DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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Helena Sacadura Cabral: «É com enorme pesar que publico este post. Madalena Fragoso faleceu esta madrugada na sua casa em Lisboa. Foi ela quem me confiou o primeiro texto que escrevi sem ser de Economia. Chamava-se “Outono” e saiu na Página da Mulher de um jornal que já não existe. A partir daí a minha segunda carreira não mais parou.»

 

José António Abreu: «Para o bem e para o mal, isto é Rui Rio típico. Por um lado, ao cortar deliberadamente o tempo para debate de ideias, trata-se de uma óbvia perversão da democracia; por outro, é uma lição que, no mundo actual de pressão constante e reacções emotivas, os políticos já deviam ter percebido (mas percebem apenas – e apenas alguns – quando atingem o poder, esquecendo-a logo que se encontram na oposição): não convém dar tempo suficiente aos eleitores para que estes possam exigir ser enganados.»

 

José Maria Gui Pimentel: «Nos tempos que correm é particularmente difícil que um candidato às eleições internas de um partido nos entusiasme: se já lhe conhecíamos a cara, não passa de “mais do mesmo”; se nunca o tínhamos visto, então é certamente alguém à procura de protagonismo, sem ideias nem tino.»

 

Eu: «Em matéria de direitos fundamentais, não pode haver meias palavras nem meias tintas. Como escrevi neste mesmo blogue em Maio de 2009, quando o então cabeça de lista do PS às eleições europeias foi alvo de agressões inaceitáveis por parte de quem reclama todos os direitos para si sem conceder nada aos restantes: ninguém é dono da rua. Tal como ninguém tem o monopólio da palavra. Nem ninguém pode apropriar-se de símbolos da liberdade – incluindo a Grândola e os cravos – para caucionar actos que restringem e condicionam as liberdades. No longo e louvável catálogo de direitos fundamentais, há um que simplesmente não existe: o de condenar os outros ao silêncio.»

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