As empresas privadas geridas de forma anacrónica por empresários com a 4ª classe, descrição recorrente e simplista feita pelas forças conservadoras do país, estão entre as entidades que beneficiam da reduzida atractividade da nossa economia.
A barreira fiscal, a espessa burocracia dos serviços, a disfuncionalidade da justiça, são incapazes de atrair o investimento estrangeiro, que introduziria competitividade ao nosso mercado. Assim, estas limitações acabam por ser o maior seguro de vida que se possa dar aos que já esgotaram o seu potencial.
Sem reformas na fiscalidade e no funcionamento dos serviços públicos, o marasmo das últimas duas décadas irá mesmo perdurar.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

O Pensamento poderá acompanhar o Delito durante toda a semana mas o conteúdo irá acompanhar o país na(s) próxima(s) década(s).
Existe sempre quem não aceite ou sobreviva à mudança. O situacionismo que vivemos baseia-se no mito de que é possível travar a realidade por decreto.
Penso que a palavra-chave é ‘educação’. Ou melhor: ‘formação’, tanto profissional como, sobretudo, pessoal.
Com tanto facilitismo endémico nesta nossa terrinha, há tantos anos, no que a esta área diz respeito, não admira que as coisas não andem, nem tanto por incompetência, mas por desinteresse, por falta de quem queira empenhar-se, verdadeiramente, em fazê-las andar.
Bom Domingo!
Pouco tem que ver com o assunto.
Para alguém se empenhar precisa de haver história de recompensa para esse empenho. Na maior parte das vezes é punido pessoalmente, profissionalmente e financeiramente (mais impostos) por fazer alguma coisa. Começa logo na Escola.
Em vez de criar algo que os Socialismos e a inveja se vão tentar apropriar, veja TV, passeie, beba uma cerveja, fale de futebol. Divirta-se.
O problema em Portugal é só um: O sistema de recompensa e punição, outra palavra: incentivos. que a politica e cultura desenharam. Esse incentivo é para ficar quieto.
Cultiva-se o imobilismo dentro de uma dinâmica de falta de ambição, e de ódio pelos ambiciosos.
Só para ver se me aquieto, gostava de saber quantas horas semanais o supremo comandante da nau gasta nas televisões, a perorar sobre nada de tudo e tudo de nada.
Cada vez que aparece é como se de um reforço de vacinação contra a necessidade de reformas se tratasse. Claro que ele de acordo com a interpretação do sentimento colectivo, avalia a reação aos estímulos mais recentes e, expedito, põe-se à frente da turba como se de um líder se tratasse.
Sempre que o pelotão é exposto a uma corrente de ar, ele afina imediatamente o azimute de forma a estar onde pensa ser o sítio de destaque adequado. Mas um líder não é nada disso.
“As empresas privadas geridas de forma anacrónica por empresários com a 4ª classe, descrição recorrente e simplista feita pelas forças conservadoras do país, estão entre as entidades que beneficiam da reduzida atractividade da nossa economia.”
Esse argumento vejo nas forças progressistas. No entanto as mesmas forças progressistas que controlam a educação há décadas parece que não criaram empresários instruídos. Já temos 45 anos de ensino progressista.
Chama “forças progressistas” aos que se opõem com todas as forças às reformas? O vinho é o conteúdo da garrafa. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
Os empresários com a 4ª. classe estão todos ligados à construção civil, os tais que diziam ‘é preciso trabalhar, os doutores não carregam cimento’.
Outros, com pouco mais da 4ª, atiram-se a outras actividades fabris de calçado, textil e mobiliário mas arranjam quadros com habilitações superiores, e assim não sendo, são como os trolhas de fábricas chafaricas .
A meados dos anos 70, quando “DN” publicava um suplemento das 100 maiores empresas portuguesas por volume de negócios aparecia entre as 10 primeiras uma cujo o dono era analfabeto. Coitado não fazia outra coisa que trabalhar desde criança: o homem duma conhecida exploração leiteira.
Existe um tremendo paternalismo por parte dos agentes do Estado perante estas empresários com a 4ª classe. Conheço alguns que criaram e mantêm centenas de postos de trabalho com todo o benefício social que se possa associar à existência de emprego. Quando acabo esta frase levantam-se logo alguns almas a gritarem que são apenas salários baixos, mesmo sabendo que isso não é sempre verdade. Do alto do seu posto sólido e estável, julgam sem conhecer o percurso, o esforço e o empenho de cada um deles despende diariamente para manter as suas empresas a funcionar. O maior subsídio que lhes poderiam atribuir passaria por não lhes impor mais complicações e exigências.
