Constituições do Mundo (11)


Pedro Correia,

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«O Afeganistão é uma República Islâmica independente, unitária e com um Estado indivisível.»


«A sagrada religião do Islão é a religião da República Islâmica do Afeganistão. Seguidores de outros credos são livres de praticar os seus rituais religiosos dentro dos parâmetros da lei.»

 

«No Afeganistão nenhuma lei pode contradizer os princípios e as normas da sagrada religião do Islão.»

 

Artigos 1.º, 2.º e 3.º da Constituição da República Islâmica do Afeganistão

24 comentários em “Constituições do Mundo (11)”

  1. Ficamos a aguardar os comentários inflamados dos que rasgam as vestes a defender o estado laico, sem a influência ou favorecimento da Igreja católica – não é que me importe com isso e até concordo no geral, apenas acho que quando verdadeiramente se tem uma posição ela é igual para uns e para outros, caso contrário não é uma posição é apenas um interesse hipócrita ao serviço sabe-se lá do quê. Argumentam alguns destes seres desprovidos de espinha dorsal que “é a cultura deles” como se não existisse também por cá uma cultura ligada à Igreja católica… Lá está não é uma posição é um interesse ao serviço de algo escondido.

    1. Nós defendemos o Estado laico para nós, isto é, para Portugal. Não temos nada que nos imiscuir nos outros países. Eles têm o Estado que bem entendem, e nada temos a ver com isso.

      De resto, se fôssemos a defender o Estado laico no estrangeiro, deveríamos começar por um país que é mais próximo e com o qual temos muitas ligações: o Reino Unido, que não é um Estado laico.

      1. Certo, acabou de confirmar o que escrevi, não disse “é a cultura deles” mas sim “eles têm o estado que bem entendem” o que, na prática, vai dar ao mesmo.

        1. O Luís escreveu “quando verdadeiramente se tem uma posição ela é igual para uns e para outros”. O que eu escrevi é o oposto: temos uma posição de defesa do Estado laico para nós, para os outros não temos posição nenhuma.

  2. Se o Reino Unido tivesse uma constituição, estaria lá escrito mais ou menos o mesmo, não com o Islão mas com o anglicanismo.

    1. Claro: Reino Unido e Afeganistão, é tudo igual.
      Em certos dias parece haver um concurso entre anónimos a ver quem deixa aqui o comentário mais imbecil.
      Este parece ser um desses dias.

    2. Suponho que seja o mesmo anónimo que me respondeu acima já que insiste no fetiche de colocar no mesmo saco Reino Unido e Afeganistão. Um é só dos países com mais direitos garantidos (pelo próprio estado) às minorias nomeadamente as religiosas já o outro um dos piores do mundo a esse nível sendo o próprio estado a promover tal rigidez. Enfim a cabecinha não lhe dá para mais!
      Ainda sobre a resposta ao meu comentário, essa lenga lenga de que “é o país deles” é muito bonita mas significa tão somente que, no Irão ou Afeganistão se podem tratar as mulheres abaixo de cão e que não se passa nada, é isso? Na China podem maltratar e pilhar os uigures como bem entenderem que também não se passa nada, certo? (Afinal é o país deles). Mas curiosamente depois os anónimos que vêm com esta lenga lenga aparecem por cá muito agastados com os George Floyd’s, por exemplo… Mas afinal em que ficamos, não “é o país deles” ou só é quando interessa? Está a ver a tal hipocrisia de que falava? Quem realmente é contra os maus tratos às mulheres, o racismo, a religião imiscuida no estado, etc, etc, é contra isso em qualquer parte do mundo e não apenas quando lhes interessa criticar, referindo nos outros casos que “é o país deles”.

  3. Os devotos do progresso histórico – um deus cioso da seu reino sobre todas as coisas – até se arrepelam todos de que ainda haja onde se sigam os deuses antigos.

  4. Pedro Correia, estes artigos são da Constituição de 2004.
    Desde o Verão de 2021, o Afeganistão já não é uma República, passou a ser um Emirado acertado entre USA, Catar e talibãs.
    Agora, nem constituição nem eleições.

    1. Você parece perceber pouco de legalidade internacional.
      Essa tomada ilegítima do poder em Cabul.pela turba homicida que odeia mulheres e as escraviza (sem uma palavra de censura sua) não foi nem é reconhecida pela comunidade internacional.
      Noto, aliás, que até faz vénia à turba escrevendo “Emirado” com maiúscula.
      A cobardia moral devia ter limites. No seu caso, parece que não – mesmo escrevendo com identidade oculta.

      1. Onde é que “eu” (não eu mas o comentador auto-intitulado “eu”) defendeu o regime jihadista afegão? Irra que é paranoico.

      2. Pedro Correia não sabe o que está a dizer ou sabe e atira tretas para se desculpar.
        Os talibãs que negociaram com os USA, no Catar e transformaram aquele país, naquilo que voce escreve e que todos sabemos, num emirado, agora com letra pequena.
        Mas vai dar ao mesmo, aqueles gajos que governam agora o Afeganistão não tem Constituição
        A sua treta é para se limpar a comentários de ‘essa Constituição não está em vigor, o Afeganistão agora é um emirado (em letras pequenas) não é uma República (em letras grandes).
        Agora é ter coragem de publicar este comentário
        José da Silva, 17-08-1948, c.c. 0837345, válido até 10-07-2029

        1. Treta sua. Hoje está imparável. Há pouco, ali em cima, equiparava o Afeganistão ao Reino Unido. Depois apareceu a escrever Emirado, com maiúscula, como se a turba que ninguém reconhece na comunidade internacional fosse algo respeitável e não um bando de assassinos.
          De caminho, mostra-se incapaz de soltar a mais leve crítica a essa turba que violenta e escraviza mulheres e condena todos os habitantes do país ao sistema mais sinistro do planeta.
          Só consegue debitar a habituai cartilha carregada do ódio ideológico mais primário contra o Ocidente. No fundo, é a cartilha do Putin.

          1. Pedro Correia continua à pesca.
            “…Afeganistão ao Reino Unido” eu não sou esse, sou o outro do emirado acertado no Emirado do Catar, USA e os talibãs dos……todos os adjectivos que queira.
            Vá que teve coragem de publicar o comentário identificado, este já não é capaz disso.
            Fica muito mal visto e perde credibilidade: uma Constituição de uma República que já não existe.
            (idem identificação)

          2. Um anónimo a dizer que não é ele o anónimo que escreveu um dislate qualquer na mesma caixa de comentários.
            Vocês entendam-se uns com os outros.
            Ou você entenda-se com os seus heterónimos. Chame-se hoje “José da Silva” ou outra coisa qualquer. (Se fosse ‘amaricano’ era John Smith).

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