Sócrates queixou-se de Crespo a director da SIC
Foi o primeiro-ministro a dirigir-se a Nuno Santos, director de programas da SIC, para lhe dizer que o jornalista Mário Crespo era "um problema" que tinha de ser resolvido. Santos almoçava com Bárbara Guimarães no Hotel Tivoli, em Lisboa, no dia da entrega no Parlamento do Orçamento do Estado. (…)
(…) Segundo as mesmas fontes, terá sido José Sócrates e os seus dois ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência (Jorge Lacão e Silva Pereira) a dirigirem-se à mesa onde se encontrava Nuno Santos a almoçar com a apresentadora de televisão Bárbara Guimarães. (…)
(…) A informação sobre o teor desta conversa chegou ao conhecimento de Mário Crespo, não através dos seus colegas da SIC, mas através de um e-mail "de uma pessoa que estava presente no restaurante e me transmitiu o que ouviu", disse o jornalista ao Expresso. Crespo confirmou, em seguida, as informações junto de Nuno Santos e de Bárbara Guimarães, antes de escrever a sua habitual crónica destinada ao "Jornal de Notícias". Aliás, no artigo – que seria recusado pelo director do JN por, alegadamente, a informação não ter sido confirmada – Mário Crespo sublinha que o relato "é fidedigno. Confirmei-o" e transcreve mesmo partes do e-mail recebido.

Então a história “A” já não é bem assim. Parece que já é “A+B”.
É isso?
Então é assim:
Os jornalistas incomodos vão para a rua ou para a prateleira;
O que diminui a qualidade dos jornais.
Os jornais vendem-se menos (estão em queda acentuada há 20 anos).
Com quebra nas tiragens os Jornais vão à falência.
—- Errado —-
O Estado, Empresas subsidiárias do Estado e os Grupos económicos põem publicidade nesses jornais de forma a equilibrar as receitas.
Resultado: Temos jornais que ninguém lê, pagos por todos nós.
Esta história começa a ter contornos excitantes. Presumo que o livro de MC seja um sucesso de vendas.
Carlos, não estás a sugerir, como fez o Valupi, que tudo isto foi uma “estratégia de marketing” para vender livros, pois não?
Ou o Saramago.
Quem sabe, na última entrevista que Mário Crespo lhe fez, off de record, Saramago não lhe terá dito, “uns dias antes da publicação, arranja um escândalozito, vais ver o que é vender”.
Ou será que foi à mesa de um restaurante famoso?
Já não bastava não poder-se fumar, agora também já não se pode falar. Irra.
Obviamente que não,Jorge. Limitei-me a fazer a constatação óbvia. Perante o coro de indignados defensores de MCe os apupos a JLP, o sucesso está garantido. Todos sabemso que um escândalozito é uma preciosa ajuda.
Que o diga, por exemplo, Saramago, que vendeu Caim como pãezinhos quentes graças à polémicas geradas em torno do livro. É sempre bom lembrar que não faltou quem viesse dizewr que a polémica foi “fabricada” por Pilar del Rio.
Neste regime de calhandrices…
A coacção repetitiva
em palavras inaceitáveis
numa acção figurativa
de posturas detestáveis.
A liberdade pressionada
de uma forma intolerável
revela a razão inquinada
desta política miserável.
Epílogo
Negando a realidade
numa visão arrebatada
surge a imbecilidade
devidamente atestada.
As cadelas apressadas têm os cachorros cegos (aforismo aplicável a um soi-disant jornalista deste blogue…).
Ao que parece as citadas fontes não disseram verdade. Pelo que tenho lido, ninguém se dirigiu à mesa de ninguém, ter-se-ão cruzado no serviço de bufete, e não sei se o resto que o Crespo reclama também tem alguma credibilidade…
Ninguém pode saber o que não quer saber, não é?
Pelos vistos, os escândalos não só vendem livros como entretêm os “blogueiros”