Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

22383312_yyYmR.jpeg

Neste 7 de Novembro comemora-se O Dia Internacional da Física Médica

«Esta data, escolhida pela International Organization for Medical Physics (IOMP), é o aniversário de Maria Skłodowska-Curie, pioneira nas pesquisas do ramo da radioactividade. Cientista vencedora de dois prémios Nobel, foi preterida por ser mulher (e estrangeira), fez tudo ao seu alcance para divulgar o emprego da radiação na Medicina, e para possibilitar a distribuição de fontes de radiação para uso médico mundo fora – fez campanhas de arrecadação de fundos para produção de fontes de Ra-226 e até dirigiu camiões com unidades radiológicas móveis no front de guerra.

O Dia da Física Médica foi criado pela IOMP, apoiada pela Organização Mundial da Saúde e pela Agência Internacional de Energia Atómica, para esclarecer a opinião pública sobre o papel que os físicos médicos desempenham em benefício dos pacientes.»

 

A radiação para efeitos de diagnóstico e consequente salvação de vidas foi uma das maiores descobertas científicas de todos os tempos. Como tudo, tem o seu lado negativo, que pode ser mortal, se as exposições à radiação forem frequentes e em dose elevada. Segundo as estatísticas, com a precaução necessária a qualquer procedimento, os prós terão um peso enesimamente superior aos contras. Isso só pode ser uma coisa boa.

 

22383313_ynZPf.jpeg

A 7 de Novembro assinala-se O Dia Internacional das Eco-Escolas

«Esta é uma iniciativa organizada pela Foundation for Environmental Education (FEE) que coordena a rede Eco-Schools internacional em 52 países. Em Portugal o Eco-Escolas e o Dia internacional das Eco-Escolas foram dinamizados pela Associação Bandeira Azul. Este dia foi concebido para capacitar crianças e jovens para a mudança necessária a um mundo mais sustentável, envolvendo-os em aprendizagens activas e orientadas para a acção.
Jan Eriksen, presidente da FEE, refere o propósito deste dia: “Inspirar os jovens numa idade em que a educação ambiental pode ter um impacto substancial sobre o seu comportamento na vida adulta, essencial para a sustentabilidade do nosso planeta. Ao educar e apoiar as nossas crianças através do primeiro do que esperamos venham a ser muitos Dias Internacionais das Eco-Escolas, o Eco-Escolas está a fazer a diferença agora e para o futuro”.»

 

Se a educação se dá em casa, a formação aprende-se na escola. São as escolhas que formam os indivíduos tendo como base a integridade de carácter que lhes foi ministrado em casa. É na escola que se aprendem as bases da cidadania, de aprender a viver e interagir com os outros e com o planeta. É por tal que dinâmicas como esta são fundamentais na formação das nossas crianças.

 

22383315_9Kp6J.jpeg

Este é O Dia Internacional da Preguiça 

«O intuito do Dia Internacional da Preguiça é lembrar que o descanso é importante para o bem-estar da pessoa, sendo por vezes melhor descansar e não fazer mesmo nada, do que insistir em fazer algo.

Apesar de todas as segundas-feiras parecerem o dia da preguiça, a verdade é que existe um dia especial para esta capacidade de ser incapaz. Aproveitemos o dia para explorar a arte de não fazer nada, o “dolce far niente”.

O segredo do dia da preguiça é pensar que, ao não fazer nada, estamos afinal a fazer algo. Neste dia, em que poupar energias é uma obrigação, há quem se deite na relva suave e admire o andar das nuvens com um sorriso no rosto. Caso chova, uma boa alternativa é deitarmo-nos em casa, num colchão ou num sofá. O trabalho e as obrigações ficam para os outros dias do ano.»

 

O que eu não dava por um dia de preguiça! Há dois meses, salivaria à ideia de passar um dia sem fazer coisa alguma, ou apenas a fazer aquilo que me apetecesse e a empanturrar-me de coisas boas, entre bocejos e espreguiçadelas. Nesta altura do campeonato, estou mesmo farta de fazer nada. E atenção, ímpios e incrédulos, é facto comprovado, por mim pelo menos, que fazer nada cansa! Estafa! Derreia! Extenua! 

