
Nação, palavra proibida de Janeiro a Dezembro. E que só ressuscita três dias por ano, a propósito do chamado debate do Estado da Nação (adaptação lusitana do original norte-americano State of the Union).
Caída a cortina parlamentar, voltamos ao proibicionismo militante. Nação, termo interdito. Remetido para o segundo verso do Hino, só entoado em três ou quatro estádios de futebol.
Fala-se de país (pequeno), de Estado (grande), de lugar, de rectângulo. De sítio, de coisa. Até de choldra. Como se fossem sinónimos. Como se fossem termos mais apresentáveis para nos designar.
Mas não são.

O mesmo se poderá dizer de “Pátria”.
Mas pelo menos não há nenhum debate anual no parlamento com a designação hipócrita, e até cínica, de “Estado da Pátria”.
Talvez “Estado da Pária”?
A culpa é do entrevistador. Atendendo à pouca experiência do entrevistado na função devia focar a entrevista onde se pudesse aprender algo com o personagem. Mas os temas seriam pão, farinha, fermento, etc.
“E que só ressuscita três dias por ano…”
Acho que agora são só dois dias, um já foi e o próximo parece que é em Setembro. Se não houver jogos da selecção feminina, claro.
Deixem o homem em paz, os comunistas não estão a fazer mal a ninguém. É preciso afinar a pontaria.
Aarão não percebeu. é a CNN a ser atingida.
Atrapalha a narrativa.
Nação implica o desejo de ser diferente. Senão para que é que existe?
Ora o regime só quer copiar os outros e que todos sejam iguais entre si.
Portugal está a morrer.
Já o Estado da Nação existe como espectaculo de combate de gladiadores e para a SIC fazer apresentações “suits”+”media de referência” kitsch. Falha-me a memória de publicidade de TV tão pretenciosa…