
JPT: «Fotografia do Chockwé, na bacia do Limpopo, hoje. Chockwé era, para quem só conheceu o Moçambique antigo, a vila Trigo de Morais. E ver este panorama provoca o susto das cheias, lembra a terrível, desgraçada, entrada do milénio, primeiro aqui a sul, no ano seguinte também a norte, no Zambeze e arredores. Talvez não, talvez que a desgraça venha a ser bem menor. Tudo o indica. Que os céus, vias da água, nos protejam.»
Luís Menezes Leitão: «Depois da vitória nas autárquicas, ninguém conseguirá desalojar Seguro da liderança, pelo que só terá que esperar que o poder lhe caia nas mãos. No fundo, foi o mesmo que aconteceu com Durão Barroso, que toda a gente no PSD criticava, até ao momento em que venceu as autárquicas, sendo logo a seguir eleito primeiro-ministro. É por isso urgente para os apoiantes de Sócrates derrubar Seguro antes das autárquicas.»
Patrícia Reis: «O livro, este ou outro, pouco importa, é um parto com urgência, sem epidural, sempre sofrido e ansioso. Quem disser o contrário, mente. Publicar é, porventura, um dos actos de maior exposição e risco que conheço. Podemos levar pancada de muitos lados e a mesma quantidade de mimos e elogios. Há um lado de vaidade na publicação. Sempre que deitamos um livro para o mercado somos alguém com uma bandeira que afirma que temos algo para dizer.»
