
Hoje lemos: Ann Cleeves – O Caçador de Mariposas
“Vera pensou por um instante que poderia ter conseguido um homem se se tivesse composto um pouco melhor, mas decidiu que nenhum homem valia o tempo que levaria para betumar o rosto pela manhã, quando poderia, em vez disso, tomar mais uma chávena de chá.”
Passagem L-azulada. Denuncia enxovalho. Deveria ler-se: “Devia ter andado lavadinha e arranjada, como qualquer senhora virtuosa deve andar. Devia alimentar-me com saladas e frutas para não parecer tão, como dizer… cheia? E desmazelada também. Poderia ter tido um homem bom que a quisesse, é verdade, mas em contrapartida tem uma série deles (no bom sentido, claro), trá-los todos em grande afã, apesar de estar sempre ciente de que se fala que as mulheres vieram ao mundo para servir os homens”. Pois sim…
(Imagens Google)

encontrei Corvo negro a pensar que era de Poe
estou a ler ao deitar para aliviar as fadigas dum dia de trabalho e um trânsito infernal com dentes de fora mal lavados
RUDOLF STEINER
LA SOGLIA DEL MONDO SPIRITUALE
Bem pior seria se se tratasse de os dentes de dentro!
xarneca um heterónimo escondido com a vergonha do que enche a cavidade de um osso de fora.
Hum… e se fosse um osso de dentro, teria um estilo diferente?
É para acertar naquela do escondido com o rabo de fora.
Mas, pra quê esta habilidade?
A diferença entre um anónimo e um heterónimo não é abismal, verdade seja dita. O heterónimo tem a vantagem de ser ” conhecido”. Mesmo se mudar o estilo é detectável, mas acabará sempre por ser um heterónimo de um heterónimo, de outro heterónimo, e por aí fora se nunca se conhecer o original, que, quem sabe, poderá até ser um heterónimo de um anónimo.
Agradeço as flores mas deixo o barrete em suspenso. Pode aparecer por aqui algum iludido da vida que pense que nunca foi embarretado.