Ouvimos diariamente os auto-elogios vomitados pelos nossos governantes sobre as maravilhas do estado do SNS, seguidos dos hossanas em pagamento pela comunicação social. Ao mesmo tempo todos os dias tropeçamos na evidência da sua incapacidade em acudir às necessidades dos portugueses. São os atrasos nas consultas, nas cirurgias, nos diagnósticos e nos tratamentos. A mortalidade não-Covid tem sido estoicamente ignorada por todos os que defendem a situação.
À minha volta, são vários os casos que confirmam a miséria a que nos deixamos chegar. Estados oncológicos tardiamente diagnosticados, radioterapias consecutivamente adiadas ao longo de vários meses, falta de médicos e de consultas que acabam por alimentar idas recorrentes à medicina privada, e cada vez mais, a contratação de seguros de saúde.
Soube ontem também que pela primeira vez em 40 anos morreram mais de 10.000 portugueses durante o mês de Maio.
Também ontem foi o Hospital de S. João que suspendeu as ecografias do segundo trimestre a grávidas, devido à diminuição do número de médicos. Os exemplos nunca mais acabam.
Na educação, ouvi há dias um aluno do 12º que teve a classificação de 4,5 em 20, em dois testes consecutivos a Física, a garantir que irá ter 10 no final do ano. Aqui perto há uma escola pública com 17 funcionários administrativos, vizinha de uma outra, de contrato de associação, que para um universo escolar quase idêntico, consegue funcionar com 3. A mais que avisada falta de professores em curso já está a acontecer e irá agravar-se.
Entretanto o Ministro da Educação anuncia, feliz, que o número de alunos que chumbaram de ano, que na novilíngua se diz “foram retidos”, foi dos mais baixos de sempre, assumindo na entrelinhas que a redução de conhecimentos adquiridos na escola é uma das consequências das políticas da governação socialista.
A dívida pública em 2015, ano em que António se tornou PM, era de 235 mil milhões e em 2022, mesmo com todos os sucessos que a Comunicação Social replica dos spins socialistas, esse valor ultrapassará os 270 mil milhões.
Nada de bom pode resultar desta combinação de factos.
O país vive desligado da realidade. A vitória do PS nas últimas legislativas, e por maioria absoluta, foi mais uma manifestação dessa alienação. Votou-se no PS com a convicção de quem quer calar os alertas, as recomendações e os críticos. Isto podia estar bem pior e o que temos, mesmo não sendo nosso, chega-nos bem. Quem vier depois que feche a porta.
Um dia, no futuro, os nossos descendentes irão ficar incrédulos como é que o país se deixou enredar nesta armadilha.
![]()

Se o Governo não fosse PS a inflação abriria primeiras páginas e telejornais… a SIC, TVI, RTP estariam todos os dias a entrevistar pessoas em como a inflação afectava as suas vidas, como actividades essencias não podem comprar equipamentos vitais porque os preços dispararam, etc etc.
É elucidativo como o jornalismo não quis notar que a Ucrânia e Rússia; o território da ex.URSS tornou-se exportador de milho e trigo quando durante Guerra Fria esses territórios não produziam sequer para alimentar a URSS e estes tinham de ir comprar aos malvados EUA. Nem o incentivo de não estar dependente do grande satã servia para produzir mais.
E nenhum jornalista pergunta à Esquerda PORQUÊ?
A minha resposta está no título do postal.
Mas você acha que alguém quer saber da historia para alguma coisa muito menos da história económica…
Em relação ao texto do “poste” o senhor tem bom remédio, emigre, saía da sua zona de conforto, normalmente quem está mal muda-se.
Será que o autor sabe (mas não quer dizer) que os exemplos que deu se ajustam na perfeição ao caso inglês…
Será que o autor sabe (mas não quer dizer) que NÃO HÁ leite em pó nos Estados Unidos.
Os portugueses votaram em maioria há poucos meses escolheram um caminho, havia outro(s) mas escolheram este e entre os principais detractores do segundo caminho mais votado são os que todos os dias falam muito alto contra o PS.
E não nos podemos ESQUECER que as máscaras conferem uma falsa sensação de segurança e que os hospitais privados foram os 1ºs a fechar portas quando o vírus chinês chegou.
É este tipo de senhores liberais que defendem a globalização e a completa desregulação dos mercados que agora estão á rasca porque as cadeias de valor são tão extensas que ficam vulneráveis a pequenos soluços e a mão-de-obra escrava está acabar ou não pode trabalhar e depois têm a suprema LATA (são uns cínicos) de pedir ajudas ao paizinho de Estado e á sua central de negocios.
