
Sei bem que os meus amigos e também os “amigos-FB” bem preferem quando aqui deixo nota das minhas elaborações gastronómicas, (des)ânimos futebolísticos, amores paternos ou até memórias austrais. E que se enfadam, no dedilhar do scroll down, quando me permito divagar sobre a realidade dos dias, aquilo que deles não é espuma mas sim o caroço. Ainda assim volto agora a atrever-me a incomodar os alheios: as notícias de hoje sobre o rescaldo das maldades, até satânicas, do clero luso são um verdadeiro descalabro, um horroroso escândalo. E sobre elas urge cercear a pesporrência da padralhada sobre as coisas do país. E cobrar muito caro aos políticos que diante dessa gente da batina se desdobram em mesuras.
(Postal para o meu mural de facebook e para o Nenhures)

cobrar muito caro aos políticos que diante dessa gente da batina se desdobram em mesuras
Isso é um bocado difícil porque, com a possível exceção do Bloco de Esquerda, todos se desdobram.
Veja-se por exemplo esta história recente do(s) altar(es) que a Câmara Municipal de Lisboa vai construir para acolher o papa. Nenhum partido político, que eu saiba, abriu o bico sobre este escândalo – com exceção, parece, da Iniciativa Liberal, que pediu para ouvir alguns dos culpados na Assembleia da República. A generalidade dos partidos políticos recusou-se a chamar os bois pelos nomes.
Sem querer desculpar ninguém (porque de facto o que fizeram não tem desculpa) mas então vamos gtambém cobrar aos políticos que se desdobram em mesuras aos professores, ou aos outros políticos, ou aos treinadores de futebol, ou aos padrastos, porque em todo este tipo de gente há abusadores de crianças (aliás a maior parte até é no âmbito da família)
Infelizmente é em todo o lado.
Que tristeza
Padralhada !
Chamem o torquemada, a purga vai começar.
Não confunda as coisas, não pode meter toda a gente no mesmo pote.
Abusos existem em todas as camadas da sociedade, mas numa coisa tem razão, para o encobrimento não há desculpa
Padralhada!!!??? A generalizar!!!??? Deve só ter um neurónio e é jacobino