As apps pelo visto são IA muito pouco entendidas, como aconteceu com a informação da efeméride do dia de hoje, que nem é insignificante, porque afinal se comemora o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, mal de que muita gente padece.

Dia Mundial do Transtorno Bipolar
“A Perturbação Bipolar caracteriza-se por ser uma modificação do humor que implica a presença de episódios maníacos ou hipomaníaco. Normalmente, as pessoas com este tipo de problemática sentem oscilações de humor entre momentos em que sentem tristeza, culpa, baixa autoestima, menor energia e se isolam das outras pessoas e outros momentos em que sentem euforia, grande agitação e dificuldade no controlo de impulsos. A origem da bipolaridade ainda não é totalmente conhecida pelos médicos. Sabe-se que factores genéticos e biológicos têm um papel determinante no desenvolvimento da doença, mas o estilo de vida, personalidade e certos acontecimentos na vida de alguém também têm a sua influência.
Apesar do aparecimento de redes sociais, websites informativos e blogs, o estigma social e a falta de consciência da generalidade do público continuam a pautar a maioria dos pensamentos em relação a esta doença. Em Portugal, aproximadamente duzentas mil pessoas caem algures no espectro da bipolaridade, o que representa pouco menos de 2% da população. Ainda assim, é notório que este é um tema tabu.”(RX)
E porque não ser também o Dia Internacional das Coisas Que Eu Gosto? Rumo ao Catar bem confortados.
Dia Internacional De Algumas Coisas Que Eu Gosto.
Daquelas que são sempre de repetir.
Fotos Google

30 de março é Dia Mundial do Transtorno Bipolar (dia em que nasceu Van Gogh).
Obrigada por me informar. Esta App pelo visto não é exacta. Fiz a devida correcção.
Que raio de cartaz, em que uma linha termina com um hífen. Não podiam evitar o “pro- curar”?
Quem sabe o artista terá um transtorno gráfico. É compreensível, não?
Tem razão quando diz que a doença bipolar é pouco conhecida. E a vergonha da procurar ajuda pode ser bem pior do que isso. O bipolar, quando na fase de euforismo, precisa de um certo apoio medicamentos mas quando passa à fase depressiva a medicação tem de ser alterada, e vice-versa. Ora o bipolar não o reconhece por si. Precisa de alguém que muito bem o conheça para se aperceber – quanto mais cedo melhor – das mudanças de fase.
Acontece porém com muitos que na, fase de euforismo, sentem-se de tal forma bem que se voltam contra quem lhes diga que têm de ir ao médico. No limite, desconfiam do próprio médico e, não raro, fingem que tomam a medicação mas deitam-na fora às escondidas. Sentem que a medicação lhes está a limitar as capacidades – o que, de certa forma é verdade – e daí caem em teorias da conspiração culpando os mais próximos e apresentando sintomas comuns aos esquizofrénicos. É o cabo dos trabalhos.
Só conheci um senhor bipolar, que era pai de uma colega. Tinha dias em que conversava normalmente connosco e os outros, que ao que parece eram poucos, em que aparecia desmazelo, por vezes a falar com alguém que não estava lá. Felizmente tinha aquele caminho como rotina diária e a filha saía para o levar a casa e dar os medicamentos.