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O filme está aqui: o Jornal de Notícias noticia que dois polícias agrediram um homem com um cassetete e que as imagens divulgadas geraram uma onda de indignação. O Expresso é ainda mais enfático, publica a imagem (um fotograma do mesmo filme) acompanhado de uma legenda denunciante,

numa óbvia condenação do acontecido ao “cidadão” (como faz questão de frisar) que estaria “aparentemente desarmado”. E o normalmente enfático Correio da Manhã noticia que o homem (o tal “cidadão”) ameaçara com “ferros” os polícias depois de o fazer aos transeuntes. E é este “ameaçar com ferros” que é o mais significante de todo este fluxo noticioso sobre a matéria…
Eu, com alguma desatenção, vira o breve filme numa qualquer estação televisiva, que ia acompanhado de uma locução cuja forma não recordo mas que não era simpática aos “agentes da autoridade”. Impressionei-me com aquilo, num “lá estão estes gajos outra vez…” (os polícias, claro), aquela meia dúzia de bastonadas num tipo já relativamente imobilizado, mesmo que ainda algo estrebuchando, e – o que mais me impressionou, ainda que tal não seja ilegal – a acção de imobilização através do joelho no pescoço, que ficou mundialmente celebrizada há dois anos quando um polícia americano assim esganou um cidadão, dando azo a grandes manifestações.
Mas nos dias seguintes, e enquanto continuam as denúncias públicas do exagero policial e se anuncia um inquérito a estes dois agentes – os quais muito provavelmente serão punidos, até porque a opinião pública isso parece desejar – percebo outra coisa: os tais meros “ferros” não são ferros… O homem estava na tarde das estreitas vielas do Bairro Alto a ameaçar pessoas. E veja-se a fotografia (fotograma do filme de telemóvel): fazia-o brandindo arma letal – não é exactamente nem sabre, nem espada, nem uma catana, mas a esta se poderá assemelhar, ainda que eu prefira chamar-lhe cimitarra. E o outro “ferro” é uma placa metálica que deverá ter sido usada (imaginada) como um escudo. E diante de um homem assim armado, decerto que exaltado (e muito provavelmente desequilibrado), dois jovens polícias arriscam-se – por dever de ofício – à tarefa de o imobilizar num corpo-a-corpo, e acompanham isso com meia dúzia de bastonadas em zonas do corpo nunca letais, para o aquietar em definitivo.
Face a isto, filmado ainda para mais, a imprensa chama “ferro” à cimitarra, “cidadão” ao agressor ( – num mundo em que se um tipo chama “gordo” ou “maricas” a outro isso torna-o um agressor, como se definirá um tipo desabrido a invectivar os vizinhos no meio da rua, armado daquela maneira, que não seja como “agressor”? E não “agredido”!) E considera, a imprensa, “agressão” a acção policial. O poder investiga (e tem de o fazer) os dois agentes. A opinião pública resmunga contra a polícia.
Há aqui qualquer coisa errada. E não é só o ter sido o homem imediatamente solto (até à sua próxima iniciativa, temo).

Está tudo maluco!
Tudo não direi. Mas uma boa parte vai mesmo desse modo…
Partilhei dessa sua primeira “desatenção” à notícia, que como outras do mesmo género foi extrapolada e explorada despudoradamente pela comunicação social, que acaba invariavelmente a “bater nos mesmos ceguinhos”. Hoje em conversa chamaram-me a atenção para a minha “desatenção”. Não fiquei chocada. É normal acontecer por cá.
Estou, sim, envergonhada e enojada da comunicação social que temos, jpt.
envergonhada não tem razão para tal… Um tipo deve protestar mas não ter vergonha, que a culpa não é nossa
“A opinião pública resmunga contra a polícia.”
Desculpe mas eu diría antes que “A opinião PUBLICADA resmunga contra a polícia.”
É que eu ando aí na rua, almoço onde calha, uso transportes públicos dentro da cidade e não consigo estar alheado do que vou ouvindo à minha volta.
tem razão. Uma parcela da opinião pública resmunga – o que já de si é absurdo.
Interessei-me pelo caso do “ santo “ George Floyd que por acaso
estava muito longe de o ser. Independentemente do cadastro, o
cidadão pagou com notas falsas o que comprou num estabelecimento.
