
A 19 de Setembro assinala-se O Dia Internacional de Falar como um Pirata
“Neste dia as pessoas são convidadas a falar como piratas e a agir como estes perigosos navegadores. A origem do Dia Internacional de Falar como um Pirata remonta a 1995, quando dois norte-americanos (John Baur e Mark Summers) jogavam squash e um deles se lesionou e reagiu à dor com um “Aaarrr”. Em 2002 decidiram recorrer a Dave Barry, um colunista de humor, para contarem a sua ideia e o festejo anual que conceberam. Foi então que o Dia Internacional de Falar como um Pirata ganhou asas, sendo festejado actualmente em cerca de 40 países.”
O meu primeiro pirata, a medida para todos os piratas que se seguiram, foi “The Sea Hawk”, o célebre Gavião dos Mares, protagonizado por um Errol Flynn no seu apogeu e inspirado nas façanhas de Sir Francis Drake. O Pirata Negro, O Bucaneiro, A Ilha do Tesouro primeiro em livro e depois em filmes e séries, o Corsário Negro, Sandokan… muitos, mas sem opções de re-visão, até esta sede de aventura marítima ficar saciada com as aventuras e desventuras do Marinheiro-Pirata de La Valletta, que se perpetuaram bem actuais, por décadas da minha vida até aos dias de hoje.
Com o advento do franchising “Os Piratas das Caraíbas” penso que o nicho da pirataria ficou completo. Este ano o controverso lançamento de “Uncharted” veio animar o panorama da pirataria cinematográfica. Eu gostei do filme, mas o núcleo duro dos jogadores do videojogo creio que esperava algo mais do que uma adaptação. Há alguns anos a Disney lançou “O Planeta do Tesouro”, que curiosamente não teve a recepção que aguardavam, mas que na minha opinião foi uma das melhores adaptações do romance de R. L. Stevenson.
Numa vertente mais real, creio que este dia de falar como um pirata nem mereceria grande relevância, pois todos os dias por cá se fala como um pirata, em directo ou em diferido, mesmo sem a necessidade de praguejar. Arrrrrr
https://www.escunaspirata.com.br/2021/02/09/ahoy-marujo-aprenda-o-vocabulario-pirata/

Hoje celebra-se O Dia do Respeito aos Idosos
“Os nossos mais velhos são o nosso elo com o passado. A melhor forma de homenageá-los é neste Dia do Respeito aos Idosos, celebrado na terceira segunda-feira de Setembro. É feriado nacional no Japão, país que tem veneração pelas gerações mais velhas.
A história deste feriado começa logo após a II Guerra Mundial, quando uma pequena cidade chamada Nomatanimura (agora renomeada Yachiyocho), na Prefeitura de Hyōgo, ordenou que 15 de Setembro fosse conhecido como ‘Dia dos Velhos’. O prefeito daquela cidade, Masao Kadowaki, acreditava que as pessoas deveriam olhar para os mais velhos. As razões para escolher esta data variam: algumas lendas dizem que as Cataratas de Yoro curaram milagrosamente o pai de um jovem; outros dizem que esta data foi seleccionada porque um regente chamado Príncipe Shotoku estabeleceu um lar para idosos, que por sua vez recebeu o nome de um deus nascido neste dia. Ao longo dos anos, esta celebração local ganhou popularidade em todo o Japão. Actualmente, este feriado é comemorado na terceira segunda-feira de cada Setembro em vários outros países.”
Sem passado, não há futuro. Os japoneses perceberam muito bem esta premissa. O culto aos ancestrais prova isso. A existência de um dia mundial para respeitar os idosos baseado numa lenda japonesa é anacrónica. Mas pensando bem, respeito não é um conceito muito divulgado, principalmente em Portugal, onde o desconhecimento nos entra em casa diariamente. O mais triste é que já nem damos por isso.
(Imagens Google)

Emilio Salgari e errol folias da minha juventude.
os idosos são um fardo: deviam ter morrido antes da reforma.
aos 91 já vi demasiado.
por enquanto não incomodo ninguém, mas a inversa não é verdadeira
Estes dias comemorativos, para além de suscitarem consciencialização para diversos problemas e causas meritórias, têm o condão de nos transportar aquela época da nossa vida em que tudo era simples. A rua era segura, as crianças eram sãs, havia respeito e uma noção de gentileza a que se chamava educação e que não era apenas encontrada nos jovens das cidades grandes.
