Blogobomba


Ana Vidal,

 

Alguém para comentar esta bomba, saída nas notícias de hoje?

 

 

Adenda: Pedi aos leitores do Delito de Opinião comentários a este tema, com a genuína intenção de perceber melhor o alcance de uma notícia que me pareceu totalmente desprovida de interesse público (sobretudo tendo em conta o destaque que mereceu ao jornal i) e tive-os em dose generosa. Agradeço a todos, mesmo aos que manifestaram a sua indignação com uma linguagem e um tom que não são regra aqui no DO. Entretanto, uma boa parte da blogosfera também se manifestou. Partidarites à parte – a que sempre dou o devido desconto – considero-me razoavelmente esclarecida. Registo a reacção unânime e transversal em defesa do direito à  livre opinião e à privacidade de um blogger. Neste estado "policial" em que temos vivido ultimamente, é uma atitude que me parece bastante saudável.

25 comentários em “Blogobomba”

  1. Tenho dificuldade em comentar. Lembro-me de uma vez ter escrito aqui no DO, a propósito de uma intervenção qualquer, que me parecia estranho ser um blogue singular anónimo.

    1. Também eu tenho essa dificuldade e não entendo o que estará por detrás desta investigação do i, que soa a delação. Qual o interesse público disto, e qual o objectivo do jornal? Por isso pedi que comentassem.

      1. Eu acho miserável, Ana. E a questão do pseudónimo (ou de usar nickname), para mim, é uma “treta”, passe o plebeismo da expressão. Se eu assinasse Maria Anttónia de Mello e Lencastre de Vasconcellos ou Almut Bette ou Maria da Silva ou… era diferente?

        :))))

    2. Estive a ler o i, (I) não sei se o delator é o jornalista , se é o alto quadro das finanças? É difícil arranjar um comentário para isto. Acho que coisas graves devem ser dadas ao conhecimento, sobretudo se houver veracidade nas informações, a isto não chamo delação chamo informação. Mas quando se informa no sentido de prejudicar alguém , sem fundamento, chamo mentira. Se for informação onde o informador possa tirar dividendos, isso poderá ser delação. Aquilo não sei o que é, porque até nem sou jornalista nem tenho aspirações a sê-lo. Gosto de dizer coisas sérias, brincando, ou gosto de brincar, dizendo coisas sérias. Por isso gosto do DO, que tem de tudo e é inteligente.

  2. Cara Ana, a notícia não é mais do que bufaria associada a delação. Confundir aquilo com jornalismo é pura demência. Paulo Pinto Mascarenhas pode integrar dois novos membros no 31 da Aramada: o Bufo e o Delator.

  3. Ó Ana estás a cometer um delito de opinião. 😉
    E olha, não estarás a quebrar o segredo de justiça? No further comments, my dear. 🙂

  4. Uma vergonha, é o que é. Aquele senhor – Paulo Pinto Mascarenhas – é jornalista? Cheira-me a ajuste de contas entre bloguers, com utilização de um jornal para o efeito.

  5. Há doutores na asneira e na ciência burros. Distância que não está ao alcance do coice de qualquer mula.

  6. Desde já deixo bem claro que não concordo com este acto covarde de pura bufaria.

    No entanto parece-me que há aqui comentários que revelam dois pesos e duas medidas e se estiver errado, peço que me desculpem.

    É que quando se aceita a violação do direito à reserva da vida privada a favor de um suposto bem superior, uma coisa muito difusa nos tempos que correm, a que convencionaram chamar oportunisticamente de Interesse Público, abre-se uma caixa de Pandora…

    Só lamento que quem sempre condenou aquelas práticas, seja agora vítima das mesmas…

  7. Junte-se o Paulo Pinto Mascarenhas ao “bufo” do Simplex, mais uns quantos que andam por aí ponha-se na Bimby, misture-se e vejam a porcaria (para ser socialmente correcto) que sai.
    Parafraseando Almada se eles são portugueses eu quero ser espanhol. Morram os bufos pim!

    1. Perdão Fernando Frazão, sou de opinião que se deve dar um uso positivo aos equipamentos. Misturar na Bimby gente desse jaez é subverter o conceito subjacente à sua criação.

  8. Ana, mal conheço o Jumento. No artigo do jornal, diz-se que ele teria sido investigado por suspeitas de divulgar informação classificada da máquina fiscal. E aí temos a comunicação social a substituir-se, mais uma vez, à polícia. A dúvida é saber se a polícia não chegou a nenhuma conclusão porque é incapaz, ou porque o caso, afinal, não era caso para tanto. Na primeira hipótese, a comunicação social terá dado uma ajudinha à polícia. Na segunda hipótese, a comunicação social ter-se-á metido onde já não era chamada. Faltam-nos dados para perceber, exactamente, a situação e o seu alcance. 🙂

    1. A Luísa esqueceu-se duma terceira possibilidade para a polícia não ter chegado a nenhuma conclusão e muito na moda, pelo menos nas altas instâncias:

      Não lhes convinha, ou… não lhes estava a dar jeito, capice?

      Isto só lá vai com a instauração de um inquérito 🙂

  9. Quando andava na escola primária e aparecia um ” bufo ” levava logo um trato.

    Por outras palavras odeio mesmo bufos, mas reconheço que vivo num país onde proliferam os mesmos, só que umas vezes dá jeito e todos ficam contentes, outras não.

    Por mim exterminava todos os BUFOS.

  10. É “A Bufaria” de Marinho e Pinto! Também eu faço corrente, porque tive que voltar a trás para confirmar se estaria a ler bem. Isto é de uma indignidade monstruosa! Quem é este “bufo nojento” deste PPM? E aquele Director do jornal, como permitiu esta sabujice? Ou afectado pelo efeito Mário Crespo teve medo que fosse censura?

  11. Divulgar o que actualmente se passa dentro da máquina fiscal e da sua cultura interna de decisão? É isso?
    Mas é uma autêntico serviço público, com direito à comenda da Ordem da Liberdade.
    Medindo rigorosamente as minhas palavras: os atentados ao estado de direito começam exactamente no Fisco. Múltiplos, continuados e descaradamente impunes, perante a impotência do cidadão, lançado às mãos do absoluto arbítrio dos mangas de alpaca (à caça dos prémios de desempenho).
    Só falta mandarem-nos comer croissants, como fez a Maria Antonieta.

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