DELITO há dez anos


Pedro Correia,

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José António Abreu: «Há – ou (e isto diz tanto sobre mim) desconfio que haja – quem me considere introvertido. E também quem me considere extrovertido. Se introversão é interiorizar e não exprimir, os primeiros estão enganados. Se extroversão é manifestar abertamente tudo o que se sente, os segundos também. A melhor forma de me descrever talvez seja dizendo que sou extrovertido para dentro. Com frequência, isso nota-se de fora.»

 

Patrícia Reis: «Sherlock Holmes para aquecer, depois a Carnificina de Deus e, para terminar, A Toupeira. Seis horas de cinema. Três filmes completamente diferentes, todos bons, com actores de qualidade, bons diálogos, edição e montagem de se tirar o chapéu e bandas sonoras a condizer (confesso que a última, de Alberto Iglezias, é a minha preferida).»

 

Rui Rocha: «Se tivesse de decidir entre a Maçonaria e o Opus Dei, escolhia a Olivedesportos. Aquela coisa do cilício parece-me desconfortável e o avental, apertando menos as carnes, tem, convenhamos, o seu quê de ridículo. Para além do mais, dizem-me que para pertencer à irmandade dos Oliveiras já não é obrigatório usar bigode.»

 

Teresa Ribeiro: «Os filmes da chamada idade de ouro do cinema português sempre me fascinaram. Com eles tive acesso ao Portugal pobrezinho, saloio e pacato que só conhecia das histórias que os meus pais  e avós me contavam. O país anacrónico dos namoros de janela, tão diferente das referências que o cinema de Hollywood me dava, em criança, sobre o que era a vida nos anos 30 e 40, revelou-se-me nas cenas românticas de O Pátio das Cantigas.»

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