(créditos: Indranil Mukherjee/AFP)
Na sequência das eleições de 30 de Janeiro de 2022, o líder do PS e actual primeiro-ministro afirmou no seu discurso de vitória que os portugueses tinham acabado de mostrar um cartão vermelho a qualquer crise política e que desejavam estabilidade, “com certeza, segurança e um Governo do PS para os próximos quatro anos”.
Volvido praticamente um ano sobre essa data, o mínimo que se poderá dizer é que vivemos num estado de crise e conflitualidade permanentes, sem estabilidade, sem certeza de nada e na maior das inseguranças.
Ninguém sabe quando cairá o próximo membro do Governo, nem que outras revelações surgirão até que António Costa tire alguns minutos para reflectir sobre o que quer fazer com a actual maioria e de quem se quer rodear para os próximos três anos, levando o ciclo de governação até ao fim, cumprindo o seu programa e dando resposta às muitas e cada vez mais incontornáveis dificuldades dos portugueses. De todos.
O grande perigo da maioria absoluta, de todas as maiorias absolutas, é o fechamento do partido que governa, o seu afastamento da sociedade e a entrega da governação aos velhos fiéis, a jovens que já saem esclerosados e com todos os vícios desagradáveis das juventudes partidárias, e aos amanuenses que embora nada saibam fazer viveram e vegetam à sombra do partido.
Apesar de tudo o que aconteceu anteriormente, em vez de aproveitar a maioria absoluta para alargar o campo de influência do partido e a base de apoio do Governo, uma vez mais se viu o partido maioritário “encolher” rapidamente e proceder à distribuição de lugares no aparelho de Estado com pouco ou nenhum critério.
As situações sucedem-se umas a seguir às outras a uma velocidade estonteante. E quando os problemas não são no Executivo, logo surgem no parlamento ou nas autarquias as habituais confusões.
Os erros são sempre os mesmos. O padrão de actuação, protecção, explicação e “confissão” repete-se sem que se compreenda se quem os comete está convencido de que os eleitores são estúpidos ou se o objectivo é apenas o de que os seus vizinhos não fiquem com tão má imagem da peça, da encenação, da coreografia e dos figurantes.
O último episódio da recuperação da “fita do tempo” pelo ex-ministro Pedro Nuno Santos é mais um daqueles episódios que raia a imbecilidade política. Porque de um quadro partidário com a sua experiência e responsabilidade política não é aceitável que cometa tantos erros em tão pouco tempo. Porque não é crível que numa matéria tão sensível como a da TAP e num prazo tão curto se esquecesse de tanta coisa. Porque não é normal que um ministro, um chefe de gabinete e um secretário de Estado se esqueçam todos ao mesmo tempo de uma situação como a de Alexandra Reis, a tal ponto que só as declarações da Presidente da Comissão Executiva da TAP lhes fizesse regressar a memória.
Se o objectivo era não passar por incompetente, desatento ou mentiroso, então teria sido preferível que Pedro Nuno Santos tivesse ficado calado. Para mal já estava bem.
Há situações que não podem ser previstas, nem são à partida previsíveis, e a que será sempre preciso atalhar e resolver ao longo do percurso antes que resvalem encosta abaixo.
Mas também há outras em relação às quais se espera que um primeiro-ministro e líder partidário experiente e com visão de Estado seja capaz de antecipar antes que ocorram, evitando futuros problemas ou minorando o seu eventual aparecimento e efeitos nefastos.
Um governo de maioria absoluta não pode ser, durante quatro anos, uma espécie de carro de bombeiros lotado, com as luzes a piscar e as sirenes sempre a apitar e à procura da ocorrência, com a tripulação a tentar segurar-se enquanto cai aos trambolhões de cada vez que descreve uma curva; atravessando cruzamentos sem saber quem vem lá nem qual a direcção que deve tomar, enquanto o condutor vai virando a cabeça e olhando para todos os lados sempre à procura de ver onde está o Presidente da República, qual polícia-sinaleiro de braços no ar e apito na boca sorrindo para todas as câmaras.

O caso socialista é sempre o mesmo:
A doutrina é serviço público; a prática é assegurar o retorno pelo melhor padrão privado, despido da ética que o funda.
Escreveste mal a palavra “capitalismo”
Haha, o capitalismo feito pela aristocracia e burguesia educada há mais de 40 anos na socialista escola publica quer o socialismo pois é a forma em que mais facilmente consegue capital e contratos. Mercado Livre? isso dá muito trabalho e escola publica existe precisamente para promover a igualdade, ergo: tem a função de educar as crianças a trabalhar pouco e de forma medíocre pois só dessa forma podem ser todos iguais. O socialismo é sempre o menor denominador comum..
O mercado livre capitalista fica para o povo que abre o café e loja e não tem a certeza se amanhã um cliente vai entrar pela porta.
PS: há quem ainda julgue que os funcionários públicos não são privados…
” …um primeiro-ministro e líder partidário experiente e com visão de Estado…”
parece-me que visão de Estado está completamente ausente.
Cumprimentos
« PALAVRAS PARA QUÊ ?… É UM ARTISTA PORTUGUÊS !!! … Quem não se recorda deste “slogan” da pasta “Medicinal Couto” (que rivalizava com a pasta ” …»
nesta maioria absolutista há em excesso «o peso da récua»
Marcelo presidente não existe. Defensor de uma estabilidade de charco onde ele próprio se afunda em cada vez que abre a cloaca.
Pedro Nuno Santos enganava muita gente, mas aquela pinta já o denunciava há muito tempo.
Cairia um dia!
Mas os “socialistas” em português são isto mesmo!