Isto tudo desapareceu com a modernização e não lamento, apenas deixou alguma saudade.
Não Lamenta?
Então pensa: que hoje a falta de educação e de valores e o aumento da agressividade e o ódio entre as pessoas é normal. E apenas foi um preço que tivemos que pagar pela modernidade. Que pensamento mais arcaico! Infelizmente a modernidade tecnológica veio acompanhada de um retrocesso de valores. E não devia de ser assim, muito pelo contrário.
Não só a modernidade tecnológica. Modernizámo-nos socialmente, as mulheres competentes ocupam bons cargos com igualdade salarial, a medicina evoluiu consideravelmente e muitas doenças deixaram de ser uma sentença de morte, há menos estigma racial, há mais tolerância de género, em suma, temos mais liberdade. Que a falta de consciência social é um efeito da modernização, e que a permissividade é um facto, não tenho dúvidas. Pensamento arcaico é aquele que é saudosista e não está pronto a pagar o preço da liberdade, porque desengane-se quem pensa o contrário.
Sinceramente, dizer que o pensamento arcaico é aquele que é saudosista. Que me desculpe, mas isso é uma tontice pegada e não faz qualquer sentido. Eu recordo com saudade muitas coisas do passado, e é apenas isso, um recordar. A Maria Dulce pelos vistos é tão moderna e futurista que só pensa na implantação do feminismo como uma ordem superior para mandar no mundo de uma forma ditatorial. Felizmente, a sua mentalidade enraizada utópica vai falhar redondamente, porque a educação e os valores é que são a verdadeira liberdade e desengane-se de quem pensa o contrário e se vende a ditadura feminista selvagem sem uma pinga de humanidade.
Ok. Misoginia à parte, não percebeu nada. Na realidade não me espanta. Quem se esconde debaixo da sombra do anonimato apenas para criticar, não percebe nada da modernização de alguns valores que são a pedra de toque da civilização actual ( ou da falta dela) . Já teve o seu tempo de antena. Boa semana.
muda tudo, menos a condição humana
Realmente
quando vai depositar dinheiro preenche o impresso ‘depósito de valores’
Esses são os valores que realmente escasseiam, entulho e para muitos são a verdadeira medida de todas as coisas.
na casa da família havia um livro chamado
‘manual de civilidade e etiqueta’
as pessoas que faziam recados começavam por dizer ‘a minha Senhora manda fazer muitos cumprimentos …’
todas as crianças respondiam às Mães «Senhora!». agora só escapa a ovelha
Sabe entulho, quando se cresce com valores, aprende-se a passá-los à posteridade. Quem nunca os teve, não os consegue transmitir. O mal do futuro é a tacanhez das pessoas. Só.
Pois, pois até havia a senhora Marfia e a Dona Maria. Os polícias e os médicos tratavam as pessoas por tu, conforme falavam ou vestiam.
Mais importante ainda era a Menina. A minha mãe e as minhas tias foram sempre as “Meninas” de tal até morrerem.
Canção do cigano
Frederico de Brito / Vasco de Macedo
Repertório de Alberto Ribeiro
Pela raia de Espanha, nas sombras da noite
Passava um cigano no seu alazão
O vento brandia seu nórdico açoite
E as folhas rangiam, caídas no chão
E já embrenhado no Alto Alentejo
Nas sombras da noite, tingidas de breu
Nem mais uma praga, nem mais um desejo
Aos ecos distantes o pobre gemeu
Não há maior desengano
Nem vida que dê mais pena / Do que a vida dum cigano
Atravessar a fronteira
Para ser atravessado / Por uma bala certeira
E tudo porque o destino / Só fez dele um peregrino
Companheiro do luar
Um pobre judeu errante / Que não tem pátria nem lar
E o contrabandista temido e valente
Voltava de Espanha no seu alazão
Um tiro certeiro, um braço dormente
E um rasto de sangue marcado no chão
Gosto mais do Luís Piçarra… Batalha, Batalha…