Chamaram a polícia e ele como não respeitou as ordens, a polícia
utilizou a força. Este cidadão exemplar estava completamente intoxicado
com várias drogas entre elas o fentanyl que basta uma pedrinha tão grande
como um grão de sal para deixar de respirar.
Abafaram os resultados da autópsia para acalmar os excitados e deixá-los
ter um santo e entretanto o polícia que o neutralizou vai passar a vida na prisão e
os colegas provavelmente também.
Não faço a apologia da força excessiva e nem ninguém merece morrer
assim , o problema é que o cidadão já estava meio morto e provavelmente
o joelho nem teve assim tanta influência na sua morte.
Se a polícia matasse cada pessoa que não é um “santo”, sobrava menos gente que no dilúvio da Bíblia (não que eu acredite que o dilúvio aconteceu, é só mesmo uma analogia).
Matar não faz parte das competências da polícia.
A polícia existe para nos proteger , prender e manter
a ordem e a paz na sociedade.
“Este cidadão exemplar estava completamente intoxicado
com várias drogas entre elas o fentanyl que basta uma pedrinha tão grande
como um grão de sal para deixar de respirar.”.
Com que então o tal “cidadão exemplar” morreu (por asfixia) por causa do tal grão de sal de fentanyl? E, por uma incrível coincidência (ou por embirração do “cidadão exemplar”, nunca se sabe…), isso aconteceu precisamente na altura em que o outro indivíduo lhe estava a pressionar o pescoço com o joelho? Muito nos conta…
Ainda bem que somos todos tão estúpidos… Senão como brilhariam certas mentes tão iluminadas?
A questão está na forma que é treinada para obrigar o detido a ser algemado.
E esta fome de dar notícias para chocar/vender. Quem filmou foi logo vender o produto a uma empresa de ‘faz notícias’ que depois vende para todos os outros noticiosos.
O correio da manha, de manhosa, vai uma semana com a notícia: primeiro contra a polícia, depois assim assim e acaba com o detido/agressor ser do estado islâmico.
Não tenho visto mais notícias na tv (a CMTV apanho-o no zapping inicial quando ligo a tv e quando vou ao balcão no café). Como tal não sabia dessa “evolução” da interpretação na estação – risível. E concordo consigo, esta tendência (que não é exclusiva nem da estação nem no nosso país) para o espectáculo noticioso e de tornar todos em “correspondentes” se por vezes permite acesso a factos relevantes é, em sentido amplo, um apatetar das notícias.
Muito concordo com o que diz, que a questão fundamental estará nas formas de treino dos agentes policiais. De facto, terão de estar bem treinados para actuar em contextos muito diversificados. E terão de estar suficientemente robustecidos para fazerem análises calibradas do modo adequado de cada actuação – eu já sofri um caso de desatino total de dois agentes, a actuarem de modo descabido – sem agressões físicas, é certo, mas com uma postura desequilibrada (narrei-a aqui: https://ma-schamba.blogs.sapo.pt/algema do-1908372 ).
Ainda assim parece-me que neste caso não me parece que a conduta justifique os clamores que logo surgiram.
A CMTV a umas semanas atrás noticiou a queda de um atrelado da ponte Vasco Gama: a jornalista informou que via muitas alforrecas no rio, o que era um provável sinal que o atrelado continha químicos. Mais tarde veio-se a saber que o atrelado levava fruta mais concretamente peras.
Ok, a CMTV é o que é. Mas, e já que estamos neste postal com este assunto, então e o jornal de notícias? E o expresso, essa instituição?
Sempre são mais credíveis que a CMTV. Não percebo é porque é que o jornalismo está nas ruas da amargura, cheio de tretas e sensacionalismo.
Eu tenho uma ideia isso,baseada em factos até,mas claro que é de caras considerada teoria da conspiração pelos média venais oficiais. Se querem mais vejam meu blog.
“Sempre são mais credíveis que a CMTV.”
Haha. Os jornalismo político do Expresso, Jornal Notícias, não existe para informar, existe para iniciar e legitimar politicas. Politica de Esquerda. “Progressista”
A CMTV devido ao sensionalismo ainda por vezes informa pois não censura todos os incómodos e essa política.
Pela filmagem o homem não esboça nenhum gesto de agressão aos policias. Atira para o chão o ferro? para o chão e afasta-se um passo só a seguir é atirado ao chão sem nenhuma tentativa de agressão aos policias. Evidentemente os policias só o podem algemar à força de bastonada.
o filme apanha o final da situação de imobilização, não vemos o que se passou antes, apenas se sabem os relatos de modo indirecto – ameaças à população e, depois, aos agentes. Tal como digo no postal, as imagens corridas também me impressionaram (também tenho, concedo, um parti pris contra o uso da força policial). MAs depois atentando melhor não me parece ter sido a situação tão plácida. E, insisto, a questão é “neutralizar” o acontecido através do termo “ferros”. E sobre o assunto, se lhe interessar e tiver paciÊncia, avancei algumas minhas razões na resposta ao comentário imediatamente posterior.
Nestas duas fotografias, a primeira que que se vê perfeitamente o que parece ser uma cimitarra
dó pode ser sido tirada quando o homem atira a atira para o chão, repare-se que são dele os ténis ao lado da foto, a outra foto é tirada quando a policia tenta atirar ao chão para o algemar
e a cimitarra aparece noutra posição.
Na filmagem não vemos a polícia ou o homem a voltar a mexer no ferro/cimitarra.
Parece-se que a primeira fotografia é uma montagem.
O filme – feito por telemóvel, sem grande definição – é breve, e apenas cobre a parte final da imobilização. E eu não sou perito, não vou estar a afiançar o que se passou. Nem a negar a hipótese que V. avança, de haver uma montagem. Agora honestamente não me parece, revi o filme três vezes antes de escrever o postal, de facto as tonalidades daquilo a que eu chamo cimitarra correspondem à fotografia que encima o postal.
De qualquer forma insisto no que botei no postal: um homem armado e com um comportamento agressivo é detido, e na imobilização os agentes dão-lhe algumas bastonadas laterais. E o ónus recai sobre eles – algo está estranho em tudo isto. E eu não tenho vocação para defensor oficioso da polícia. E às vezes escrevi sobre casos que foram publicamente discutidos como, por exemplo, numa manifestação contra o governo ( https://ma-schamba.blogs.sapo.pt/136050 8.html ) ou num jogo de futebol (https://ma-schamba.blogs.sapo.pt/o-fun do-do-desemprego-e-para-isto-1894599) , casos de evidentes desmandos policiais, a exigirem primeiro punição aos envolvidos e, depois, uma maturação institucional. Agora isto que se vê neste caso é uma situação bastante diferente e a reacção da imprensa e de alguma opinião pública denota uma atitude anti-policial que é, até, incongruente.
A policia foi chamada ao local porque um homem andava com um facalhão a ameaçar as pessoas.
A opinião dita “pública” está a ficar muito farta sobretudo da elite de esquerda que controla os media e que se apresenta como a “voz do povo”. Esperem pela pancada… eu própria votei à esquerda toda a vida e estou farta. Os polícias são fantoches, o SNS está a desabar, os mais fracos e pobres são deixados ao abandono e parece só interessa falar da multipicidade de género, da mobilidade suave e de todos os temas que a malta cool de esquerda tomou como bandeira. Um dia destes não se espantados se a extrema direita ganhar eleições.
JPT faz bem em blogar sobre este acontecimento e sobre a forma de que se revestiu a relacionada divulgação na Comunicação Social. Olhar para o lado é uma atitude perigosa.
O desobediente á autoridade é também vítima de uma cultura que lhe fomentou um comportamento de falta de respeito pela sociedade. Óbviamente desintegrado, o fruto de alheios interesses. Infelizmente cidadãos civicamente cumpridores também são e serão vítimas, directa ou indirectamente, de esses interesses.
Os agente da polícia, eles mesmo vítimas de alheios interesses, estão entre o ser preso por ter cão e o ser preso por não ter cão. Se agem com determinação (e risco) mesmo que por óbvia necessidade, solicitada, são alvo de esta comunicação social “engajada”, “woke”. Se não agem … iden, iden.
O meliante ou os polícias foram os protagonistas da ocorrência. Quem são os responsáveis?.
Péssima skill de photoshop. Dou 5/10 pela tentativa.