Existe uma distância tão grande entre estes dois mundos que os julgamentos precipitados são a forma de avaliar o outro. Não existe uma noção de colaboração de forma a se avançar num sentido comum, porque se odeia o lucro e se cultiva a inveja.
…odeia-se o lucro…dos outros!!!
« rapa até aos cêntimos
tira a carteira
deixa aqui o teu
põe o teu à disposição do fisco »
« o que é meu, é mei (fisco)
o que é teu (contribuinte) é meu »
Saudinha da boa.
O que é que adianta fazer reformas na fiscalidade e no funcionamento dos serviços públicos se, como você diz e bem, a maioria dos empresários tem a quarta classe?
Não terá lido o texto com atenção, mas volto a explicar dentro da sua lógica. Se o mercado for reformado, novos operadores serão atraídos para cá investir. Alguns desses empresário terão o 9º ano ou até licenciaturas. Por serem tão capacitados e inteligentes irão gerir tão capazmente as suas empresas que levarão os empresários com a 4ª classe à falência. Diga lá que não é um cenário que lhe agrada…
Por acaso até é um cenário que me agrada. O que eu gosto mais é de ver empresários na falência.
Não será melhor, primeiro criar condições e depois fazer as reformas?
Você faz-me lembrar o PSD no tempo do Passos quando queria tirar 600 milhões ao SNS, dizia ele que era para ser mais eficiente. Veja lá se aquela ideia peregrina tivesse ido para a frente, agora com a pandemia então era uma maravilha.
As coisas quando são feitas, tem de ser com cabeça, tronco e membros, não pode ser à toa.
Primeiro tem de se fazer um apanhado daquilo que se tem, ver as necessidades de mercado e identificar as empresas que necessitam de intervenção. E só depois é que se podem fazer as reformas.
Meter a carroça à frente dos bois não adianta absolutamente nada, antes pelo contrário, só atrasa.
No nosso país intervir em empresas, significa impedir que mesmo quando são ineficientes, continuem a preencher o mercado e assim impedem que outras mais competitivas o façam. Deixar de o fazer o que sugere já seria uma enorme reforma.
A abordagem alternativa a reformas no funcionamento, é o que já temos e que se baseia em regar os problemas com dinheiro. Gasta-se mais 5% no SNS para resolver os problemas que resultam da sua deficiente organização e como, surpresa, não se obtêm os resultados pretendidos, então no ano seguinte exige-se gastar mais 10%. E por aí a fora até que alguém se lembra de chamar a Troika e arranje outro Passos Coelho para expiar as culpas.
Pois, não se gastam mais 5% no SNS, é melhor tirar 600 milhões, criar o caos, arrasar o serviço público e entregar ao privado aquilo que deve ser obrigação do estado.
Ó Paulo Sousa para esse peditório eu já dei.
Quer saber quantos gestores, CEOS e outros pato bravos privados são tão medíocres ou piores que os gestores públicos?
Já reparou que a grande corrupção está nos gestores privados? Não é preciso ir muito longe, basta começar nos bancos e por aí fica logo com uma ideia.
A competência e a seriedade não tem nada a ver com público ou privado, é uma forma de estar na vida e servir a sociedade.
Concorda então comigo que são necessárias reformas estruturais para retirar os empresários ineficientes do mercado. Claro que só se atingirá o benefício potencial se o mesmo for feito aos serviços públicos, mas afinal quem é que tem medo de evoluir?
Concordo consigo, claro que são necessárias reformas, só não estamos de acordo é na altura em que elas devem ser feitas.
Aonde é que estão tipificadas as necessidades de mercado? Aonde é que estão identificadas as necessidades sociais?
Será que é assim tão difícil agir após um planeamento concreto?
Ou será que já faz parte da nossa cultura fazer as coisas em cima do joelho?
a sua última frase…contradiz a anterior…!!!
Nunca percebi como é que pessoas que se vê serem inteligentes e cultas (e com o sentido de humor que só as qualidades anteriores dão), como considero ser o comentador Carlos Sousa se deixam ír atràs de “ódios de estimação primários” como demonstra com o recurso sistemático a críticas mais ou menos descabidas ao Passos Coelho a propósito de tudo e as mais das vezes de nada.
Note que sou votante no PS desde sempre mas daí a um facciosismo destes vai uma certa distância, recuso-me a fazer figuras dessas.
