
«A esquerda atingiu um patamar tal de auto-suficiência que já só trata dos seus temas privativos. Por exemplo, o salário mínimo. O salário mínimo é uma preocupação da esquerda, uma questão nacional importante num país onde infelizmente demasiados dos nossos concidadãos auferem ao fim do mês o salário mínimo. Mas nunca há um momento em que digam: “Porque é que o salário mínimo é este?”
Esta é a questão essencial da vida portuguesa. Estão no atira-culpas sem perguntarem por que o salário mínimo não atingiu valores que a economia portuguesa não pode pagar. Nunca há uma oportunidade para se discutir esta questão. Porque é que temos uma economia que não permite pagar um salário mínimo decente? Porque é que temos uma economia que põe um terço dos trabalhadores a receberem o salário mínimo?
Este tema nunca atravessa o debate. Parece um leilão de bondades. Como se não existisse uma coisa chamada realidade. E como se não existisse uma realidade chamada economia portuguesa. Isto é absolutamente espantoso.
Já no debate [de António Costa] com Rui Tavares era a mesma coisa: “Porque é que não somos a Suécia?” Mas é preciso explicar porque é que não somos a Suécia? Primeiro, porque o modelo dos comunistas, sejam eles do PCP, do Bloco de Esquerda ou do Livre, nunca foi a Suécia social-democrata. Nunca foi. Em segundo lugar porque em Portugal, infelizmente, temos entre metade e um terço da Suécia. Mas nestes debates da esquerda o tema da economia portuguesa, no seu modesto desempenho comparativo, nunca consegue encontrar caminho.»
Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS, na CNNP (terça-feira)

É perigoso esmiuçar a realidade, pensam eles preferindo alimentar expectativas incumpríveis.
Portugal está tomado por uma horda de fautores e benificiários da mediocridade.
É norma generalizada depositar na sala escura do silêncio quem ouse falar claro.
Que título tão racista… e sexista.
Portugal tem um modelo assistencialista. Estica a mão e recebe da UE.
Depois distribui por quem estende a mão.
Os modelos defendidos pela actual esquerda são exactamente esses. Não se preocupam com custos de energia, custos das empresas. Tudo se resolve com subsídios. Como esses subsídios são financiados… é ir à segunda frase.
A bazuca vai servir para isso mesmo; salvar umas empresas falidas tipo TAP e CP, criar ou recuperar infra-estruturas que normalmente não conseguiríamos pagar, contratar gente para serviços públicos, e talvez sobre algum para um daqueles projectos de desígnio nacional, que ao que tudo indica será o hidrogénio. Quando acabar o maná logo se vê.
A nossa capacidade de descobrir novos manás é inesgotável.
“Quando acabar o maná logo se vê.”
A natureza deste regime ou rouba (PREC) ou arranja outro sugar daddy (CEE)… habitualmente o jornal da nomenklatura do regime o Expresso diz.nos de década a década que nos devemos unir a Espanha. Mas agora há outro sugar daddy na vizinhança: China.
“Depois distribui por quem estende a mão.”
Não por quem estende a mão, mas por quem tem poder no sistema.
Verifico que Sérgio Pinto tornou-se uma bandeira da direita em Portugal. De tão “razoável” que aparenta ser seu discurso, constato que nem ele mesmo é capaz de responder aos “porquês” que coloca, e a direita que ele representa aplaude sem saber porquê.
O sector empresarial privado português é em 99,9% subsídio-dependente. Não fossem os subsídios da UE e as dívidas contraídas para a edificação de betão, em todas as suas variantes do betão, não teríamos sector empresarial. O sector empresarial nada mais é que uma variante de negócios oportunistas que nas últimas décadas se tem feito sentir em Portugal. Associado a isto, acresça o sector público que vem dar enfase a esta economia parasitária que também se serve deste sector para a venda de bens e serviços, tornando-o mais dispendioso e menos eficaz.
Inclua-se que estes mesmos subsídios da UE são alocados para o amento do salário mínimo em Portugal através de benesses que escorregam do IAPMEI para os ditos empreendedores. Entre outros, para um aumento de 40,00, um subsídio de 112,00. Sem esquecer que os custos salariais também vão a dedução por via fiscal.
Na realidade Portugal não é uma Suécia, pois os subsídios atribuídos naquele país têm um sentido social, e em Portugal assemelham-se a uma voraz rapina que não retira da situação de pobreza e miséria quem precisa, mas enriquece e cria também bem-estar a quem não tem capacidade de per se justificar-se como autónomo e afirmar-se como empreendedor.
a esquerda incapaz de criar riqueza
sabe unicamente aumentar a dívida pública
oculta que o salário mínimo é pago pelo patronato
Também ainda ninguém perguntou se não é a própria existência do SMN que está a travar uma subida generalizada dos salários e até própria produtividade, dado que a existência de um mecanismo salarial terceiro-mundista mantém tudo — empresários e empregados — em níveis de motivação venezuelanos. As pessoas ainda não perceberam que é toda a arquitectura esquerdista que deriva da puta da Constituição que nos mantém como o País mais atrasado da Europa, destinados a fazer camas e a servir bicas.
Não me parece que a direita em Portugal tenha uma prespetiva muito diferente. Basicamente quer concorrer economicamente com outros países através de saláros baixos. O modelo dominante no nosso empresariado é o modelo de terceiro mundo: salários baixos, ausência de restrições, ambientais ou outras, e pouco Estado para não ter de o pagar em impostos.
Daí a mania com os salários e impostos como entraves ao progresso. Para a nossa direita não há mais nada que interesse.
Adoro quando os nossos economistas de pacotilha dizem que se não houver travão aos salários o empresariado que por cá anda vai pagar mais oa pessoal. Viu-se nos anos da troica, a seguir ao abrandar das restrições que existiam os salários médios quase tocaram o céu – o céu da direita portuguesa fica para baixo..
A culpa é do Passos. A ver se vocês conseguem correr agora com ele do Governo.
Adorável a Dra Catarina ligar o crescimento económico dos 4 anos de geringonça (o maior de sempre?) ao aumento dos salários cortesia do Bloco. Nada a ver com os juros nulos ou receitas do turismo.
Pois, e quem é que liberalizou a cidade para que a economia do turismo fosse possível? Não foi o Costa. E aliás, não foram as pessoas com propriedades como a Sra D. Catarina Martins que sofreram com isso, pelo contrário, as suas propriedades valorizaram-se e pessoas como a Sra. D. Catarina Martins estão agora muito mais ricas.
A d. Catarina não relaciona. Por isso dificilmente chegaria a essa conclusão.
O “aumento do PIB da geringonça” é um simples efeito da contração brutal do PIB da era da bancarrota e da troika (e já tinha começado a subir com o Passos). Se, depois de 3 anos em Bergen-belsen um prisioneiro comesse um pão também tinha o maior aumento de peso de sempre. Maior aldrabice ainda foi dizer que a dívida desceu com a geringonça. A dívida subiu sempre, apenas desceu a sua relação percentual com o PIB (que subiu pela razão que referi). Aliás, o mesmo vai suceder nos anos pós-Covid, por muito mau que seja o governo.
Boa tarde Pedro,
Também não vi até à data ninguém da direita a explicar, nem mesmo a IL da qual esperava mais no debate com o CDS.
Para ter um salário mínimo razóavel (vá, acima dos 1000€), e que os salários médios o acompanhem, não é com o tecido empresarial que temos hoje em dia. Um tecido empresarial assente principalmente no turismo e construção não pode esperar ter um SMN destes.
Para ter esse SMN temos que apostar em indústrias que empreguem pessoas qualificadas e que façam aumentar os salários.
E é aqui que não vejo ninguém discutir isto, nem tão pouco ser questionado pelos moderadores.
Obrigado,
Trigueiros
Passamos 80% do tempo a falar do salário mínimo, sempre numa perspectiva assistencialista, como se se abdicássemos do elevador social, e nunca das condições necessárias e indispensáveis à subida significativa do salário médio.
Alguns desses ainda se atrevem a falar do “modelo sueco” – quando aqui tudo fazem, na prática, para combater esse modelo. Incluindo na luta permanente contra os “grandes grupos económicos” (pequenos à escala global) que vão restando. Enquanto na Suécia esses grupos prosperam e conquistam novos mercados: Ikea, Ericsson, H&M, Skanska, Electrolux, Volvo…
Foi para isso que o Sérgio Sousa Pinto alertou – e fez muito bem.
É curioso ver o medo e a confusão que graça nos liberais e nas suas forças/facção políticas: Partido Socialista, Centro Democrático Social, Bloco de Esquerda, Partido Chega, Partido Comunista Português, Partido Iniciativa Liberal, Partido Animais Pessoas Natureza, Partido Ecologista Os Verdes, e a facção derrotada do PSD encabeçada pelos srs. Pedro Coelho, Luís Esteves, Miguel Luz, Paulo Rangel, etc..
Se o corrupto e anti-democrático regime liberal cair, o que é que esta gente mais quem os apoia, vai fazer?
Quando foi o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, deixaram de ser salazaristas e passaram a ser progressistas, enquanto enchiam a boca com a democracia que antes detestavam.
Isso que enumerou no seu parágrafo é tudo liberal?
Caramba, afinal este é um país 100 % liberal.
” Porque é que o salário mínimo é este?”
Esta deve ser a pergunta que os trabalhadores das estufas em Odemira fazem quando recebem o ordenado.
Os trabalhadores das estufas da líder do PAN farão a mesma pergunta?
A líder do PAN não tem estufas, tem túneis.
Investiu na ferrovia?
Esta deve ser a pergunta que os trabalhadores das estufas em Odemira fazem quando recebem o ordenado.
Não fazem porque eles sabem que são escravos, com os cumprimentos do Estado Português.
Para encontrar escravos não é preciso ir a Odemira. Eles andam aí espalhados nas ruas de Lisboa, em trotinetas e bicicletas, nas ciclovias do Medina, como estafetas da Glovo e da Uber Eats, para levarem caviar russo e chocolate belga às dondocas do Livre e aos girinos do PAN.
não estará Sergio Sousa Pinto no PS? desfiliou-se?
O único projecto que lhe conheço são os casamentos homossexuais.
A coutada do PS poderá crescer ainda mais com tamanhas sumidades.
Sérgio Sousa Pinto, que conheço bem, pensa pela sua própria cabeça. Não precisa de cartilhas nem de gurus.
Caso raro. Nos partidos e nas redes sociais.