
Alguém devia avisar o PCP – partido onde milita um ex-deputado que nega o Holodomor, genocídio praticado por Estaline na Ucrânia há 90 anos – que os povos têm o direito de escolher o seu destino. É um princípio impresso desde 1945 na Carta das Nações Unidas, que os comunistas portugueses costumam invocar mas parecem desconhecer por completo. Se a conhecessem, não apareceriam agora, pela boca do seu secretário-geral, a criticar a decisão soberana assumida pelos governos de Estocolmo e Helsínquia de pedirem a adesão à NATO.
Suecos e finlandeses sabem enfrentar as ameaças de Putin. E dispensam por completo os ralhetes que Jerónimo de Sousa se atreve a dar-lhes, como se negasse aos dois povos nórdicos o direito à autodeterminação, fazendo coro com o imperialismo de Moscovo.

Um míssil no Kremlin e outro na Soeiro Pereira Gomes. Era um descanso.
Já não estamos em 11/01,quando escrevia “As considerações de ordem política e as divergências ideológicas esbatem-se e até se anulam perante valores naturais colocados em patamares superiores…..”
Agora bem podia lembrar-se que o homem é comunista, a NATO foi criada para combater/suster o comunismo e ele com coerência está contra à própria Organização Militar e a qualquer alargamento.
Eu estou onde sempre estive.
A 11/1, solidariedade humana sem reservas com o fragilizado Jerónimo de Sousa.
Hoje, solidariedade humana total com o martirizado povo da Ucrânia, violentado no seu próprio território por uma potência estrangeira.
Que Jerónimo – sobretudo nesta fase delicada da sua vida – exiba indiferença ao sofrimento dos ucranianos, decalcando a cartilha imperial do Kremlin, é algo profundamente lamentável. E triste. E que ilustra, em larga medida, a irremediável decadência do PCP.
“….a irremediável decadência do PCP.”
Então, para quê criticar, assim tem o problema resolvido ou não?
O PCP sempre teve uma visão imperial do Comunismo é o que está no Marxismo Leninismo.
:Não há nada de novo.
O Comunismo no pós segunda guerra criou Ditaduras por todo o mundo.
1 – Eu, que sou tudo menos “comunista”, ao estudar a História na escola, e ver escrito nos livros (que me obrigavam a estudar para poder passar de classe) o que Estaline fez em 1926 juntamente com o que a I.ª República fez, não podia deixar de concordar com o acto patriótico de Salazar, em querer livrar Portugal dessas ideologias que trouxeram tanto morticínio ao mundo.
2 – Mas hoje, perante este conflito «EUA/Rússia» na Ucrânia (que começou em 1991, e se agravou em 2014) o mais curioso é, quando descemos a Av. da Liberdade em Lisboa, vermos escrito naquele enorme cartaz pendurado na sede do PCP: “NÃO À GUERRA, PELA PAZ”.
3 – E depois, vamos à procura em todos os outros Partidos com assento parlamentar, sobretudo naqueles dois que nos governaram após o «25novembro1975» até hoje, e não há nenhum que consiga escrever PAZ como o PCP. Dizem todos: “MAIS ARMAS PARA ZELENSKY!”.
4 – A minha pergunta é sobre o direito a viver na terra onde se nasceu, onde se tem família, e onde se quer continuar a ser “ucraniano” lá.
5 – Mais de 5 milhões de «ucranianos pró-russia nascidos na Ucrânia» queriam continuar a ser “ucranianos”, não queriam ser “russos” nem viver na Rússia. Até tinham representação parlamentar (eram 11 partidos, resultantes do voto popular, que zelensky aboliu e proibiu).
6 – Esses «ucranianos a favor de uma relação fraternal e amiga com a Rússia» não queriam ser “russos”, queriam ser “ucranianos”. Nem sequer impediram que o «regime zelensky» ganhasse as eleições e governasse.
7 – A minha pergunta é, por isso, a seguinte: — Porque «zelensky&batalhãoAzov» necessitava de os perseguir, violar e matar durante 8 anos? Por se achar com mais direito a ser “ucraniano” do que eles?
8 – O que «zelensky&batalhãoAzov» fez, com a cumplicidade da Nato/Eua, foi um acto criminoso de genocídio e xenofobia, que o coloca na categoria de anti-democrático e fascista.
9 – E vêm para aqui exaltar um regime destes; enviar-lhe armas para fazer a guerra; e imporem sanções à Rússia para os nossos filhos e as nossas famílias pagarem inflação, desemprego e mais pobreza?
