Contrastes


Pedro Correia,

Governo aberto à prestação de contas

António Costa está disponível para ir ao parlamento sempre que a Assembleia da República quiser, garantindo que não vai opor-se ao regresso dos debates quinzenais, eliminados em 2020.

 

“Oposição” recusa controlar Governo

Rui Rio opõe-se ao recomeço dos debates quinzenais, chumbados por sua iniciativa: «Se quiserem reforçar um bocadinho, pode-se reforçar, mas para fazer espectáculo não contem comigo.»

40 comentários em “Contrastes”

  1. É a diferença entre o estilo inglês e o estilo alemão de fazer política.

    Costa aceita o estilo inglês e está disposto a participar nas mesmas pantominas ridículas que quase diariamente vemos no parlamento britânico.

    Rio é alemão e, tal como os alemães, não gosta de pantominices, que na Alemanha não ocorrem.

    Duas democracias com dois estilos diferentes.

    1. Se fosse alemão, Rio ter-se-ia retirado logo na primeira derrota em legislativas. Não teria esperado por uma segunda derrota, frente ao mesmo adversário, para ameaçar enfim sair de cena – e a verdade é que ainda não saiu.

      1. Que Rio é alemão é um facto objetivo: ele é filho de uma alemã e é, portanto, alemão. (Segundo a lei alemã nem necessitaria de ser filho, bastaria ser neto.)

      2. Burros só fazem burricadas, que lhe queria?! Não se pode exigir mais… E muita paciência estão a ter com ele.

  2. O homem, tudo já perdido, prefere afundar-se sem ceder nas suas convicções. Mesmo que a realidade as tenha demonstrado erradas.
    É humano, afinal, e tão mais humano quanto de facto bem parece neste momento tratar-se, claramente, do homem e não do partido.
    Ou do país.

    1. Um “líder da oposição” que continua teimosamente a bater o pé declarando que o primeiro-ministro deve submeter-se o mínimo possível à fiscalização do parlamento. Eis algo totalmente incompreensível e que nem pode justificar-se pela teimosia da pessoa em causa. Isto quando o próprio primeiro-ministro se declara pronto a lá regressar com regularidade, como o novo quadro político impõe em cenário de maioria absoluta do PS.
      Ao fim de mais de 40 anos na política, Rio parece ignorar que o primeiro-ministro britânico comparece todas as semanas na Câmara dos Comuns, referência máxima de um parlamento democrático. E aquilo a que ele chama «espectáculo» é a democracia a funcionar.
      Triste fim de percurso após quatro anos de derrotas acumuladas no PSD…

      1. “Ao fim de mais de 40 anos na política, Rio parece ignorar que o primeiro-ministro britânico comparece todas as semanas na Câmara dos Comuns, referência máxima de um parlamento democrático. E aquilo a que ele chama «espectáculo» é a democracia a funcionar.”

        Sem dúvida. Ainda que outros por aqui, “mais riistas que o Rio”, lhe chamem pantominas ridículas. Malhar nos “bifes” é, bem se sabe, muito próprio da nossa intelligentsia.

          1. O Pedro Correia a escrever que a UE tem pouco apreço pela democracia?
            É que malhar nos ingleses parece o desporto dos ministros europeus mesmo com contornos extremamente graves, como quando se diabolizou a vacina da Astra-Zéneca que, ainda que algo menos eficaz (o que nem sei se é verdade ou treta) era a que dava menos reacções e, sobretudo, não mexia com o ADN ou seja, poderia ter sido aceite por muitos que rejeitaram a vacina com esse medo.

          2. Que raio de comentário. Eu escrevo sobre Rio continuar a “proteger” Costa do controlo parlamentar e você vem dizer não sei o quê sobre vacinas.
            É comparar os Óscares de Hollywood com a Feira de Borba ou qualquer coisa do género. Nada a ver uma coisa com a outra.

  3. Esqueci-me de acrescentar que Pedro Correia é jornalista e, para essa classe, quanto mais pantominas, melhor, porque dá para escrever mais notícias.

    1. Se fosse funcionário público, como você, tinha tempo de sobra para escrever alarvidades em comentários de blogues entre a 9 da manhã e as 5 da tarde (com intervalo para almoço e sesta).

      1. às 5?? Era bom era, mas às 3 da tarde os func pubs já estão todos a entupir a 2ª circular.