Como tal, quem pode preguiçar preguice uns diazinhos, e não blasfeme, porque é horrível querer fazer e não poder e ficar sem coisa alguma para fazer.

(Imagens Google)

8 comentários em “Hoje é dia de”

  1. a medicina será sempre uma arte que se serve de várias ciências.
    frequentei, entre outras escolas, a dos Curie. repito o que me disseram por ser português e publiquei em livro, mas foi censurado neste Blogue: a Madame tinha paixão por Manuel Valadares.

    a necessidade de arranjar notoriedade e currículo leva a criar escolas e trabalhos a dar com um pau … na lombeira

    sou Alentejano apenas por nascimento porque não nasci cansado. trabalhei em vão até 16h/dia porque os fósseis da política se comportam como o famigerado Loison, vai tudo pró Maneta

  2. Ter preguiça a sério é ter teias de aranha debaixo dos braços.
    Aquela dos alentejanos serem preguiçosos é um dos tais mitos urbanos.

    1. Num site em que entra a palavra “Conspiracy” , não poderá haver grande consenso ( nem ele, o autor, o apresenta quanto à data escolhida), luke. Mas é pertinente. O Comunismo matou muitas mais pessoas do que o Fascismo, ou talvez ainda não se saiba bem, porque este nazi da tundra continua num soma e segue desenfreado. E depois há a questão da tendência “generally libertarian, conservative, centrist, or some mixture of these” que nunca seria imparcial. Mas obrigada pela informação.

  3. Preguiça só pode ter sido capciosamente escolhida. Para além de um bicharoco desiquilibrado, preguiça só tem conotações “poucochinho”. Haveria que ter coragem e instituir o dia mundial do ócio.
    Bem sei que o ócio também tem conotações negativas mas isso, estou certo, é uma conspiração judaico-suiça para manter a mão-de-obra submissa e produtiva. Mas nem esses se atrevem a atacar directamente o ócio, preferindo assacar à ociosidade a maternidade de todos os vícios. Ao jeito dos que não atacam Marx mas o marxismo e os marxistas.
    De resto o ócio era a condição natural, valia por si próprio, enquanto o seu contrário só podia ser definido pela negativa: negócio, derivado de “nec otium”.
    Houve no Württemberg uma elite luterana conhecida pelas “Gelehrten Familien”. Os seus membros casavam entre si ou na pequena nobreza e eram quase exclusivamente funcionários públicos, laicos ou pastores. Muito raramente eram comerciantes e, quase sempre esse ramo descaracterizava-se. Também só eram militares depois de ter casado na nobreza estando assim fora da categoria. O topo da escala social era o professorado universitário, especialmente em Tübingen e, creia-se ou não, uma filha de um professor universitário não casava com um comerciante, por muito rico que fosse. De facto o “nec otium” era aceite como necessário mas pouco apreciado por essas elites. Não averiguei esse ponto mas acho que foi essa gente ou gente semelhante, que inventou os anos sabáticos.
    Houve um intelectual – talvez D. Miguel Unamuno mas acho ocioso ir averiguar – que dedicou um prólogo em louvor do ócio. Tinha razão. “A contrario” o que podemos esperar de um quadro administrativo que se levanta às 6 da manhã para entrar no emprego às nove, para sair às seis e chegar a casa depois das oito, beneficiando por mais de quatro horas diárias, dos estimulantes transportes públicos da linha de Sintra. Sábado fica de rastos a pôr o sono em dia e Domingo tem de acompanhar a vida social da mulher e filhos. Sem prejuízo do futebol em época dele.
    Mas, se pensarmos em grandes descobertas da humanidade, por exemplo, o Princípio de Arquimedes ou a lei da atracção universal, Arquimedes estava na banheira e Newton sentado à sombra de uma macieira.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *