O meu “telefone inteligente” parece afectado pelo vírus da correcção política. Cada vez que escrevo “puta”, muda-me para “pauta”. Com rigor de madre superiora em convento de carmelitas.
A censura neopuritana ataca em força nos instrumentos digitais. Limando e limpando todas as expressões falocêntricas do heteropatriarcado.
Mas não desisto: continuo a dar-lhe luta.

continuo a dar-lhe luta.
Luta até rima. Será que temos poeta?
O meu “dinossauro” Nokia, não é inteligente. E ainda bem.
Tenho saudades do meu Blackberry.
Troquei-o por um Blackburro.
Eu tenho um Alcatel que deve ter para aí 10 anos de idade e custou 20 euros. Não é absolutamente nada inteligente.
Esse ainda deve funcionar a pilhas alcalinas.
Um colega meu quando me viu a escrever um SMS nele disse “Eh pá, isso ainda funciona a carvão!”
Faz muito bem em escrever “telefone inteligente”. Esse objeto não deve ser confundido com um telemóvel.
Chamar-lhe inteligente é força de expressão. Já lhe tenho chamado burro – e até coisas piores.
Já experimentou escrever meretriz.
Olha, boa ideia! Vou experimentar.
É verdade. Ah! se essa censura neopuritana funcionasse para as asneiras que se lê aqui em certos comentários… daqueles que se identificam como tendo origem no “contarditório”, ou seja conivência com o terrorismo de estado ao qual estamos a assistir. Tal como você, continuo a dar luta.
Se tal censura vigorasse, muito asnónimo ficava à porta.
São anónimos, mas conhecemos o grupo. É aquele que nunca perde eleições..
Alguns asnónimos, já os conheço. Pelo zurrro.
Alguns até me pedem para publicar os comentários deles. Faço a vontade. O ridículo precisa de ser exposto.
Aqui há até quem implore. Mas imponho ‘numerus clausus’ aos asnónimos. Nunca podem exceder uma quota diária.
O criador desta AI, que é responsável por muitos dislates principalmente se não se revê o que se escreveu, devia ele/a rever a sua criação que para além de absurda e incoerente, é teimosa, ou seja, foi feita à imagem e semelhança deste PM. Terá sido encomenda?
Eu nem me atrevo a tentar fazer rimas com o apelido do primeiro-ministro, não vá o aparelho ficar bloqueado.
Tem o novo coronavirus Khosta-2 descoberto nos morcegos…por isso a censura ainda deve estar mais activa…
Isso não é nada, por cá já vamos no “khosta-3” e, embora o “khosta-1” tenha tido que se alojar em indivíduos da rua Soerio Pereira Gomes e da rua da Palha para sobreviver, o “khosta-2” já se aguentou uns tempos só a parasitar a malta ali para os lados da Soerio Pereira Gomes e, o “khosta-3” então superou todos os seus antecessores com a maioria absoluta. Portanto, Portugal está na frente desse tal vírus “khosta”, sendo de realçar que o epicentro é sempre nos ratos e não nos morcegos.
A maior treta de que há memória em anos recentes foi aquela do coronavírus ter começado com um cruzamento entre morcego e pangolim.
Nem uma criança de cinco anos acredita em tal patranha.
Caramba, para ler estes comentários tenho de usar máscara.
Eu não diria “telefone inteligente”, para mim é mais um “telefone educado”, a não ser que o telefone já esteja farto de você andar sempre a escrever “puta”. São assim muitas, é?
Talvez devesse chamar-lhe telefone inculto.
Rejeita as minhas citações de Bocage e Gil Vicente.
Não me diga que o “Auto das Fadas” do Gil Vicente, não eram fadas.
Nesse tempo muitas palavras iniciadas com F escreviam-se com PH.
Muito bom!

Pela mesma lógica, quando escreveu “luta”, ele não corrigiu/sugeriu “lauta”?
Experimentei. Luta, sem problema algum. Lula também não.
Era giro era filho da pulga. Ou filho da poeta!
Mas aí já estaríamos a entrar no terreno do Sousa Tavares.
Tenho o maior respeito e admiração por essa grande poetisa que foi Sophia de Mello Breyner Andresen.
Se precisas de pagar, é lá contigo. Nada contra.
Falei em asnónimos, apareceu logo um.
Agora a censura é o modelo do telemóvel?
Ainda bem que tenho um telm dos antigos, ao ponto de um ladrão ficar confuso e ‘o qué isso meu, não tragas outro não…’
Os ladrões tornaram-se muito exigentes. Só gamam tecnologia de ponta.
Tenho de ir experimentar a ver se o meu também tem desses pruridos.
O raio do aparelho é teimoso. Tento argumentar com ele, mas não creio tê-lo convencido.
Ah, pois o meu telemóvel comete idéntica intervençāo quando escrevo, e não raramente, o termo <
O meu também emendava para “carvão”.
Mas insisti tanto com ele que acabei por levar a melhor.