Respeito a sua opinião, e reconheço que algumas das minhas críticas talvez sejam descabidas em relação ao Passos Coelho, mas se o faço é porque foi no governo dele que mais me senti vilipendiado para não dizer roubado. Acrescentando o facto de familiares próximos terem ficado com a pensão reduzida. Se para si isto não é preocupante para mim foi e muito, acredite.
Nisso respeito o PS, uma pessoa não se sente roubada. Porque é assim devagarinho, e quando se dá por ela o Governo explica o porquê de fazer tal redistribuição. O PSD é mais estilo Taveira, à bruta.
Um bom exemplo, o modo como o Guterres acabou com essa injustiça que eram as propinas cavaquistas. No more propinas para a geração rasca.
Pois, mas não se esqueça das cargas policiais em cima dos estudantes ou dos secos e molhados de policias contra policias ou do bloqueio da ponte. Não sei se isto foi uma característica do cavaquismo ou se é o conceito de democracia do PSD porque o führer da Madeira está a fazer exactamente o mesmo.
Mais uma tirada sobre reformas.
Se analisarmos bem, todas estas tiradas são parecidas.
Primeiro declaram-se premissas como válidas sem se dar ao trabalho de as provar.
Depois tira-se a uma conclusão do chapéu.
Por fim declara-se que é necessário fazer reformas estruturais, só não se sabe quais são..
São afirmações muito esclarecedoras.
Estou aqui apenas a colocar por escrito a minha opinião. Se lhe estivesse a vender um automóvel ou um apartamento, estaria focado em que concordasse com os meus pontos de vista, o que não é o caso.
Para quem ache que o nosso nível de fiscalidade está óptimo, que o nível da nossa burocracia não consome demasiadas energias ao país, e que a justiça funciona de forma exemplar (estes pontos estão todos no postal) então é normal que discorde com a necessidade de reformar todos estes aspectos.
Dizer o que está mal é fácil. Quer um exemplo:
É triste as pessoas que morram com Covid no mundo.
Pronto disse uma evidência, pode dizer-se que contribui para a cura, afinal ainda ninguém deve ter dado por isso. Ou deram por isso mas não corrigem porque são seres maléficos a soldo da IV Internacional Virológica.
Se eu disser que a nossa economia estagnou desde que o Eng. Guterres foi PM e que mesmo após biliões de euros doados pela UE, temos 1 em cada 5 portugueses a viver na pobreza, estou a incorrer num erro de que natureza?
Está a incorrer no efeito de halo. Esquece que o antecessor foi Cavaco Silva e que o sucessor foi o Durão Barroso e que o sucessor do Barroso foi o Santana Lopes.
Dizer que a culpa é do que está no meio é uma conclusão um bocadinho enviesada do verdadeiro motivo da estagnação.
Acho que está a tentar branquear o Salazar, o Sidónio e o Afonso Costa.
A culpa foi da Monarquia.
O milagre de Ourique
Ora está a ver, como ou há moralidade ou comem todos?
Uns tiveram culpa numas coisas os outros tiveram culpas noutras.
O Salazar tinha dinheiro e não investiu, os outros gastaram o dinheiro e também não investiram, os de agora não têm dinheiro mas também não investem, acho que é a atitude mais sensata.
Vamos aguardar serenamente porque agora é o lóbi sanitário que tem o poder.
Todos sim, excepto os líderes do conservadorismo que aqui defende.
O 1º erro é alguém pensar que pode “reformar” o Estado. A máquina é de tal modo gigantesca que é impossível de mudar. A única solução é partir o problema em pedaços que sejam realizáveis.
Alguém sabe ou se preocupou em saber quem são os tais empresários com a 4ª classe?
Se calhar é o indivíduo que tem o café, abriu a sapataria ou é um canalizador. Da maralha que foi “incentivada” a criar o próprio emprego.
Gosto da narrativa da classe proletária com qualificações superioras a ser explorada pelo capitalista com ensino básico ou menos. O que nunca percebi é, se é tão fácil ser empresário, ganhar umas massas e ao mesmo tempo criar emprego bem pago, do que estão à espera as Mortáguas e Peraltas.
Até se faz por ignorar que o tipo do café tem a porta aberta 60 ou mais horas por semana, nunca pode ir de férias com a família porque entre eles têm de fazer uma escala de forma a não interromper as rotinas dos clientes. Se adoecer não tem direito ao SNS Premium (ADSE) e quando estiver horas à espera numa urgência ou meses por uma cirurgia, irá ponderar ponderar seriamente votar num parvalhão com um discurso javardo como é o caso do Dr. Ventura.