Fez lembrar a betoneiras das obras. Três baldes de areia e um de cimento. No seu caso, é dois de ideologia, dois de demagogia e um de propaganda. iles.wordpress.com/2012/07/lucha.jpg
Mas afinal não só as pessoas de má índole que sugerem que se saia da zona de conforto?
Mostra incómodo não é com o meu texto, mas com os factos que são inegáveis e reais. Estamos a afundarmo-nos nos rankings europeus e tudo segue feliz e contente.
Este imagem é bem adequada ao que defende. Existem por ai em português mas não me dei ao trabalho de procurar.
https://educacionparalalibertaddotcom.f
“Mas você acha que alguém quer saber da historia para alguma coisa muito menos da história económica…”
Mostra bem o que é o jornalismo com que você forma opinião. E o que vem a seguir mais uma vez confirma:
“Será que o autor sabe (mas não quer dizer) que NÃO HÁ leite em pó nos Estados Unidos.”
(…)
“É este tipo de senhores liberais que defendem a globalização…”
“The FORMULA Act would suspend, for six months, the current tariffs on safe, imported baby formula from countries including Australia, Israel, Japan, New Zealand, Switzerland, South Africa, the United Kingdom, and the European Union. It would also temporarily remove the regulations that outright prohibit the importation of baby formula from many countries.”
Ou seja é a a “globalização” que vai resolver a falta de “leite em pó” nos EUA.
Tudo ao contrário do que diz…
Continue a ir buscar informação onde a encontra e vai continuar a ser enganado.
“…e que os hospitais privados foram os 1ºs a fechar portas quando o vírus chinês chegou.”
Não sabe nem quer saber que o Ministério e a DGS tornaram obrigatória a concentração no SNS de todas as situações de infecção, sem qualquer abertura ao sistema privado.
PORQUE e com raras exepções parecem anestesiados como a toda a maioria absoluta de que enferma este país.
O país está parado e a austeridade, não o neguem, bate sem compaixão nas nossas vidas. Vai doer! 

Mas algum cidadão, com o mínimo de juízo e discernimento, acredita que o PSD é melhor alternativa do que o PS?
A última vez que o PSD esteve lá, com o Passos e Cavaco, roubou as parcas reformas e os ordenados aos mais pobres para pagar uma dívida (gerada pelos ricos banqueiros e especuladores liberais, alguns dos quais arguidos por crimes públicos). Acabando por aumentá-la, porque essas migalhas de quem tem pouco não chegava obviamente. O ministro das finanças desse governo PSD até pediu desculpa pelo erro, e fugiu para os EUA!
Depois dessa traição ao seu eleitorado, a «grande maioria de portugueses/as» nunca mais esquecerá isso.
Vão brincar aos futebóis para outro recreio.
Não sendo eu um apoiante do PR Cavaco Silva, tenho de concordar que a carta aberta dirigida a António Costa foi muito pertinente. vaco-silva-responde-a-costa-e-desafia-so cialista-a-fazer-melhor-do-que-ele/
E até mostra como está errado aquilo que aqui comentou. Pode lê-la aqui.
https://observador.pt/2022/06/01/ca
Mas a primeira coisa que Passos fez, não foi tirar os “subsídios de natal e férias” aos funcionários públicos?
Porque é chamaram a Troika?
Já coloquei esta pergunta aqui tanta vez, sempre sem resposta, que já podia ter desenvolvido uma memória muscular e puxar pela cabeça e arranjar outra treta para justificar o injustificável.
1 – A “troika” foi a decisão tomada pelo FMI e UniãoEuropeia (daquela época).
2 – Portugal, por causa da perda de soberania devido à Dívida e ao Tratado da UniãoEuropeia (Mário Soares + Cavaco Silva), não pode interferir nessa solução que os estrangeiros decidiram.
3 – Ora essa “solução” da Troika era poupar, cortar nos investimentos públicos, e diminuir os custos com os salários. De repente, todos aqueles cartazes que víamos por Portugal inteiro, a anunciar investimentos financiados pelos FundosEuropeus, desapareceram.
4 – Passados dois/três anos, perante o rotundo falhanço dessa “solução” (pelas crises sociais e pobreza que provocou), mudaram tudo, adoptaram outra “solução”. Em vez de dizerem que a solução era «poupar e não gastar dinheiro», passaram a dizer que eram necessários investimentos (gastar dinheiro). Só com uma diferença, retiraram a cada Estado a liberdade de decidirem onde queriam investir, e centralizaram isso em Bruxelas (em conluio com o FMI).
