DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Ana Vidal: «Com o fecho dos cinemas no Cascais Villa (as salas estavam em péssimo estado mas o cartaz era quase sempre bom) acabou-se a possibilidade de ver bons filmes na zona de Cascais-Sintra. Felizmente ainda existe o Atlântida, em Carcavelos. É provavelmente o último e o mais improvável bastião do bom cinema por aqui, com filmes menos comerciais mas de qualidade garantida. Fica num centro comercial velhinho, com quase todas as lojas já vazias, o que não augura nada de bom. Se fechar – e é mais do que provável que acabe por fechar também – daqui para a frente, para ver um bom filme os cinéfilos mais exigentes vão ter de ir a Lisboa. E assim vamos andando para trás.»

 

José António Abreu: «Apesar de todos sabermos que na internet se encontram as opiniões mais absurdas que é possível imaginar expressas da forma mais convicta em que é possível exprimi-las, quando se levava em conta que o objecto da crítica era o livro Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski, generosamente agraciado por Wendy com uma estrelinha, era inevitável pensar: não pode ser a sério. Não era.»

 

Eu: «Um ministro ameaçou Adriano Moreira, enquanto presidente da Academia das Ciências de Lisboa, de “extinguir” esta instituição caso não estivesse “ao lado do Governo” na autorização ao “desacordo” ortográfico, nos idos de 2008. Não por motivos linguísticos, não por motivos culturais, mas por motivos políticos. Assim, com todas as letras. A revelação surgiu num depoimento prestado na Assembleia da República e que, estranhamente, não foi notícia. Mas devia ser.»

Um comentário em “DELITO há dez anos”

  1. o fecho dos cinemas no Cascais Villa

    E agora foi o próprio Cascais Villa que fechou.

    Fica um mono, ainda por cima feiíssimo, ali no meio da cidade.

    E há tanta falta de habitação…

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