Em Democracia há sempre alternativa, por via de eleições. Só nos regimes autoritários é que a alternativa não existe. Seria bom que alguns agentes políticos, de líderes partidários da oposição ao presidente da república, se lembrassem disso.
Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

PORQUIDÃO
Só numa sociedade contaminada por embusteiros é que se mantém um governo que inventa um parecer blindado, através de dois ministros e reafirmado por mais três membros do governo em peça teatral de robertos movidos por arames.
Bem resolvido até o 1º ministro tinha que ir à vida por não extrair consequências de tão gritante e indecorosa manipulação nas suas barbas.
E o que fazer de um pasmado presidente que a todas as pantominas vai assistindo em modo tolhido e adiado..
já vivi em países democráticos
quando escrevem república leio ‘ribaldaria’
paleio a metro sem qualquer sentido
los medios de comunicación al servicio de sí mismos: censura, información, públicos y alternativas por Ramón Reig
The difference between a democracy and a dictatorship is that in a democracy you vote first and take orders later; in a dictatorship you don’t have to waste your time voting.
ao
“Em Democracia há sempre alternativa…”
É verdade, espero que os agentes políticos se lembrem das últimas eleições. Mas por acaso tenho curiosidade em saber como seria o PS a governar com maioria absoluta e o Chega como líder da oposição.
Não sei se Costa e Marcelo se lembram disso ou sequer, se disso têm consciência mas a realidade sugere fortemente que conduziram a situação política a um ponto de não regresso. O regime está esgotado e perdeu qualquer capacidade de regeneração.
“O regime está esgotado e perdeu qualquer capacidade de regeneração.”
O regime está esgotado?
Então em vez de um regime democrático, teríamos que regime?
Acabariam eleições, parlamento e Presidente da República?
Começou o concurso diário de dislates em caixas de comentários.
Nunca falha.
É irónico, pois o primeiro texto que tinha pensado para hoje era sobre trolls. Mas não me estava a sair como queria.
É um tema que, de forma ou de outra, acaba por vir sempre a propósito, João.
Estaria de certo a pensar no balio…
Fico a aguardar com muita expectativa.

Maria
O Pedro Correi não gosta da fruta, escreva uma cartilha de como devem ser os comentários.
Então o que é “o regime está esgotado” ?
Teremos de passar a regime de emirados ou a de coreanos do norte para regenerar?
> Acabariam eleições, parlamento e Presidente da República?
Pode-se ter isso tudo sem ter partidos políticos. Até mantendo a liberdade de associação política, simplesmente retirando aos partidos organizados qualquer espécie de direito especial.
Claro que nunca vai acontecer, primeiro cai o Carmo e a Trindade.
passante
“Pode-se ter isso tudo sem ter partidos políticos….”
Claro que não, mas não com o PS e prontus.
As maiorias absolutas são um perigo para quem se sente individual e colectivamente incomodado/prejudicado.
Nas Juntas de Freguesia a organização eventos, visitas, idas à praia é feita por pessoas ligadas ao partido do Presidente que com lógica arranjam “clientes” da mesma cor partidária. Não faltam protestos de “agora temos uma ditadura”, “é sempre para os mesmos”, mas quando são convidados não aparecem para não haver discussões. Na anterior Junta com outra cor partidária acontecia precisamente a mesma coisa.
Actualmente o que se está a passar em Lisboa, com o aumento da insegurança devido ao aumento do problema da droga, ainda está em banho-maria para se apurar se a culpa é do Presidente da Câmara ou do governo.
É verdade. Ainda há pouco mais de um ano se fez uma demonstração disso que escreve.
Bem verdade.
Sem dúvida, J. C.. “Em Democracia há sempre alternativa, por via de eleições…”.
Mas eleições num formato tanto quanto possível límpido, tipo: “um eleitor, um voto”. Estabilidades artificias, bovinas, não é grande democracia, não, não.
Na Democracia Totalitária não há.
Um governo de direita com programa de direita eleito pelo voto com 44% nunca seria autorizado governar pela SIC, TVI, RTP, Lusa, Expresso, Publico etc. Poderia fazer um simulacro de governo. Um governo tipo Durão Barroso em que muitos dos seus membros teriam “propostas irrecusáveis”…
Nunca esquecer que o jornalismo é o meio com que se legitima a violência politica e quebra de regras civilizacionais. E o jornalismo em Portugal é de Esquerda.
Nem vou entrar nas Organisações Internacionais e Tratados e como a burocracia por detrás aumenta o poder sem que os Tratados regressarem aos Parlamentos nacionais.
“Um governo de direita com programa de direita eleito pelo voto com 44% nunca seria autorizado governar pela SIC, TVI, RTP, Lusa, Expresso, Publico etc.” ???
Essa é boa, nunca seria autorizado pelo PR/AR por não ter a maioria.
Pode-se ter maioria com 41% dos votos por exemplo:
“Maioria absoluta precisa de 41% dos votos e uma boa distância para o segundo partido
São muitas as variáveis, explica João António, da CESOP: da distância entre os dois maiores partidos à dispersão geográfica, passando pelos votos brancos e nulos, tudo conta para fixar o horizonte da maioria absoluta.”
E estes são hoje apresentados como moderados e democratas:
“We are restricting freedom for the common good”: Irish Green Party Senator Pauline O’Reilly says that her government’s hate speech bill is about “restricting freedom,” and censoring views on gender identity if those views create “discomfort.”
Note que é possível ter-se a maioria parlamentar com 44% dos votos.
Portugal é um país que se gosta dizer Europeu moderno mas é como se fosse de partido único nos media.
Quase todos os jornais e todas as TV’s dizem-se de cen, curiosamente dão muitas vezes o palco moral à extrema esquerda.
Espanha, França, Itália, Grá Bretanha etc etc ao invés têm jornais conservadores, jornais de esquerda, jornais de centro – inclusive o centro extremista – o mais comum – …
Portugal suposto Europeu e moderno não, é algo sui generis.
Os jornais e TV’s portugueses têm todos a mesma opinião sobre tudo o que é relevante.
Obviamente isto cria um pensamento unico que leva a um regime de partido único de facto ainda que não seja de jure.
Mostra também o forte poder temporal da intolerância ligeira da cultura portuguesa.
Para um governo de direita ser autorizado, tem que ter o apoio de 116 deputados. Não é muito difícil, pois o PS já consegue isso há oito anos.
Para um Marxista Leninista tudo é de direita menos o Putin…
E na Catalunha?