Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje assinala-se O Dia Internacional Contra o Fascismo e o Anti-semitismo

“Neste 9 de Novembro, Dia Internacional Contra o Fascismo e o Anti-semitismo, o Presidente da República evoca a necessidade urgente de substituirmos o ódio e o antagonismo pela linguagem do diálogo e da abertura ao outro, seja próximo ou distante.

A história do nosso continente destinou a esta data um momento de contrição e reflexão, mas também de projecção no futuro da nossa capacidade de nos renovarmos como sociedade.

Hoje, como nunca, esta aspiração enfrenta obstáculos de todos os lados. Em vez de muros e fronteiras, demos as mãos, escutemo-nos uns aos outros, unamo-nos.

Às trincheiras respondamos com pontes. À divisão respondamos com a racionalidade do diálogo e da conciliação — em memória das chagas da nossa história comum, em memória do exemplo, recentemente homenageado, de Aristides de Sousa Mendes, e em nome de um futuro melhor, mais aberto, mais inclusivo, mais próspero, mais humano, para todos. À divisão respondamos com a racionalidade do diálogo e da conciliação.»

 

As lutas que se entabulam com a noção de que estão perdidas à partida são as mais difíceis de travar. Para lutar contra uma máquina de guerra assassina, sem rede, num total desconhecimento a cada hora do minuto seguinte, é preciso ser feito daquela fibra que os antigos cantavam nas suas epopeias. Num cenário como o presente na Ucrânia nascem heróis e humanitários, todos os dias, sempre numa luta incessante e desigual para travar o poder da besta. Alguns serão bem sucedidos, outros terão pugnado em vão, mas lutaram pelo que crêem e defendem. Esse tipo de coragem, nós, os que habitamos tranquilamente apascentados neste rectângulo à beira-mar plantado, nunca conseguiremos entender na realidade, apenas nas produções de Hollywood.

 

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A 9 de Novembro celebra-se A Queda do Muro de Berlim 

«A queda do Muro de Berlim foi um dos acontecimentos mais marcantes do final do século XX. Aconteceu de 9 para 10 de Novembro de 1989. Foi um dos capítulos essenciais na derrocada do bloco comunista que existia no Leste europeu e deu início a um processo político que culminou na reunificação da Alemanha, em 1990.

O Muro de Berlim, erguido em Agosto de 1961, foi um produto da Guerra Fria na antiga capital do Reich, ocupada desde 1945 por forças norte-americanas, britânicas, francesas e soviéticas. A cidade viria a permanecer com forte presença militar estrangeira durante mais de quatro décadas. Tal como a própria Alemanha. A metade ocidental, onde desde 1949 passou a vigorar uma democracia liberal, chamou-se República Federal da Alemanha. A metade oriental, sob tutela da União Soviética, denominou-se República Democrática Alemã.

Cedo se tornou evidente que a Alemanha Ocidental oferecia muito mais liberdade e prosperidade às pessoas. Como não existiam barreiras entre as duas Alemanhas, os habitantes da Alemanha Oriental começaram a mudar-se para Oeste em vagas cada vez maiores. Entre 1948 e 1961, cerca de três milhões de pessoas fugiram da RDA para a RFA.

A solução encontrada em Moscovo, que vigiava de perto os dirigentes da Alemanha Oriental, foi mandar construir um muro de betão para isolar Berlim Ocidental. Ficou a ser conhecido por “Muro da Vergonha”.

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Com o passar dos anos, a ditadura tornou-se mais feroz. Erich Honecker, o dirigente pró-soviético instalado em Berlim Leste, reforçou a repressão e contribuiu para reduzir ainda mais o nível de vida dos alemães residentes na metade oriental. A insatisfação popular originou diversas manifestações que contribuíram para a queda do regime comunista nas principais cidades: Belim, Leipzig e Dresden.

Em 8 de Novembro, vários ministros da RDA demitiram-se. Os acontecimentos precipitaram-se: no dia seguinte, o porta-voz do Governo anunciou – por alegado lapso – que as fronteiras com a Alemanha Ocidental iriam ser abertas de imediato, o que precipitou a deslocação de largos milhares de pessoas para a fronteira. Assim caiu o Muro, derrubado por uma população reprimida que ansiava por liberdade.»