10 – E um bilhete de ida para Ucrânia de zelensky … para estes arautos da nossa desgraça, não era bem dado?
Fascistas e comunistas convergem hoje no putinismo. São putinescos.
Como convergiram entre Agosto de 1939 e Junho de 1941, quando Hitler e Estaline andaram irmanados na invasão, ocupação e/ou anexação de países como a Holanda, a Bélgica, a França, a Noruega, a Dinamarca, a Finlândia, a Estónia, a Lituânia, a Letónia e a Polónia.
1 – Portanto, assim sendo, é tudo igual.
2 – Logo, tal como aqui comentei no início desta guerra, é o fim do «regime dicotómico, opositivamente binário, inverso entre duas faces da mesma coisa, isomorficamente simétrico» que tem governado os Humanos há tempo demais. Cuja solução só ocorrerá através da equação [_._] (uma premissa ou ponto, capaz de se elevar acima da oscilação permanente entre duas partes-facções em permanente conflito).
3 – Ou, numa narrativa mais literária, como disse Žyžek: “Hoje, a tarefa da Crítica consiste em recolocar o «evento» [os eventos que hoje ocorrem] no contexto dos antagonismos do Capitalismo Global [perpetrado pelos EUA, que submeteram a Europa a uma mera província estado-unidense, onde os generais americanos da Nato mandam e comandam]” (Slavoj Žyžek, 2002, “Bem-vindos ao Deserto do Real”).
Você acerta tanto quanto o major-general Raul Cunha com estes dislates proferidos a 25 de Fevereiro no “serviço público de televisão”: s-papagaios-de-putin-2-13860746
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o
” major-general Raul Cunha ” Esse ja foi calado.
Foi calado porquê?
Ultrapassou o limite máximo de dislates?
Você pode defender o fascismo. Lá atrás na história de um mundo que se industrializava, tanto o fascismo como o comunismo foram modelos políticos que correspondiam a modelos sociais que acreditavam na força do Estado para organizar a sociedade. Num mundo pós-industrial, em que até a maior parte do mundo industrial está concentrado em territórios regido por regime autoritários, onde o comunismo engoliu o sindicalismo, esses modelos estão obsoletos. E a legítima aspiração dos povos já não é a igualdade (isso já está conquistado) é obter a liberdade necessária para que o mérito, colectivo ou individual (através da sociedade civil ou da iniciativa individual), seja o motor do desenvolvimento humano. Essas são as forças que apontam para o progressivo empowerment das pessoas. O resto são forças retrógradas, castradoras.
Temos de sentir o tempo, o espírito do tempo. Putin, a guerra de Putin, a maneira como ele apresenta a Rússia… não faz sentido. É antiquado, é incompetente. O fascismo e o comunismo são hoje forças incompetentes, desajustadas das aspirações humanas (e sempre foram, de certa forma). Defender a máquina de guerra de Putin, ou acusar sem qualquer fundamento, que Zelensky é “nazi” ou “xenófobo” não faz sentido nenhum. É estar a ser enganado pelos chavões do costume, que infelizmente os jornalistas adoptaram como “elementos” que explicavam o mundo, mas não passavam de aldrabices e de maneiras anquilosadas de ver o óbvio: que o que as pessoas dizem não interessa para nada, só interessa o que elas fazem. E isto vale para tudo, e não há mas nem meio mas.
O PEQUENO GRUPO…
1 – (Lusa, 19/05/2022): “As sanções impostas à Rússia agravam os efeitos económicos do conflito, e geram um impacto cada vez mais evidente sobre as cadeias de suprimentos de produtos essenciais. As sanções impostas à Rússia buscam preservar os interesses imediatos de um pequeno grupo de países, prejudicando, ao mesmo tempo, a larga maioria da comunidade internacional, sobretudo no mundo em desenvolvimento”, afirmou Carlos França, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, durante uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados”.
Afinal o “pequeno grupo” são Nato/Eua/UniãoEuropeia…
2 – De facto, em 18/05/2022 (Dados ONU) a população do “G5”, designado “BRICS” (Brasil, Rússia, Índia, China e ÁfricadoSul) perfazem 3292.161.180 pessoas. Ou seja, são 2,3 vezes mais do que a população de toda a América do Norte, Europa e Austrália (cuja soma é de 1380.349.519 pessoas).