        É só ir lá abaixo beber um café e meter o totoloto depois do almoço e põem-se logo a caminho.

          1. “onde defende tudo e o seu contrário”.
            Mas é preciso que alguém lho diga, porque ele não tem noção disso.

  4. Ambos têm razão, segundo as suas respectivas perspectivas.
    No entanto o verdadeiro problema de aquela Assembleia da República é o da suas génese e não o da sua prática, do seu ritual. Ritual que ali se vai inconsequentemente desenrolando “pour épater…”.

  5. Interessava-me mais que as questões ou pedidos de informação ao governo tivessem prazos e efectivo escrutínio, com contas semanais a dar à AR pelo encarregado dos assuntos parlamentares.
    E, salvo um pedido por excepção, com agenda, e deliberado pela maioria dos grupos parlamentares, sobre tudo isso e mais, bastaria um sessão mensal com o PM.

    1. Pois. Mas com Rio – e por iniciativa dele – as sessões quinzenais de fiscalização e controlo do governo passaram a bimestrais.
      Havia 24 por ano (nem tanto, devido às férias parlamentares), passou a haver apenas seis.
      Alguém compreende? Eu não.

  6. O problema do Rui Rio não é a política espectáculo, o problema do Rui Rio é convencer o José Silvano a estar na assembleia de quinze em quinze dias.

          1. Então mas ele não foi já tornado beato pelo Tribunal Local Criminal de Lisboa?

  7. Eu também prefiro um escrutínio mais frequente.
    E seria bom que o presidente da assembleia obrigasse o primeiro ministro a responder efetivamente às questões não lhe permitindo fugir ao escrutínio com exercícios de retórica e bocas jocosas como faz com demasiada frequência fugindo para o “bordalero” à espera que o tempo de intervenção se esgote.

    1. Porque será que esse permanente estilo chocarreiro de Costa é sempre bondosamente ignorado, retorcendo qualquer amostra de boa fé que lhe possa ser imputada?

    1. Chegará na devida altura. Para já, é Rio quem chega ao fim da linha. Balanço destes quatro anos: seis eleições e cinco derrotas.
      Derrotado nas europeias de 2019, nas legislativas de 2019, nas regionais dos Açores em 2020, nas autárquicas de 2021 e nas legislativas de 2022.
      Venceu apenas a eleição regional na Madeira (mérito sobretudo do PSD-Madeira, que até hoje nunca perdeu uma eleição desde 1976).

      1. Para além das desculpas que já terá em carteira se a coisa der para o torto, só faltaria mesmo que Costa se viesse a queixar da falta de obstrução de Rio à sua governação.

  8. Com maioria absoluta semanalmente, semana sim semana não, mensalmente ou anualmente a cena será uma perca de tempo para todos, Será apenas mais uma “ego trip” para a maioria.
    -Aos temas do momento, as perguntas obrigatórias, respostas previstas, provavelmente com números que ninguém tem, nem nunca poderá veririficar. Virtudes de se governar com uma maioria absoluta.
    -Quanto às perguntas sobre temas inusitados?. Bom, como usualmente o PM saltará de alhos para bugalhos, com um sorriso a fugir-lhe pelo canto dos lábios. Técnica “foleira” que se aprende no secundário.

    1. Melhor, então, é perder por falta de comparência. Decreta-se o encerramento da oposição durante quatro anos e nove meses.
      Táctica digna de Rio. Condenada a ter tanto sucesso como as legislativas de 2019 e de 2022 em que ele perdeu para Costa. Único presidente do PSD derrotado em duas eleições para a Assembleia da República no exercício deste cargo.

      1. “Melhor, então, é perder por falta de comparência”. Perder?.
        Uma coisa é Rui Rio, ou qualquer outro líder partidário, do PS ou do PSD, perder.
        Outra coisa é o País, Portugal, o cidadão, perder, perder nível de vida, à luz dos critérios significantes….

  9. Lamento. Por causa desse imbecilóide frouxo assim como os seus próximos também frouxos, mudei de voto.
    Vai ser a derrocada final do PSD com tantos frouxos.
    Pior cego é o que não quer ver.

    1. Se a derrocada do país vier a acontecer espera-se que não culpem os “frouxos” do PSD que em tempo considerado útil foram mandados à vida.

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