falta o carro pagar,
            Que parva que eu sou!
            E fico a pensar
            Que mundo tão parvo
            Onde para ser escravo é preciso estudar.

            Sou da geração ‘vou queixar-me para quê?’
            Há alguém bem pior do que eu na tv.
            Que parva que eu sou!
            Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
            Que esta situação dura há tempo demais
            E parva não sou!
            E fico a pensar,
            Que mundo tão parvo
            Onde para ser escravo é preciso estudar.

            Sabe quantos anos tem esta canção?

          4. «…Sou da geração ‘casinha dos pais’…»

            Curioso este verso, tendo em conta que a canção foi lançada em 2011, por tanto, não se sabe a que geração o dr. Pedro Martins se refere pois para todos aqueles que nasceram até à Década de 80 do Século XX começava-se a trabalhar entre os 16 e os 18 anos, os homens ainda tinham que cumprir o Serviço Militar caso contrário teriam muita dificuldade em arranjar trabalho, e aos 23 anos, grande parte dos Portugueses já vivia sozinho ou constituía família.

            Era esta a realidade de Portugal até 2012, quando foi subvertida pelo XIXº Governo liderado pelo ex-Primeiro-Ministro, Pedro Coelho.

          5. “todos aqueles que nasceram até à Década de 80 do Século XX começava-se a trabalhar entre os 16 e os 18 anos” e a estudar e trabalhar. Mesmo! Escrever sobre o que não se viveu e só se ouviu falar é muuuitooo fácil.

          6. É como lhe digo a canção foi lançada em 2011 pelo dr. Pedro Martins, não sei a geração a que se refere tendo em conta que a realidade em Portugal era conforme eu descrevi no meu comentário, até ser subvertida pelo XIXº Governo liderado pelo ex-Primeiro-Ministro, Pedro Coelho, que destruiu a economia e o trabalho, promoveu o desemprego, destruiu famílias, e fez com que uma grande quantidade de pessoas na casa dos 20/30/40/50 anos – com a vida feita – fossem submetidas ao desemprego e a voltar para casa de familiares ou dos Pais.

            «…e a estudar e trabalhar…»

            Lamentável que os liberais/maçonaria tenham acabado com Ensino Nocturno, que muita falta faz a este País.

  3. O mê subchefe:—-Estou a ver tudo negro! Tens de me dizer o que intentavas quando fardado de general te introduziste no quartel.
    —Marchar sobre S. Bento !
    Sabe-se que o tresloucado acabou na ala circular do Miguel Bombarda. Já fechou e hoje os
    que eram loucos andam ao léu.
    Talvez daí venha a salvação.

    1. Ah, Rilhafoles! Só o nome traz-me uma saudade! A minha bisavó Julia costumava dizer daqueles que não tinham os cinco alqueires bem medidos, que tinham fugido de Rilhafoles!
      Hoje já não há hospitais. Nem para loucos ou para sãos e isso de ser são é muito subjectivo.

  4. Nem revolução nem sequer involução. Talvez dissolução.
    Golpe de estado teria de ser no Largo do Rato. Mas os antecedentes históricos são maus. Houve em tempos um pronunciamento de marinheiros que ocuparam o Largo do Rato. Acabou mal. Como comentaram jocosamente os adversários, foram beber água ao Rato.
    Não virá nada de novo e vem tudo de novo. No Verão e em todas as outras estações. Se não erro, Portugal é já o país da UE com maior número de multas e condenações por não transpor em tempo as directivas da União.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *