Hoje é dia de


Maria Dulce Fernandes,

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No dia 14 de Agosto celebra-se O Dia Internacional do Vinho Rosé

“Falar de rosé falar de França. A produção mundial de vinho rosé ronda os dez por cento, mais de 22 milhões de hectolitros. Deste total, a França corresponde a 28%, seguida da Itália (20%), Estados Unidos (com 15%) e Espanha (10%). 

Em épocas remotas a técnica de vinificação era rudimentar. Com macerações relativamente curtas, os vinhos eram consumidos ainda jovens. E era muito comum fermentarem juntas, uvas brancas e tintas. Não havia o conceito de envelhecimento do vinho, sobretudo antes da existência da garrafa e da rolha. 

Em vários quadros da Idade Média surge o vinho com uma cor que nos lembra os rosés. Também chamado clarete.

Só em 1642 no vinhedo de Argenteuil, perto de Paris, aparece pela primeira vez a palavra “rosé” aplicada a vinhos. 

À mesa, os rosés são muito versáteis combinando com pratos de difícil harmonização. É o vinho ideal para acompanhar alimentos muito variados, sobretudo nos meses mais quentes.”

Na primeira vez que bebi vinho rosé, fiquei encantada. Fui sair com uma amiga e decidimo-nos por um estupendo arroz de marisco com todos. Para beber, decidimos experimentar o vinho cor-de-rosa da garrafinha abaulada, que tinha no rótulo o palácio de Mateus. Bem fresquinho. Uma delícia, naquela tarde quente e pachorrenta de Agosto. A primeira garrafa foi num ápice. A segunda também não durou muito. A terceira, não me recordo se a chegámos a terminar. Aliás, pouco me recordo do resto da tarde, mas deve ter corrido na perfeição. Prefiro um bom tinto, mas na Holanda, por exemplo, é muito mais fácil encontrar rosé português do que maduro tinto, e numa Páscoa distante acompanhámos o cabrito com Lancers e um verde branco que tinha rolha de plástico. O cabrito estava uma delícia. 

(Imagem Google)

9 comentários em “Hoje é dia de”

  1. Uma crónica deliciosa com alguma informação histórica que não tinha. Pessoalmente, concordo com o escanção que escreveu que o primeiro dever de um vinho é ser tinto. E também acho que o Mateus Rosé, desde a garrafa, ao rótulo e ao conteúdo é uma obra-prima de “marketing”.
    A referência ao arroz de marisco com todos, não é desculpa. Há belíssimos brancos que acompanham bem esse prato e há sempre o recurso da cerveja. Mas confesso que não sou perito nesse campo. De uma maneira geral marisco tem demasiada mão-de-obra. Costumo a esse respeito dizer que Deus me concedeu duas graças: não ser grande apreciador de futebol nem de marisco.
    P.S. – Para os portugueses, ou talvez apenas para os portugueses saudosistas e conservadores, o 14 de Agosto devia ser lembrado como o dia, aliás a tarde, da batalha de Aljubarrota.

    1. Curiosamente tenho ideia de o meu marido referir qualquer coisa como ” mal empregado arroz de marisco “. Nunca tínhamos provado. Bebeu-se bem. Talvez até demais.
      Eu gosto de bons pratos de marisco. Na passada 4a feira, para comemorar mais um aniversário, comemos uma excelente cataplana de lagosta.
      Aljubarrota e o 1° de Dezembro lembram-nos que nuestros hermanos eram os Putins daqueles tempos e que agora a nossa economia não passa sem lhes vender lazer…

      1. Se fosse só vender lazer eu não me preocupava. Mas ter uma filha que me diz que a próxima promoção terá de ser para Madrid, já me chateia. E mais ainda, quando faço contratos de electricidade, ter de escolher entre chineses. espanhóis e a Galp, que é nem sei bem o quê, isso incomoda-me à séria.

  2. Eu não sou fan do rosé, e só conheço um (que por acaso é co-bloguista)… Mas até vou beber um copo “disso” devido a este postal.

  3. Os rosés “Mateus Rosé” e “Lancers” só são rosés, não são vinho.
    O “Mateus” é comprado por causa da garrafa, o “Lancers” até devia ser proibido por ser um produto feito de uns pós.
    E tão bons rosés por cá, mais para beber bem fresco à espera que preparem um arroz de marisco para acompanhar com um branco e um cabrito no forno por um tinto, ambos do Douro.
    Ah, o rosé bem fresco também serve para ler sobre o 14 de Agosto de 1385 que estava um dia com um calor do caraças.

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