Também já fui muito feliz nessa praia, Por acaso era mais loiro que preto; O cabelo, que presumo ser o que se discute, a tonalidade. E também não nasceu lá, já o trazia com ela.
Pertence de facto ao concelho de Grândola, mas é bem mais próxima de Setúbal. Tróia é península de boas praias, sim senhor. Pernoitar por lá, exige. Não creio que o Algarve seja mais caro.
Bom dia Pedro Correia. Muito boa para caminhadas, devem estar lá, escondidas, muitas pegadas minhas. Água fria, opinião minha, naturalmente. Bom Domingo, saúde. António Cabral
Nos anos de 1962, 1963 e 1964 fiz campismo selvagem em Troia, num grande acampamento com milhares de tendas de campismo, já enraizado de anos anteriores. Éramos três lisboetas que sabiam nadar. A Praia de Troia, com barracas de praia, era na zona do rio voltada a Setúbal junto de uma Colónia Infantil da GNR, próximo do pontão de atracagem dos barcos de transporte de pessoas. Havia uma estrada de terra batida para sul, e a partir de 500 metros do cais formava-se um grande acampamento até à praia do oceano, as tendas quase que estavam montadas dentro de água. Os barracões dos pescadores serviam de mercearia desde o pão matinal, fruta, mercearias que vinham da praça de Setúbal, bem mais caro, e aos fins de semana com gira discos a pilhas havia bailes com músicas dos beatles e shadows à luz do petromax. Assim passavam férias milhares de pessoas, na maioria jovens, com famílias completas da região de Setúbal e doutras paragens. Diziam que aquela praia e toda a zona que se estendia o acampamento selvagem era do BES e aparecia um cobrador para se pagar 7$50. Não se sabia se era “treta” ou a sério por ser propriedade privada, mas muitos não pagávamos e venha o cabo do mar nos expulsar, dizíamos. Julgo que em 1965 apareceu uma construção que chamamos “O Palheiro” (?) e seria o início da Torralta, não sei ao certo. O entretimento daquele tempo era ver os golfinhos que vinham brincar nas ondas à nossa frente e na maré baixa apanhar canivetes para grelhar numa chapa ou fazer com arroz. Passados uns anos, quando ia de férias para o sudoeste alentejano, fazia a viagem atravessando no ferry boate com o carro e seguindo para sul, já sem reconhecer o local.
Em Troia, de Setúbal bairro inculto
Nasceu o preto castiço, de quem falo
Temos aqui um Bocage.
Também já fui muito feliz nessa praia, Por acaso era mais loiro que preto; O cabelo, que presumo ser o que se discute, a tonalidade. E também não nasceu lá, já o trazia com ela.
Pertence de facto ao concelho de Grândola, mas é bem mais próxima de Setúbal. Tróia é península de boas praias, sim senhor. Pernoitar por lá, exige. Não creio que o Algarve seja mais caro.
O Algarve é grande, há lá de tudo. Caro e barato.
Bom dia Pedro Correia.
Muito boa para caminhadas, devem estar lá, escondidas, muitas pegadas minhas.
Água fria, opinião minha, naturalmente.
Bom Domingo, saúde.
António Cabral
Viva, meu caro.
Fria, sim. Mas do outro lado, na Arrábida, é mais fria ainda.
Saúde!
Poderá ser um momento único mas as cores parecem bastante irreais
Nos anos de 1962, 1963 e 1964 fiz campismo selvagem em Troia, num grande acampamento com milhares de tendas de campismo, já enraizado de anos anteriores. Éramos três lisboetas que sabiam nadar.
A Praia de Troia, com barracas de praia, era na zona do rio voltada a Setúbal junto de uma Colónia Infantil da GNR, próximo do pontão de atracagem dos barcos de transporte de pessoas.
Havia uma estrada de terra batida para sul, e a partir de 500 metros do cais formava-se um grande acampamento até à praia do oceano, as tendas quase que estavam montadas dentro de água.
Os barracões dos pescadores serviam de mercearia desde o pão matinal, fruta, mercearias que vinham da praça de Setúbal, bem mais caro, e aos fins de semana com gira discos a pilhas havia bailes com músicas dos beatles e shadows à luz do petromax. Assim passavam
férias milhares de pessoas, na maioria jovens, com famílias completas da região de Setúbal e doutras paragens.
Diziam que aquela praia e toda a zona que se estendia o acampamento selvagem era do BES e aparecia um cobrador para se pagar 7$50. Não se sabia se era “treta” ou a sério por ser propriedade privada, mas muitos não pagávamos e venha o cabo do mar nos expulsar, dizíamos.
Julgo que em 1965 apareceu uma construção que chamamos “O Palheiro” (?) e seria o início da Torralta, não sei ao certo.
O entretimento daquele tempo era ver os golfinhos que vinham brincar nas ondas à nossa frente e na maré baixa apanhar canivetes para grelhar numa chapa ou fazer com arroz.
Passados uns anos, quando ia de férias para o sudoeste alentejano, fazia a viagem atravessando no ferry boate com o carro e seguindo para sul, já sem reconhecer o local.