3 – E esta hem?! Afinal, andamos a ser enganados pela propaganda “Ocidental” (pela nossa própria propaganda)…
Avise o major-general Agostinho Costa que aquilo que ele debitou a 28 de Fevereiro na SIC Notícias estava tudo errado.
Quando proferiu dislates como estes:
«Está [a resultar, a invasão russa]. Onde anda a NATO?»
«O senhor Putin é um jogador de xadrez. E os dois cidadãos que estão ao lado dele, o senhor Valeri Gerassimov, conhecem-no há muitos anos. E lá não é como cá, não é como cá. O senhor Shoigu, o ministro da Defesa, é um homem de barba rija. Foram eles que desenvolveram o modelo das guerras que temos hoje, que é a guerra híbrida.»
«Estou convencido que o senhor Zelenski já não está lá [em Kiev]. Senão a gente via-o na rua. Já não está lá. Está certamente em Lviv, está certamente em Lviv. É normal, ainda bem, demonstra que é um indivíduo inteligente.»
Declarações vergonhosas.Mais ainda ao serem recordadas três meses depois.
Tenho um nojo cada vez maior pelo PCP, espero bem que daqui a quatro anos desapareçam do mapa da assembleia da república.
Armando Miranda
Ó Armando, uff, até que em fim e acabará aquela de chatear com o aumento dos salários.
Bastava o SMN desaparecer, começávamos todos a ganhar mais.
” que os povos têm o direito de escolher o seu destino.” Inclui-se o Iraque e o Afeganistão? A Arábia Saudita acho que sim.
Inclui-se a Ucrânia. cciones-mujeres-afganistan/
Quanto ao Afeganistão, cujo regime já foi reconhecido por Moscovo, mais de metade da população está ali condenada à escravatura. Ser mulher, hoje, nesse país, é viver num inferno permanente.
https://efeminista.com/talibanes-restri
Está dizer que o Saddam e os Talibans representam a escolha dos Iraquianos e Afegãos?
Mas, que os EUA (genro de Trump) é que arranjaram esta solução: transformar o Afeganistão num califado como os Emirados do Golfo. E acabaram as eleições/referendos mas é tudo democrático. Pelo menos no Irão ainda há eleições gerais para presidente da República.
Escrever Irão e eleições na mesma frase, só por ignorância ou má-fé.
O Irão é uma feroz teocracia dominada por clérigos que vetam toda e qualquer candidatura que lhes pareça fora dos sacrossantos princípios que estabeleceram.
Todas as mulheres são eliminadas dessas listas, por exemplo. Basta para dissipar qualquer dúvida que se possa ter nesta matéria.
É uma ditadura muito mais feroz do que a do Xá derrubado em 1979.
Teerão, em 79, era um sítio bem mais desenvolvido e cosmopolita do que Lisboa. Até havia uma escola de cinema que fazia cinema “universal”, bem distante das choraminguices de esquerda sobre o ultramar ou o namorado preto da rapariguinha branca com que ainda nos brindam ainda hoje os nossos esclarecidos cineastas formados nas madrassas do Bloco.
Teerão agora é o que se vê: mais um milagre das revoluções comunistas-islamitas.
“O poder executivo compete ao presidente, segunda figura do Estado após o Líder Supremo. É eleito através de sufrágio universal para um mandato de quatro anos”
Isto no Irão, ainda dá um certo ar de democracia a uma república islâmica e teocrática.
Bem diferente na Arábia Saudita e os Emirados.
Que anedota.
Você vem papaguear a cartilha da propaganda iraniana, pretendendo que aquele regime detestável é uma democracia, e nem repara no que escreve.
O “Líder Supremo” – assim, cheio de maiúsculas – é o único dirigente que interessa naquele país.
O chamado “presidente” (“segunda figura do estado”, não primeira) é mero fantoche, que a qualquer momento pode ser removido pelo aiatolá-mor. Na prática, não risca nada.
De república, aquilo nada tem.
De democracia, ainda menos.
A vocês, que parecem admirar estas ditaduras teocráticas em que o chamado poder espiritual dos imãs se sobrepõe ao poder político, far-vos-ia muito bem viver uns tempos por lá para saberem o que é doce.
Bastariam seis meses, já seria suficiente.
1 – Já está tudo a começar a abrir os olhos.
2 – Está tudo a ficar farto da Ucrânia/EUA…
3 – Ora ouçam: — O ministro ucraniano, Kuleba, criticou o tratamento de segunda classe dado à Ucrânia por alguns países da União Europeia, depois de o chanceler alemão Scholz ter afirmado que a tentativa do país se juntar à UniãoEuropeia não pode ser acelerada. “A ambiguidade estratégica sobre a perspectiva europeia da Ucrânia praticada por algumas capitais da UE nos últimos anos falhou, e deve acabar”, escreveu Kuleba no Twitter.
