DELITO há dez anos


Pedro Correia,

21523202_SMAuI.jpeg

 

Teresa Ribeiro: «Os Sopranos foi, durante anos, uma dependência. Nem o genérico podia perder, porque os primeiros acordes daquele excelente gangsta rap faziam logo subir a minha adrenalina. Mas claro que o grande responsável pela minha paixão canina foi o fabuloso James Gandolfini, o eterno Tony Soprano que ontem nos deixou. “A vida não tem cura” foi uma das suas frases mais famosas e certeiras. Pena ter-se confirmado aos 51 anos, quando ainda tinha tanto talento para nos dar.»

 

Eu: «Há pessoas que têm o dom de espalhar alegria em seu redor: pensei nisso muitas vezes ao escutar a gargalhada bem sonora do padre Lancelote, contagiante como poucas. Ou ao ouvi-lo cantar, com o seu vozeirão bem afinado, acompanhado à guitarra, em longos serões de divertido convívio no Clube Militar, na pousada de Coloane ou num dos típicos restaurantes chineses da Rua da Felicidade. Soube hoje que este homem bom faleceu segunda-feira, após internamento no hospital Kiang Wu. Deixou seguramente Macau mais triste. E Portugal, com esta morte, perdeu um dos melhores embaixadores de que há memória em terras do Oriente.»

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *