
O artigo de hoje no “Público” de António Barreto (deixo ligação ao blog Sorumbático onde o texto está em acesso livre) é uma peça impregnada daquilo a que se costuma chamar, como elogio, “o mais elementar bom senso” – mas, de facto, não é nada elementar pois é uma ponderação que escasseia em solo pátrio (e nos críticos alheios, em especial os de origens austrais). É até engraçado ser publicado naquele jornal – pois tem partes que pontapeiam o sector mais demagógico que ali se acoita, poluindo os nichos da pequena-burguesia nacional que (ainda) consomem o diário da SONAE.
Enfim, aqui deixo a ligação com uma recomendação – é uma excelente leitura para esta quadra natalícia. Para que melhor se possam reconhecer os demónios histriónicos que por aqui pululam:

Também li e gostei muito. É uma análise social de elevado valor, que devia acordar muita gente, mas temo que caia em saco roto.
Sem nomes, sem apontar o dedo, não adianta…
Gosto muito. Sempre.
Não apenas como escritor. Também como pensador.
a republiqueta não tem conserto
vai de mal a pior
cada dia mais pobres
mais exportação de jovens qualificados