Essa lembra-me uma certa vez, quando um indivíduo reclamava contra o comércio e grandes superfícies estarem abertas ao DOmingo. Tal não devia ser permitido, pois Domingo é para estar com a família, passear, ir almoçar ao restaurante…
E das reacções à intenção de alargar o horário de abertura ao público durante o confinamento para impedir a concentração de pessoas? Acusaram essas empresas, que dessa forma até iriam aumentar os custos, de quererem aproveitar-se da pandemia para ganhar dinheiro… enfim.
A culpa do atraso é do patronato só ter a 4ª classe e não ser qualificada.
A classe política, que vai (ou fazendo que) manda aqui na chafarica, que escolaridade tem?
E o que dizer dos patrões minhocas que não gostam de empregados com estudos e são contra o estatuto de trabalhador estudante.
‘Ou trabalhas, ou estudas à custa dos teus pais’ dizem os minhocas, por o empregado sair mais cedo para concluir o curso superior.
Estes patrões minhocas são os mesmos que dizem ‘tenho lá um gajo impecável, só me chateia que queira sair sempre a horas’.
Se o país se tornar atrativo ao investimento estrangeiro essa malta vai ter uma grande dificuldade em manter o seu quadro de pessoal. Ou mudam de atitude ou verão os seus empregados a pedir rescisão de contrato.
Mas antes disso as forças conservadoras e situacionistas do nosso país terão de perder peso político. Enquanto a esquerda mandar… isso permanecerá igual.
Se for a direita a mandar é que é bom, os empresários ficam logo mais espertos.
Temos os exemplos dos bancos, e agora mais recentemente os clubes de futebol com os empresários maravilha. Mas estes devem ser de esquerda que os de direita são todos uns anjinhos.
Essa visão sectária esquerda/direita é que nos colocou nesta situação. Só saímos desta estagnação de mudar de critério. As escolhas tem de ser feitas entre conservadores e reformistas.
Se direita à direita estivesse no poder, o que diria se após seis anos de governação finalmente se reconhecesse que faltam professes? E se todas as semanas houvessem demissões nos hospitais por falta de condições de trabalho… mas assim continua-se defender a situação. É claro que quem tem SNS Premium (ADSE) o caos da saúde não é assim tão grave.
Não estará a confundir lutas políticas, como é o caso da greve dos médicos e das demissões nos hospitais?
Se vê telejornais, viu as declarações de uma médica acerca da ocupação das camas nos hospitais, em que ela diz que apesar dos doentes terem alta não os podem libertar por falta de condições nos lares.
E se tem acompanhado o folhetim covid sabe perfeitamente que é o alarme social que está a lançar o caos nas urgências dos hospitais. Porque nos meses de Novembro, Dezembro e Janeiro sempre houve uma grande afluência de pessoas devido a problemas respiratórios.
E já agora, porque é que você fala na falta de investimento na saúde se o governo anterior se preparava para lhe dar um corte de 600 milhões?
E também não fui eu que comecei com a visão sectária esquerda/direita.
Você defende os reformistas, tudo bem, eu só gostava de lhe perguntar era com quem é que você ia fazer as reformas, era com as caras de sempre? E íamos copiar por onde?
Com muito menos seriam grandoladas sem fim. E já agora o governo anterior foi liderado por António Costa. O actual foi aquele que preferiu gastar 4 mil milhões de euros na TAP do que satisfazer o que chama lutas políticas. Não é nada disso. Sem que se reorganizar a saúde nunca haverá dinheiro suficiente.
Você percebeu o que eu quis dizer com o governo anterior mas continua a não respondeu como é que fazia para reorganizar a saúde com menos 600 milhões no orçamento.
Quanto à TAP, deixe lá, você meteu mais de 9 mil milhões no BPN e nem uma trotinete tem para viajar.
A CGD também foi intervencionada e recuperou.
Preferiu comparar a “aposta” do Pedro Nuno com o caso BPN.
I rest my case.
Por mais que debitem chavões da produtividade, resiliência e derivados, Portugal vive na mais pura ideologia do relógio de ponto, e no eterno cenário de desconfiança mútua entre empregador e empregado.
Muito do “tecido empresarial” é composto pelas pomposas micro-empresas, que nada mais são que negócios unipessoais, e que tal como boa parte do português, vive de mês em mês a contar os tostões e a rezar para que nenhum contratempo aconteça.
trabalho 7 meses por ano para o sector mais produtivo do MONSTRO a que alcunham de ESTADO