Durante uma breve ausência estival, circulei por diversas zonas do país e tive a oportunidade de continuar a acumular a recolha de detalhes relativos a algumas das nossas excentricidades.
Assim, algures neste rectângulo onde acaba a Europa, deparei-me com um divertimento muito procurado pela miudagem e que consiste numa estrutura que sobe e desce e que, graças a uns elásticos especiais, permite que os seus utilizadores saltem em cima de uma cama-elástica até uma altura considerável.
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As filas chegam a ser extensas e o tempo que cada freguês tem para saltar depende do número de pessoas que está à espera. Se a fila for longa o tempo de uso vai diminuindo, e vice-versa.
Não duvido que as regras da ASAE tenham sido imaginadas com os melhores dos propósitos, mas, não sofrêssemos todos da mácula que resulta de sermos humanos, e, pior ainda, portugueses, essas regras rapidamente começaram a sofrer de incoerências que resultam da nossa dificuldade em encontrar um equilíbrio entre a especificidade que os fiscais e os cidadãos necessitam e a diversidade com que a realidade contra-ataca.
Na base deste equipamento, que segundo o seu responsável destina-se a pessoas com menos de 20 quilogramas, está afixada a seguinte informação:
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Não irei aqui debruçar-me sobre cada uma das frases ou dos pictogramas, mas apenas sobre a proximidade que toda esta parafernália tem com os escapulários, as pagelas com imagens de santos e beatos, com as velas acesas em devoção ou até mesmo como a “protecção de campo magnético” do episódio do Sr. Tobias dos Gato Fedorento.
Talvez algum zeloso funcionário tenha exigido tais avisos, ou talvez não seja mais do que um “não vá o diabo tecê-las”, o que é certo é que se a ASAE quiser multar terá de ir procurar outra não-conformidade, e se o eu intuito for mesmo esse, sacar uma coima, então o empresário só se safa dela se conhecer a pessoa certa.