A queda do Muro de Berlim iniciou o processo político de reunificação da Alemanha.[1]

 

E ficámos estáticos e expectantes a ver. Com todo o objecto contundente que tinham à mão, martelaram e furaram, de lá para cá e de cá para lá, até se encontrarem, naquele ponto em que caiu o muro que os torturava e que lhes sugava a liberdade. As lágrimas corriam, os carros enfileiravam-se por quilómetros nos postos fronteiriços anteriormente inexpugnáveis, as pessoas cantavam odes à liberdade, porque, assim que a placa de betão caiu, ela estava ali, de peito aberto para todos os que a quisessem respirar.

(Imagens Google)

31 comentários em “Hoje é dia de”

  1. No seu leito de morte, Rodrigo da Fonseca lamentara-se: “Nascer entre brutos, viver entre brutos e morrer entre brutos é triste.

    o ódio está sempre por detrás de ser contra seja o que for. a inveja também. não aticem o fascismo e o antissemitismo, tão pouco o anti-Islão.

    no eterno desfile de sanguessugas políticos sempre achei mal o abandono a Gorbachef com receio de sair um Putin na rifa.
    lema da Europa «segurem-me ou cometo uma desgraça». da guerra às sardinhas assadas no carvão

    1. Maquiavel disse que nos tornamos odiados tanto fazendo o bem, como o mal. É , como tudo, uma questão de ponto de vista. Eu, pessoa pacífica que ferve um bocadinho em pouca água, não odeio ninguém. Mas era menina para dar à chave da cadeira eléctrica, se o Putin & sus muchachos lá estivessem sentados. Sem ódio, apenas serviço público, com a satisfação do dever cumprido.

      1. não sou contra coisa alguma embora discorde.

        há 3 cadeiras que não me agradam: dentista, poder donde todos caem, eléctrica

          1. Como disse o nosso querido líder Marcelo na WebSummit :
            “1 Supépaua, 2 Supépaua, 3 Supépaua”

  2. Mais um dia bem entrosado e que seria ainda melhor se o dia contra o Fascismo e o Antissemitismo incluísse também o Comunismo juntando a queda do Muro de Berlim, seria um dia estragado para o novo Secretário Geral do PCP.

    1. Como já não é o primeiro a fazer constar a falta de um dia em que se célebre as vítimas do Comunismo ( que devem ser mais dos todas as outras juntas) proponho que, se não houver tal referência, que a criemos. Não é ilegal , tampouco polémico. Basta acordar uma data com significado.

    2. O comunismo nunca foi nazi e antissemita, os grandes impulsionadores do comunismo eram judeus que nem sequer eram sionistas.

      1. Sim, na essência de Marx e Engels que nunca o puseram em prática nem perverterem essa mesma essência, como os calculistas russos ou os ” puristas” chineses, por exemplo. Teoricamente é tudo muito muito bonito, mas quando chega a parte em que todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que outros, tudo muda de figura.

        1. “Sim, na essência de Marx e Engels que nunca o puseram em prática nem perverterem essa mesma essência.”

          A perversão é uma das essências do Marxismo. Marx e Engels defendiam o genocídio de quem não seguisse o Socialismo.
          Os 100 milhões de mortos vindos de culturas de base tão dispares como a Europeia, Africana, Asiática não acontecem porque houve uma mera perversão. A ideia Marxista é a perversão.

          “Teoricamente é tudo muito muito bonito, mas quando chega a parte em que todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que outros, tudo muda de figura.”
          Nunca percebi esta maneira de pensar.
          Fala-se em igualdade e ficam todos contentes por razões misteriosas. Não tem individualidade? Nós não somos iguais. Qualquer ideia que tenha é anti-igualitária pois veio de um só individuo.
          Se cria algo está a ser anti-igualitária, se você lê uma história ao seu filho ao deitar está a ser anti-igualitária…

          1. Se cria algo está a ser anti-igualitária, se você lê uma história ao seu filho ao deitar está a ser anti-igualitária,
            Mas a minha criação ou a moral da história podem ser completamente desinteressadas e fazer parte de um todo univerversal que eu professo.

          2. “Mas a minha criação ou a moral da história podem ser completamente desinteressadas e fazer parte de um todo univerversal que eu professo.”

            Lá está você a derivar para pensamentos burgueses…você professa o que o partido autoriza no momento. Não há nada desinteressado no Marxismo. Tudo de Totalitário conta.

          3. Ah não… há a droga de eleição, e há a corrente, a feita a martelo, aquela que não vale um chavo, mas é a que há e tem que se tomar com plena consciência da bosta que é . E depois isso a que você chama ” pensamentos burgueses” é como as cartas de amor… quem as não tem? Até os marxistas! Pensando melhor, principalmente os marxistas!

