Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos:  Ann Cleeves – O Caçador de Mariposas

“Vera pensou por um instante que poderia ter conseguido um homem se se tivesse composto um pouco melhor, mas decidiu que nenhum homem valia o tempo que levaria para betumar o rosto pela manhã, quando  poderia, em vez disso, tomar mais uma chávena de chá.”

Passagem L-azulada. Denuncia enxovalho. Deveria ler-se: “Devia ter andado lavadinha e arranjada, como qualquer senhora virtuosa deve andar. Devia alimentar-me com saladas e frutas para não parecer tão, como dizer… cheia? E desmazelada também. Poderia ter tido um homem bom que a quisesse, é verdade, mas em contrapartida tem uma série deles (no bom sentido, claro), trá-los todos em grande afã, apesar de estar sempre ciente de que se fala que as mulheres vieram ao mundo para servir os homens”. Pois sim…

(Imagens Google)

8 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. encontrei Corvo negro a pensar que era de Poe

    estou a ler ao deitar para aliviar as fadigas dum dia de trabalho e um trânsito infernal com dentes de fora mal lavados
    RUDOLF STEINER
    LA SOGLIA DEL MONDO SPIRITUALE

        1. A diferença entre um anónimo e um heterónimo não é abismal, verdade seja dita. O heterónimo tem a vantagem de ser ” conhecido”. Mesmo se mudar o estilo é detectável, mas acabará sempre por ser um heterónimo de um heterónimo, de outro heterónimo, e por aí fora se nunca se conhecer o original, que, quem sabe, poderá até ser um heterónimo de um anónimo.

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