“O mundo já acabou. Nós é que ainda insistimos”


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Hoje uma hora de conversa, via whatsapp video, com um grande, grande, grande amigo de Moçambique – e que saudades daqueles nossos estar-juntos, sempre para mim luminosos. Corremos as nossas vidas, filhas, já netos, envelhecimentos, insucessos, os países de ambos, amigos alguns, até um pouco do mundo, risos trocados de longe na auto-derisão, de alguma desesperança e todo o desencanto feita. De súbito, risonho dorido, conta-me ele o que viu, uma reportagem televisiva em Angola: um mero “fait-divers”, a polícia chamada pois um casal fazia sexo em público durante o dia, ali cerca da marginal de Luanda. Acorreu também o tal repórter, o qual se aprestou a entrevistar os circundantes, queixosos uns, mirones outros. Um deles (um “popular”, na linguagem da imprensa) ao ser-lhe pedida opinião sobre a ocorrência responde, magnífico: “O mundo já acabou. Nós é que ainda insistimos”.

6 comentários em ““O mundo já acabou. Nós é que ainda insistimos””

  1. Sim, cada vez me convenço mais que o mundo acabou de facto e 2012 e desde então até cá, dada a ridícula sequência de acontecimentos, Portugal a vencer um torneio de futebol sénior, Trump, uma pandemia que é prima do gato de Schrödinger, o início da terceira guerra mundial, o que tem acontecido mais não é do que uma mera alucinação coletiva em que estes e outros acontecimentos se abalroam uns por cima dos outros, até um alienígena se aborrecer e decidir acabar com a experiência de realidade programada onde nos meteu para se divertir

    1. “Make love not war” Uma razão tão boa como qualquer outra
      Se não é parece, históricamente a queda dos grandes impérios tem sido precedida dos cultos apocalipticos, tal como hoje, o culto covídico, o culto climático, o culto da guerra nuclear, etc etc…
      Mais achas para a fogueira:
      https://www.dailymail.co.uk/health/article-10754041/Alarming-outbreak-hepatitis-children-brought-Covid-lockdowns.html
      https://www.journal-of-hepatology.eu/article/S0168-8278(22)00234-3/fulltext
      Poderiamos dizer “se não os podes vencer junta-te a eles”

  2. Se olharmos para a história, a espécie já ultrapassou momentos bem mais caóticos que os actuais. É certo que foi com muitos falecimentos pelo meio, mas esses estão sempre certos e por isso é tudo uma questão de tempo. Quem sabe se desse “ultraje público ao pudor”, que julgo ser o nome técnico do referido acto, não resultará alguém que vá resolver as grandes questões da humanidade? Ou então que rebente com o resto? Sim, é sempre tudo muito incerto.

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