Rir para não chorar


João de Teste,

 

“Vamos rir, pois. O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião.”

Eça de Queiroz, As Farpas

4 comentários em “Rir para não chorar”

  1. Esta criatura só lhe falta dizer que teve um enorme
    privilégio em conhecer o grande homem que descobriu
    a penicilina e que o filho morreu na guerra no Afeganistão ,
    entre outras barbaridades.
    Está igual ao outro da outra margem do Atlântico.
    Seria interessante saber que comprimidos anda a tomar
    com o sumo de ananás.

  2. Eu concordo, mas faço notar que Marcelo foi reeleito com o apoio explícito do PSD e do CDS e implícito do PS. E mais de metade dos portugueses votou nele. Não sabiam quem estavam a apoiar e em quem estavam a votar?

    1. O PSD e o CDS, por estratégia, apoiaram-no para se mostrarem do lado vencedor – apesar de intimamente o detestarem. O PS, por estratégia, fez de conta que não o apoiou – apesar de intimamente o adorar. Sobre as razões do eleitorado de Marcelo, terá de encontrar outra pessoa para as explicar: fui ambas as vezes um convicto não-votante dele. Mas sempre vou dizendo que se algum do seu eleitorado se desiludir agora com este circo, e se algum houver será minoritário, então só pode ter estado a dormitar nos primeiros cinco anos: Marcelo cantou com os Xutos; Marcelo comentou numa flash-interview de um jogo da selecção; Marcelo telefonou à Cristina; Marcelo trocou os calções na praia e foi às compras de chinelos – com fotógrafos e operadores de câmara convenientemente à espera para documentarem tão espontâneos actos de férias. É seguro que esqueço muitas outras performances artísticas. Por isso, digo: muitos dos que lá o puseram, fizeram-no precisamente por isto – e outros, não tão muitos, fizeram-no apesar disto.

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