
«A precariedade é uma chaga do nosso mercado de trabalho.»
«Os resultados conjuntos da saúde que temos são estes. São bons? Não.»
«Há esta gravíssima situação em que temos tido várias urgências encerradas.»
«Aquilo que nos divide não é reconhecer se há ou não problemas nos aeroportos, no Serviço Nacional de Saúde, nos incêndios florestais. Claro que há problemas.»
António Costa, ontem, no debate parlamentar do Estado da Nação

Boa tarde Pedro Correia
Haja saúde! E muita paciência!
António Cabral
É, lamentavelmente, o “Estado a que isto chegou”! Ou seja, cerca de 50 anos depois de Salgueiro Maia ter encarado uma sublevação nacional, justificando-a com essa frase emblemática, o PM assume perante o País um elenco de “buracos estruturais”, que põem a nu a real incapacidade de promover soluções governativas eficazes que tragam prosperidade ao País e bem estar so povo.
Continuamos na esteira da frase definitiva de SM, há 50 anos.
Nada condiz com a satisfação que o PM apresenta na foto, nem com o polegar para cima.
A fotografia é doutro debate, deste não há fotografias.
O Costa sabe que o país está a saque, não precisa que ninguém lho explique.
Apenas que não o estorvem.
Os resultados conjuntos da saúde que temos são estes. São bons? Não.
As pessoas nunca estão contentes.
Enquanto não viverem no Paraíso, até aos 150 anos de idade, não estarão contentes.
Portugal tem dos melhores indicadores de saúde do mundo, gastando com a saúde relativamente pouco. Mas os portugueses, mesmo assim, criticam.
Ó coitado, vens para aqui desmentir o Costa?
Apanhaste demasiado sol na moleirinha.
vendedor da banha da cobra
« não estou aqui para enganar ninguém! »
No pasa nada!
A verdadeira questão não é o charlatâozeco e as suas inanidades – é a fauna que o vota…
JSP
O mais hilariante é acusarem a guerra na Ucrânia por causa de grande parte dos problemas da inflação, crise energética… A Assembleia da República de Portugal tem apoiado as políticas inflacionistas e energéticas da UE, cuja principal consequência é a destruição económica da Alemanha!!! E sem o dinheiro alemão a UE vai implodir… O louco de Kiev, apoiado pelos anglo-saxónicos, vão destruir a UE!!
E os princípios !?
Já muitos morreram e lutaram por causas e se agora for a nossa vez pois que seja.
Não percebo os azedumes. Eu acho que a saúde está muito bem.
P.S. – Tenho um excelente seguro de saúde e sou acompanhado na Fundação Champalimaud.
Gostava e saber, não consigo encontrar “números” na net, qual a percentagem dos seguros de saúde que são como um beneficio concedido aos empregados de certas empresas.
Um seguro de saúde concedido como um benefício e fazendo parte do acordo de trabalho com um empregado está isento de impostos e é um custo para a empresa.
Qual será a percentagem deste benefício no universo dos seguros de saúde?
Evidentemente, acaba o contrato de trabalho/prestação de serviços acaba o seguro de saúde.
Não faço ideia dessa percentagem. O meu caso não tem expressão percentual. Eu era empregado do BPA cujo presidente era Jardim Gonçalves que depois saíu para presidir ao BCP, o primeiro banco privado pós 25 de Abril. Para atrair pessoal o BCP oferecia muito melhores condições mas por causa do espartilho sindical não podia simplesmente oferecer salários muito mais altos pois isso implicaria colocações em nível profissional superior e, obviamente, não queria um quadro de pessoal com mais directores que funcionários administrativos. Ofereceu então todo o tipo de benesses, desde um crédito à habitação – que já era bom no contrato colectivo dos bancários – a um custo irrisório e um seguro de saúde da Médis grátis, que complementava o também já bom seguro de saúde dos SAMS, que custava aos funcionários 1,5% do salário. Pouco depois reformei-me do BPA – por acordo mútuo – e nada mudou na minha pensão quando o BPA foi adquirido pelo BCP.
Assim foi com surpresa que, 17 anos depois, quando fui submetido a uma grande cirurgia no Hospital dos SAMS que custou 5 mil euros e de que esperava pagar mil (20%) apenas me descontaram 500 (10%). Só então que soube que também era beneficiário dessa apólice Médis que não só cobria a diferença de 80 para 90% em intervenções hospitalares como tinha 500 euros como tecto, além de outros benefícios, especialmente uma maior possível escolha pois a Médis tem uma rede de médicos que, em alguns casos, inclui médicos sem contrato com os SAMS.
Foi isso que, anos depois me permitiu optar pela Champalimaud apesar de poder ser assistido no IPO a custo zero. Por exemplo, a radiocirurgia que fiz e que só era possível na Champalimaud, custaria 18 mil euros e paguei 500.
Tenha paciência, Pedro, este governo só tomou posse há quatro meses, ainda não teve tempo para perceber o estado em que o anterior governo deixou o Estado.
Agora mais a sério: o interessante é que todas aquelas frases poderiam ter sido ditas, sem alterar uma vírgula, em 2017, 2018 ou 2019, mas nessa altura ninguém se mostrava muito preocupado com o assunto.