5 – Ou seja, são eles que põem e dispõem, decidem, e fazem o que querem. Portugal (portanto, nem PS nem PSD) não tem voz, apenas tem poder para obedecer.
Os apoiantes do Putin preferiam uma ditadura do proletariado.
Não, amigo manipulador, quem primeiro reduziu os salários do funcionalismo público, foi o Sócrates.
“….para pagar uma dívida (gerada pelos ricos banqueiros e especuladores liberais, alguns dos quais arguidos por crimes públicos). Acabando por aumentá-la, porque essas migalhas de quem tem pouco não chegava obviamente….”
Como mostrar em pouca palavras total ignorância sobre o próprio país.
Você deve orgulhar-se de nunca ter lido alguma vez um Orçamento do Estado…
Então, a SLR, BPP, BPN não custaram a todos os contribuintes portugueses mais de 15 mil milhões?
Não me diga que esses bancos eram dos 80% de eleitores que ganham menos de 800 euros?
Estamos a falar de valores muito superiores a isso.
Mas mesmo que fosse essa a explicação, quem é que decidiu nacionalizar o aglomerado BPN?
1 – A resposta a essa pergunta (“quem decidiu nacionalizar o BPN?”) é muito importante para se perceber o problema da incapacidade de Portugal em se desenvolver, e do impasse a que o «regime abrilista» chegou.
2 – Se formos honestos connosco próprios lembrar-nos-emos da discussão que houve antes dessa tomada de decisão. E quais foram as empresas e instituições que foram implorar a que decidiu para não deixar o Banco falir, e ser o Estado a suportar os custos.
3 – Estamos a falar da Igreja, da Misericórdia, e das empresas cotadas em bolsa. Portanto, foi o tecido empresarial e as instituições de proteção social mais importantes existentes em Portugal que fizeram esse pedido com veemência. Logo, não se trata do PS ou PSD, e da tentativa do passa-culpas de uns para os outros. Trata-se da força produtiva do País considerar que não tinha condições económicas e de sustentabilidade para pagar esse prejuízo.
4 – O tom dos meus comentários tenta tocar sempre nessa culpa comum e colectiva, de nós próprios enquanto País, não sermos capazes de sairmos desta mediania. Não se trata de uns mais do que outros, trata-se de nós todos conseguirmos ser melhores.
E orgulhosamente confirma que não leu nem quer ler.
Você julga que a Dívida do Estado começou com a bancarrota de alguns bancos?!
Ou seja você não conhece o seu país.
A Dívida Política (eu não uso “publica”) era de 112 mil milhões de euros em 31 de Dezembro de 2007.
Este valor não incluí um dos grandes truques do Governo Socrates para escondera Dívida.: Vender património do estado a empresas e organismos publicos para ter receita enquanto estas se endividavam.
Quando veio a Troika esta obrigou essa divida a ser contabilizada.
1 – A “Dívida Política” que refere começou no 25abril1974 (Salazar tinha deixado o País sem Dívida) com os Comunistas (os marxistas-leninistas pinta-paredes, como o Louçã e o Durão Barroso, e outros que agora são “democratas”, mas vieram em nome da “ditadura do proletariado” como escreviam nas paredes de Portugal inteiro).
2 – Depois agravou-se com os milhares de funcionários públicos que Cavaco meteu, que se repercutiram na Dívida de todos os sucessivos governos. E com o maior índice da Europa de corrupção e desvio dos Fundos da CEE do governo do Cavaco (está documentado e dito pela própria CEE e UE).
3 – Agravou-se outra vez com o 2.º governo de Cavaco com as fraudes no BPP e BPN (Arlindo Carvalho, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, etc.).
4 – Voltou a agravar-se com Sócrates por causa da banca-rota do Leman Brother’s nos EUA, que arrastou a Europa.
5 – Agravou-se ainda mais com Passos, por causa da errada solução económica e financeira que adoptou que atrasou o País 10 anos nos investimentos que devia ter feito.
6 – Um País, que em 45 anos, nunca conseguiu num ano sequer não deixar de ter prejuízo nas Contas do Estado, e em que quem o governou foi esse «regime abrilista» (a oscilação PS/PSD), vir agora alguém dizer que a culpa é do «parceiro de oscilação» deve ser uma brincadeira de mau gosto, ou então é uma tentativa de enganar tolos.
