O Almirante


Pedro Correia,

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Enquanto outros assuntos vão dominando a agenda noticiosa, convém espreitar a chamada imprens tablóide – a mais lida em Portugal. O Correio da Manhã tem dedicado atenção crescente, nas suas capas, a Henrique Gouveia e Melo.

Este súbito destaque, da passada quinta-feira, surgiu – por extraordinária coincidência – no dia seguinte ao do pronunciamento público da ministra da Defesa sobre a rebelião dos grumetes no navio patrulha costeiro Mondego quando recusaram zarpar do Funchal em missão que lhes havia sido ordenada.

O chefe do Estado Maior da Armada anunciara medidas disciplinares, com mão pesada. Helena Carreiras, ouvida no parlamento, mostrou-se de acordo: «As ordens não são negociáveis. Só há espaço para não obedecer a ordens ilegais. A disciplina militar é indispensável para assegurar a eficácia de missões, mesmo quando se discorda, ou em situações de elevado risco, inclusive de guerra.»

Em sintonia com o almirante.

 

Cada vez sinto menos dúvidas sobre as ambições presidenciais de Gouveia e Melo – que, sou capaz de apostar, já terá uma agência de comunicação a trabalhar para ele. É verdade que o próximo escrutínio para Belém só acontecerá em 2026, mas candeia que vai à frente alumia duas vezes, como dizia a minha avó.

Por via das dúvidas, vale a pena ir prestando atenção ao Correio da Manhã. 

42 comentários em “O Almirante”

  1. sou capaz de apostar, já terá uma agência de comunicação a trabalhar para ele

    Sendo o Pedro Correia um “assessor de comunicação”, certamente estará bem informado sobre isto.

    Se calhar, o próprio Pedro Correia faz parte da agência de comunicação que trabalha para o almirante.

    1. “Se calhar”, “parece que” e “acho que”: três bengalas verbais que em Tugal funcionam como ornamentos da estupidez.
      Alguns “investigadores” do IST estão bem ornamentados.

  2. A partir do momento em que montou aquele ralhete publico aos marinheiros do Mondego cá para o meu lado foice, com ou sem martelo.

    1. > A partir do momento em que

      … se foi fazer fotografar para uma daquelas cenas de revista cor-de-rosa nos Jerónimos.

      OK, já percebemos, vai ao colinho.

      1. “Uma televisão vende tudo – tanto um Presidente da República como um sabonete.”

        Tal como disse, num momento de singela sinceridade, um dos expoentes do jornalismo da paróquia.

        (A democracia é um subproduto da publicidade – os países que gastam mais de um certo montante em publicidade são democráticos.)

  3. Mais um flop…muito gostam os portugueses de criar flop’s. Foi assim com o Fernando Nobre e depois viu-se.
    Se administrar vacinas serve de currículo se calhar o veterinário da minha aldeia está melhor classificado, pelo menos sabe o que está a fazer e não vacina os animais à toa.

      1. Flop, ainda vá, agora flop’s não sei não.
        “Mais um flop…” mais um fracasso ou uma bolha.
        “..criar flop’s…” criar o que pertence ao fracasso (?) ou criar fracassos que, então, seria “criar flops”.
        Utilizando o já célebre e confuso/parolo ” ‘s ” para fazer o plural com siglas, nomes próprios e estrangeirismos dá neste flop’s .
        Em inglês ‘s significa possessão/pertença Queen’s house= casa da ou pertence à Rainha; King’s Gardens = Jardins do Rei.

          1. Não é “amaricano” é BD. Você como bom leitor não tem desculpa para não conhecer as onomatopeias da banda desenhada.

  4. Pedro Correia, não se assuste com o Almirante. Assustador, é ter um presidente de água doce como o Varandas.

  5. Vejam o cartaz gigante pendurado no muro do que foi o quartel da armada (Av. 24 de Julho). Pelas modernices “inclusivas” vê-se uma mulher fardada a preceito com pestanas falsas. Marias.
    ao

    1. Hó pá, Estemos como queremos, temos um verdadeiro modelo de forças armadas.
      Ou será que temos uma forças armadas
      de verdadeiros modelos?
      Enquanto estivermos na fase da dúvida, não há problema. O problema será quando tivermos certezas.
      O meus Deus vos acuda, se tiver tempo.
      Boa sorte.

  6. Começou por Magina da Silva, que todas as semanas aparecia na televisão até que se espalhou com a saída sobre os inspectores do SEF à saída de Belém (o que sempre me fez duvidar se ele teve um ataque de estupidez momentânea, se Marcelo plantou mais uma das dele).
    É uma ideia que me parece ter pernas para andar. Os portugueses, especialmente os abstencionistas, estão fartos desta bagunça e perfeitamente dispostos a apoiar quem aparente meter ordem nisto. Pessoalmente estou dividido. Nuca gostei de excessos mediáticos e o coronel que prosseguiu a vacinação manteve a eficiência sem aparecer nas pantalhas. Por outro lado tive um primo direito reformado como CMG que fez toda a carreira nos submarinos e reconheço a extraordinário escola de rigor e disciplina que isso impõe. Brincando um pouco, é como o apelido Passaláqua que não sei se me invoca uma ponte, se um recipiente que verte.

    1. o coronel que prosseguiu a vacinação manteve a eficiência

      Para mim não é óbvio que a vacinação tenha sido eficiente.

      Na segunda vacina que levei (lá para outubro de 2021), marcaram-me uma hora no Estádio Universitário de Lisboa. Lá chegado, verifiquei que o local de vacinação já não era no pavilhão onde fôra, mas num pavilhão a quase um quilómetro de distância, que me demorou dez minutos a percorrer. Chegado a esse novo local, verifiquei que havia uma bicha de umas vinte pessoas que estavam ali sem terem hora marcada, e que eu teria que esperar nessa bicha, apesar de ter hora marcada. Havia uma misturada entre as pessoas que tinham marcada a sua vacinação para uma determinada hora, e outras pessoas que apareciam à sua vontade.
      Para mim, isto são dois sinais de desorganização e de mau atendimento ao utente.

      1. Caro Balio
        Então, pá? ’tás passado?! «fôra», «bicha»?! Então, mandaste o AO90 às ortigas? Sabes quais são as Bases que estás a desobedecer ao escrever essas palavras da «antiga ortografia»?
        E o «óbvio», pá? Tens de escrever «óvio», pá. Olha a coerência!
        Boas pedaladas.

  7. até fico com saudades de…2026 !
    E essa da candeia é feliz, significando que se bem posicionado aos partidos tradicionais restará aceitar a candidatura.
    Sei lá…se calhar vai ser candidato unico, com a vantagem de ficar excluida uma segunda volta.

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