
Margaret Thatcher
Foi a primeira mulher a governar uma democracia europeia e dispensa quaisquer apresentações, tal como a maioria das que se seguirão neste espaço até final do mês. A notoriedade que alcançaram é suficiente para justificar a escolha.
Também a mulher portuguesa de hoje estará bem presente na memória de todos.

Margaret Thatcher!!!
Com esta escolha é que eu não estava à espera.
Fiquei com a mesma cara de parva que o James Cameron ao ouvir, que a sua ex-mulher tinha ganho o Óscar, ele que pensava já o ter no papo… mas isso já é outra história.
Como uma assídua leitora do Rochedo, já meti o Carlos numa gaveta à minha esquerda, quero dizer, considero o Carlos um daqueles idealistas, que continuam no ano 68… e a Margaret Thatcher
veio abalar com essa imagem, meu amigo.
Parabéns pela sua escolha, que mostra como eu estava errada. Já o Max Frisch dizia, que nunca se deve fazer uma imagem de alguém.
Saudações de Düsseldorf!
PS: É necessário ter uma grande porção de humor para conseguir estar casado comigo!!!
Pois é, minha cara Teresa. As minhas opções políticas não me toldam o raciocínio. Por isso, não posso deixar de reconhecer o papel desta mulher no século XX. Não gosto dela? Não. Como não gosto da MMG, ou da MFL. No entanto, por muito que isso custe, não se pode negar a sua existência e deixar de reconhecer o papel que tiveram. E esta teve um papel importante, relacionado com a minha vida pessoal. Graças à Guerra das Malvinas, terminou a ditadura na Argentina.
Como vê, há sempre um pormenor que pode transformar um estafermo numa boa pessoa.
Também achei estranho….
Mas avivou-me a memória para coisas esquecidas.
Logo, pode ser uma boa razão para a sua escolha….
Fez me lembrar o último post de “Carta a Garcia”, de Osvaldo Castro.
Há sempre que ouvir os dois lados da história…
Pois é, Anamar, infelizmente essa máxima de ouvir os dois lados da história anda muito esquecida por quem tinha obrigação de a respeitar para dignificar a profissão.
«As minhas opções políticas não me toldam o raciocínio. Por isso, não posso deixar de reconhecer o papel desta mulher no século XX.»
Exactamente. E eu também não podia estar mais longe do pensamento político dela.
Eu também não…
EU GOSTO de quem “as suas opções políticas não toldem o raciocínio”, o que infelizmente é RARO!
Não será exagero dizer-se que aqui está uma mulher de armas!
Ou uma Dama de Ferro…
Já para mim, a escolha agrada-me sobremaneira…
Mrs T (almost) all the way! 😉
Curiosamente, tendo em conta a escolha internacional, esperava outra grande escolha a nível nacional!
Uma que, estou certo, aparecerá num dos ‘próximos capítulos’.
Pois eu penso que a escolha a nível nacional foi uma grande escolha, meu caro. Talvez menos mediática, mas sem dúvida muito mais mulher e cidadã.
Não menosprezei a escolha de Maria Lamas. É mais que merecida!
Apenas referi que, como a escolha internacional recaiu sobre a primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra num país Europeu, esperava o paralelo nacional para aquela que foi a segunda mulher a assumir esse cargo em toda a Europa.
Falo, obviamente, de Maria de Lourdes Pintasilgo.
Politicamente nos antípodas de Thatcher, mas outra grande mulher por quem nutro grande admiração.
Carlos, do que se havia de lembrar… Dama de Ferro, hein? Neste espaço (ou noutro) será sempre respeitável.