4 – Até já mandam na Europa!
1 – Em suma, a Nato/Eua tornaram-se um factor de insegurança e fratricídio na Europa, que ameaça a prazo provocar guerras-civis e convulsões dentro dos próprios países europeus (entre os prós e os contras).
2 – Não era isso que Trump/Biden (e outros presidentes americanos) queriam, desde que foi iniciado o processo CEE/UniãoEuropeia?
3 – Uma Europa cheia de refugiados a deitar por fora, sem lugar para viverem, (na Inglaterra os refugiados ucranianos vivem na rua…), provenientes de dezenas de países onde houve conflitos provocados pelos Eua/Nato por todo o mundo. É uma bolha de gazolina que, mais tarde ou mais cedo, irá cá rebentar.
4 – E eles, lá longe na América, a gozar o pagode, a viver à conta da venda de armas e de mais não sei quê (cabos submarinos, internet, smartphones, hambúrgueres, trigo, soja, gás liquefeito, serviços do FMI e Banco Mundial, regras da OMC, vacinas da OMS, etc.), aos tolos europeus.
Pouco se fala do PC da Federação Russa mas ele está lá.
Tem representação na Duma e segue as políticas imperialistas do Putin.
Nenhum outro país como a Rússia, com um povo acostumado a ser oprimido, é melhor depositário das esperanças comunistas.
O PCP faz o que sempre fez, procura o poder pela ditadura do proletariado, seja lá isso o que for e onde for.
A vassalagem do PCP a Putin confirma a verdadeira natureza deste partido.
Natureza de classe, sempre ao serviço do imperialismo de Moscovo, em devoção perpétua ao supremacismo neocolonial do Kraline, prostrados em veneração à dita dura russa.
Vá que este ano o 1º. de Maio passou sem o “aquilo foi todos ao molho sem máscara”, e pra Festa faltam uns meses, com o agravamento do covid tem que se começar, já, a marcar terreno de “aquilo não pode ser autorizado por causa da Ucrânia e do covid deste ano”.
“Festa”? Qual “festa”?
Vão festejar a brutal derrota que sofreram nas autáquicas?
Vão festejar a derrota esmagadora que sofreram nas legislativas, em que perderam metade do grupo parlamentar?
Ou será que vão festejar os milhares de mortos na Ucrânia e dar vivas ao imperialismo neocolonial de Moscovo, que já condenou à morte mais soldados russos em três meses de agressão ao país vizinho do que em dez anos de ocupação militar no Afeganistão?
São bem capazes disso.
Uma ideologia moribunda a “festejar” mortos.
Os americanos estão preocupados com o aumento de avistamentos de ovins, cá para mim o partido comunista são extraterrestres que já cá andam há muito tempo a mamar nos peitos da cabritinha.
Rui Pereira
1 – A história repete-se…
2 – Reza a história que, no mesmo momento em que aqui se dizimavam os muçulmanos, os cavaleiros teutónicos da “Ordem da Espada” exerciam a sua actividade militar na guerra contra os povos eslavos, e perpetravam a colonização germânica do Leste. Em 1230 conquistaram a Prússia. Porém, em 1242, o chefe russo Alexandre Nevsky derrotou-os no lago gelado de Peipus.
3 – Ou seja, aquilo a que chamam era tudo da Rússia desde o tempo da independência de Portugal, e foram os EUA/Nato que em 1991 o roubaram à Rússia.
A liberdade da Europa conquista-se todos os dias em Kiev, em Carcóvia, em Odessa e outras cidades ucranianas.
Putin anda enraivecido com esta heróica resistência dos combatentes da liberdade. Furioso, continua a praticar terrorismo de Estado.
Será julgado por isso, como foi Milosevic.
Não escapará.
Uma foto com o Jerônimo de fundo preto diz tudo e não é preciso dizer mais. Preocupante é o surto da varíola dos macacos e ainda não sabemos que tipo de máscara devemos usar.
Não é máscara é fralda.
Parece que a Graça Freitas já encomendou umas fraldas ffp3.
E se colocam a fralda no lugar da máscara e a máscara no lugar da fralda?
Não há problema, são intermutáveis. Foram feitas para prevenir as diarreias mentais.
As coisas que eles inventam…