A Dívida duplicou no Governo Sócrates. Passou de 60% do PIB para 120%. Por causa… haha.
A dívida pública que levou à falência do rectângulo foi, fundamentalente, gerada pela governação Sócrates. Em compra de votos, e para os bolsos do próprio. A imputável ao banqueiro de que fala só se repercutiu nas contas depois de ter sido chamada a Troika. Pelo Sócrates, que já não tinha como fazer mais dívida nos mercados
Não é verdade, Rita.
Foi exactamente o contrário.
Se o pacote acordado entre a Merkel e Sócrates não tivesse sido deitado abaixo pela eleição de Passos tinha havido financiamento europeu para o aeroporto, para a alta velocidade, para a linha Sines-Madrid, para a digitalização da Função Pública, para as renováveis, para a modernização das escolas, etc.
Ou seja, para todo aquele investimento que agora, passados 10 anos, está inscrito no actual “Programa de Resiliência e Recuperação” a que a UE/FMI nos obriga. Aquilo que Sócrates queria fazer há 10 anos é agora a solução para o Desenvolvimento.
Ora, quem interrompeu essa solução (de gastar mais em investimento) foi Passos e Cavaco (e os palermas da UE/FMI daquela época) que vieram dizer, exactamente o oposto, de que era «poupar, poupar, cortar a despesa».
Um erro agora reconhecido pelo FMI e UE.
E os milhões de dívida escondida que foram revelados repercutidos já no tempo de Passos? ente+de+Consulta/Gr%C3%A1fico/5829853
Veja a evolução da dívida de 2008 a 2011. Quem era o PM?
https://www.pordata.pt/DB/Portugal/Ambi
A realidade não confere com os mitos em que acredita.
Delirante. Você é um caso de “Not even wrong” tão afastado da realidade.
No fim do Governo Sócrates o défice foi de mais de 12% do PIB sabe o que isso quer dizer com o Orçamento a ser à volta de 50% do PIB?
Que não havia dinheiro para pagar 25% dos gastos do Estado sem fazer mais dívida.
Um corte de 1/4 dos gastos do estado. E tem o delírio de falar de “aeroporto”, “alta velocidade” etc etc.
O Etna fica na Sicília, lol
pela primeira vez em 40 anos morreram mais de 10.000 portugueses durante o mês de Maio
Não me parece nada de mais. Faz uma média de 300 pessoas por dia, que é o que deve morrer em média num país com 10 milhões de habitantes e idade média de 83 anos na morte.
Temos que ter em conta que o país tem cada vez maior média de idade. Portanto, necessariamente, cada vez morrerá mais gente. Se em maio de 2022 morre mais gente que nos maios anteriores, é porque a população em 2022 está mais velha do que nos anos anteriores. A medicina mais não faz que adiar a morte, a qual porém sobrevem sempre.
Então de acordo com a sua especialização em mortes alheias, a partir de que números de óbitos por mês, podemos ficar preocupados com o estado do SNS?
PS: Não precisa de responder.
Há estudos sobre a mortalidade e os seus picos em diversos países europeus, incluindo Portugal. Os picos podem ser explicados por diversos fatores exógenos (epidemias, ondas de calor, ondas de frio, ondas de poluição atmosférica, etc). Se nada houver que os explique, então devemos ficr preocupados.
Temos também que olhar para a idade média de quem morre. Se essa idade estabiliza ou desce, também temos que ficar preocupados. Se, pelo contrário, a idade média de quem morre aumenta, então não há em princípio motivo de preocupação.
Por exemplo, na epidemia de covid a idade média de quem morreu contaminado com o vírus foi praticamente igual à idade média de quem morreu sem o vírus, o que indicia que a epidemia praticamente não terá tido efeitos significativos sobre a mortalidade.
Portanto, não basta dizer que em maio se morreu muito, é preciso também ver se houve fenómenos atmosféricos ou epidémicos que o justificassem e se a idade média de quem morreu foi mais baixa do que o usual.
Penso eu de que. Não sou um especialista.
Eu não sou um especialista, mas atingir o número mais alto de óbitos num mês específico num período de 40 anos… não é normal. E querer desligar esse facto das queixas diárias da falta de assistência médica, é fazer por desviar o assunto.
Eu até nem gostava do Passos mas vejo que não tinha alternativa.O PS pediu 77MM€. Não havia dinheiro nos Ministérios, Câmaras, Hospitais, Escolas Etc.
Hoje há dinheiro porque a CEE nunca mandou para cá tantos milhões. A teta se acabar a coisa fica preta.