      2. “O comunismo nunca foi nazi e antissemita, os grandes impulsionadores do comunismo eram judeus que nem sequer eram sionistas.”

        Para começar o Comunismo veio de Marx e Engels. Marx era um anti-semita. Até escreveu sobre o “Problema Judeu” e defendeu o fim do Judaísmo. . Podemos dizer que Marx foi o original e literal Nacional-Socialista. A nação de Marx era o Socialismo e todos os que não apagassem os seus traços culturais seriam eliminados. É um dos maiores exemplos do intelectual genocida que temos.

        Os grandes impulsionadores do Comunismo eram Russos de origem aristocrata e burguesa. Se quiser pode argumentar que Judeus tal como em outros movimentos, ciência etc tiveram impacto mais do que o volume da sua população indicaria mas nunca foram os “maiores”. No que está correcto é que o Judeus Comunistas tendiam a ser os mais urbanos e os mais afastados do Judaísmo.

        Para o Anti-Semitismo Comunista podemos ir à acusação de “Cosmopolitismo” feita aos Judeus no pós II Guerra.

        1. Terá que convir que os sôfregos estudantes socialistas e comunistas não aprenderam “assim” nos estabelecimentos de ensino pós-revolucionários. As cartilhas mudam com os tempos. Mas entendo-o.

  3. Apetece aos mais pacíficos, não é??
    Quantas vidas se salvariam … para já, um País inteiro, coisa pouca …grrrrss

  4. O Muro de Berlim foi derrubado.
    Quantos “Muros de Berlim”, entretanto são levantados?
    O de Berlim era para evitar que as pessoas saíssem, agora os muros que são levantados são para evitar que as pessoas entrem, p.ex.: EUA-México e Palestina-Israel.
    Mas, existem outros ‘muros da vergonha’ levantados para dividir ricos e pobres, como o muro de cidade de Lima que isola por vários quilómetros um enorme bairro de lata do resto da cidade.
    Quantas guerras com invasão de países já aconteceram nestes últimos quarenta anos? Com mais ou menos razões que possamos admitir, sempre serão consideradas de invasão, e separando o Saddam, a quantos mais foi desejada a cadeira eléctrica pelo o que fizeram?

    1. Um muro de cada vez, UE. Demore o que demorar.
      Eu tenho um fraco pelo homem forte. Sou incapaz de pisar uma lesma, mas a ele botava-lhe o fogo, fazer o quê? E ai de quem me venha com conversas de que outros mereceram. Este anão é um demónio que mata gente todos os dias de há 6 meses a esta parte. E nós assistimos. Não lemos nos livros. O mal é esse mesmo, UE, falar de barriga cheia.

    2. Também condena a Linha Maginot?

      “O de Berlim era para evitar que as pessoas saíssem, agora os muros que são levantados são para evitar que as pessoas entrem, p.ex.: EUA-México e Palestina-Israel.”
      E? o que é que tem contra a existência desses países?
      Significativo ainda que só escreva dos muros longe do continente Europeu e não feitos por países Europeus.
      O que só demonstra os resultados da distorção informativa espero eu…
      Tem alguma coisa a dizer sobre Ceuta e Melilla por exemplo?

  5. A queda do muro de Berlim foi “O Acontecimento” que vivi. Ainda fico comovida ao rever os alemães a derrubar o muro da vergonha. E tudo por causa de um célebre mal entendido… Há regimes que caem de podre. Foi o caso.

  6. deveria ser o dia anti fascista e anti racista. não faz sentido os anti semitas serem uma categoria aparte no racismo. ciganos também foram gaseados.
    segunda essa lógica tinha de haver os anti pretismo , anti asiáticos e por aí além.

    1. A 22 de Agosto celebra-se O Dia Mundial Contra a Intolerância, que praticamente é anti TODA E QUALQUER Intolerância e deveria abranger tudo, mas não. É tal e qual criarem consciencialização várias numa quantidade de dias diferentes contra todos os problemas que afectam as mulheres africanas, como se no mundo não houvesse outras mulheres, em diferentes continentes com problemas igualmente graves.

  7. Assinalar a distorção da data:

    No nome do dia não está referenciado o Nazismo. Não há dia contra o Nazismo.

    O Fascismo até 1938 não era anti-semita e mesmo depois só muito relutantemente. Durante a ocupação de França, os Judeus Franceses fugiram das áreas controladas por Vichy- ou seja Franceses como eles – para as áreas controladas pelos Italianos…

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