Talvez para tentar fazer esquecer o caso do Secretário de Estado Miguel Alves, que entretanto já desencadeou um novo desafio da alface, o caso do momento foi revelado por Sandra Felgueiras, na TVI. Tiago Cunha, um nome que é toda uma metáfora, foi contratado pela Ministra Mariana Vieira da Silva com assessor com o salário de 4000€.
O caso, que é apenas mais um, é triste, mas a reacções acabaram por se tornar engraçadas. Enquanto que alguns apoiantes do governo tentam desvalorizar o caso dizendo, que depois dos impostos (socialistas) não sobra quase nada… a Ministra já veio justificar o caso, garantindo que a filiação no PS “nunca foi critério de recrutamento”. Palavra de filha de ex-ministro, que sempre trabalhou em gabinetes ministeriais.
Enquanto isso, importa lembrar como corre a vida a quem não é filiado no PS.
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É pena que a Fundação do Pingo Doce só tenha um quadro a dizer quanto ganham os funcionários e não tenha outro com os ordenados dos administradores.
Pensei que ia falar do Fundo Social Europeu, do BPN ou do Passos.
Escuso de falar no Passos, basta falar no Rodrigo Gonçalves, que é um artista que vem da mesma altura.
É melhor não falar mesmo. Veja qual a história do Passos e da família Gonçalves.
Esses Gonçalves têm sido uns toscos do pior. Pelo que se tem sabido deles, teriam tido muito mais sucesso no PS. Azar. Apostaram no cavalo errado.
Como sempre o Carlos Sousa, não percebe nada de nada e fala do que não sabe, o perfeito exemplo da senilidade de que já nos tínhamos todos apercebido.
O quadro não é dos funcionários jovens da empresa em questão, é dos portugueses jovens, isso é mais que evidente e mais uma vez se confirma que o Carlos Sousa se está completamente nas tintas para os outros, como sempre demonstrou por aqui (e não só).
E é fácil perceber o porquê desta conversa parva dele: sentiu-se “triggered” com a última frase porque, a ele, a vida tem corrido últimamente bem.
4000 euros para alguém acabadinho de sair da faculdade é realemente notável sobretudo quando existem milhares de profissionais da área, já com anos de experiência em cima, a ganhar muito menos. Mas o rapazito tinha o CV mais adequado como é evidente, consta que quando era ainda mais “piqueno” brincava aos advogados e que uma vez até conseguiu ganhar um caso acerca do “julgamento” contra um outro menino acusado de lhe ter surripiado uma sandes vegan da lancheira… Um caso de enorme relevância para as suas funções evidentemente e que explica a sua contratação – o pormenor assim muito pequenino de ser um jotinha em nada teve influência como é evidente! E a ministra ter tido ela própria uma ascensão semelhante também nada teve que ver com a JS nem com o papá. Enfim os nossos excelsos políticos e seus familiares são de outra dimensão, são todos extremamente competentes e quase sempre “os que têm CVS que melhor se adequam às funções”. Nem se percebe como é que, com tanta competência e brilhantismo, o país não passa da cepa torta.
O PS e a JS funcionam como uma colmeia ou um formigueiro. Todos têm uma pequena tarefa sem a qual a estagnação do país seria impossível, e por isso todos são importantes.
Nem mais.
O quadro apresentado não esclarece quais jovens “Quanto ganham os jovens, por mês”.
Qual a idade, habilitações literárias e profissão.
Com que idade, profissão e horário de trabalho 9% dos jovens ganham por mês até 413€ ?
E em todas as posições quais, ou quantos, serão os licenciados?
De resto, os baixos salários que ganham os jovens, e não só os jovens, é devido a política de baixos salários praticados em Portugal ….para sermos mais competitivos.
O ensino público obrigatório é de 12 anos há já algum tempo. Será uma questão de falta baixa qualificações? Temos definir o que são baixas qualificações.
Ou por sermos menos produtivos?
O que é que acha, que o dinheiro vem por aí abaixo como acontece consigo?
Passou hoje essa notícia na RTP, diz-se que o percurso profissional é curto.
A que instancia se pode escrever para que haja uma investigação à sua contratação?
A investigação jornalística parece-me uma instância legitima. A opinião pública é sensível a isso, mas é muito mais sensível ao lugar em que cada um conseguiu na pirâmide das transferências públicas. Não sei se respondi à questão.
Da investigação jornalística posso dizer que é importante, mas o assunto se não tiver consequências no curto prazo, arrefece, e é só aparecer um novo caso para então congelar.
É esse o problema, rebenta o escândalo, a temperatura está alta, depois arrefece e entra outro escândalo, o anterior congela e é uma bola de neve.
Deveria ser assim, escândalo investigado até ao tutano, exposto todos os dias até haver uma conclusão, independentemente do resultado final, mas um resultado.